Para redescobrir seis décadas de cinema russo
"O Homem da Câmara de Filmar" (1929): um dos clássicos a reencontrar em Lisboa e Porto

Ciclo  

Para redescobrir seis décadas de cinema russo

O Grande Cinema Russo é tema de um notável ciclo agendado, para já, para Lisboa e Porto. Dos clássicos Dziga Vertov e Sergei Eisenstein, até aos grandes cineastas da segundo metade do século XX, esta é uma oportunidade de reencontro com memórias fascinantes.

Trailer/Cartaz/Sinopse:
 Para redescobrir seis décadas de cinema russo
Ciclo Grande Cinema Russo A partir de 21 de abril, tem início o ciclo GRANDE CINEMA RUSSO – DO MUDO À PERESTROIKA que inclui um total de 19 obras em novas cópias digitais, muitas delas inéditas em Portugal. Em Lisboa, estas obras poderão ser vistas até 13 de Julho e no Teatro Municipal Campo Alegre, no Porto, até 16 de Junho. O ciclo tem como ponto de partida obras dos anos 1920, assinadas pelos pioneiros do cinema ...

"O Homem da Câmara de Filmar" (1929), de Dziga Vertov, foi o filme escolhido para abertura de um magnífico ciclo de memórias do cinema russo do período soviético — mais exactamente: "Grande Cinema Russo / Do mudo à Perestroika", a partir de hoje em Lisboa (até 13 de Julho) e Porto (até 15 de Junho).

Com chancela da Leopardo Filmes, começa, assim, uma viagem através de 19 títulos emblemáticos através de uma referência clássica do documentarismo — tratava-se de dar a conhecer a vida quotidiana das populações da União Soviética — que persiste como uma fascinante discussão sobre as fronteiras do próprio gesto documental. "O Couraçado Potemkine" (1925), "Outubro" (1928) e "Ivan, o Terrível" (1945), todos de Sergei Eisenstein, e "Arsenal" (1929), de Aleksandr Dovzhenko, são alguns outros momentos incontornáveis desse período. Na sua segunda parte, o ciclo aponta para a produção dos anos 60/70/80, redescobrindo contextos e experiências que, mais do que nunca, importa observar para além de todos os clichés (estéticos ou políticos). Especialmente curiosa, nesse aspecto, será a passagem do monumental "Guerra e Paz" (1966), de Sergei Bondarchuck, apostado em concorrer com as "superproduções" americanas da época.

O ciclo inclui ainda títulos de cineastas tão importantes como Marlen Khutsiev ("Chuva de Julho", 1966), Larisa Chepitko ("Ascensão", 1977) e Elem Klimov ("Adeus a Matiora", 1983), num labirinto recheado de reveladores contrastes — entre os anos de euforia da Revolução de Outubro e a realidade muito crua dos tempos da Guerra Fria, desenvolveu-se, afinal, um cinema de admirável complexidade humana e invulgar risco formal.

As primeiras sessões do Ciclo serão apresentadas por convidados.
 
No sábado, 23 de Abril, o cineasta e produtor António da Cunha Telles apresenta "O Couraçado Potemkine", na sessão das 21h45.

"Outubro" será apresentado pela historiadora Irene Pimentel na terça-feira, dia 26 de Abril, às 21h45.

O artista plástico Pedro Proença apresenta "Ivan, O Terrível" na segunda-feira, 2 de Maio, às 21h30. As duas partes do filme serão exibidas numa versão restaurada.

No dia 28 de Maio, a realizadora Salomé Lamas apresenta "Outubro", na sessão das 21h45.

Na sexta-feira, dia 3 de Junho, o jornalista e historiador Jozé Milhazes apresenta a obra "Alexandre Nevsky", que swerá exibido numa versão digital restaurada, às 21h30.

"Alexandre Nevsky" contará também com uma apresentação por Salvato Teles de Meneses, no dia 20 de Junho, às 21h30.

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publicado 23:43 - 21 abril '16

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