Triangle of Sadness vence o Festival de Cannes

Cannes 2022  

"Triangle of Sadness" vence o Festival de Cannes

Cinco anos após o triunfo com "O Quadrado", o sueco repete a Palma de Ouro.

A sátira sobre o mundo da moda e os ultra-ricos, "Triangle of Sadness", do realizador sueco Ruben Ostlund, venceu a edição 2022 do Festival de Cannes.

O Grande Prémio do Júri foi entregue ex-aequo a "Stars at Noon", de Claire Denis, thriller com laivos românticos sobre uma jornalista americana que tenta fugir da Nicarágua, e "Close", de Lukas Dhont, drama adolescente que acompanha um rapaz marcado por uma amizade perdida.

A partilha repetiu-se no Prémio do Júri entregue em duplicado a "EO", do polaco Jerzy Skolimowski, que acompanha um burro pelo mundo dos humanos, e "Otto Montagne", dos suíços Charlotte Vandermeersch e Felix van Groeningen, sobre a amizade entre dois rapazes italianos, da infância à idade adulta.

O coreano Park-Chan Wook ganhou o prémio de melhor realização com "Decision to Leave", thriller sobre um detective que se apaixona pela principal suspeita de um homicídio.

Os irmãos Dardenne não levaram a terceira Palma de Ouro, mas receberam o Prémio Especial do 75.º aniversário de Cannes por "Tori et Lokita", a história de dois jovens migrantes africanos que tentam adaptar-se à vida na Bélgica.

O prémio para melhor interpretação feminina foi entregue à iraniana Zar Amir Ebrahimi pelo papel da jornalista que persegue um assassino em série em "Holy Spider", de Ali Abbasi, enquanto do lado masculino o vencedor foi o coreano Song Kang-Ho, por "Broker", realizado pelo japonês Hirokazu Kore-eda, que gira em torno da controversa tradição de abandonar bebés indesejados em caixas.

"Boy From Heaven", de Taki Saleh, um policial imerso no Islão sunita, recebeu a distinção para o melhor argumento.

A Palma de Ouro para a melhor curta foi atribuída a "The Water Murmurs", da realizadora chinesa Jianying Chen. O filme segue uma mulher que se despede do seu amigo de infância antes da cidade em que cresceram ser destruída.

O troféu Camera d’Or, destinado a uma primeira obra exibida nas várias secções do festival, foi para Gina Gammell e Riley Keough que apresentaram "War Pony" sobre dois rapazes que tentam crescer nos territórios de uma nação indígena no Dakota do Sul.

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