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Marcos Freitas garante que acreditou sempre que seria «possível vencer»

O madeirense considerou esta terça-feira que seria “muito difícil” afastar o líder do ranking mundial no torneio de ténis de mesa dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, assumindo que Fan Zhendong “não tem fragilidades”.

Marcos Freitas garante que acreditou sempre que seria «possível vencer»

© LUSA

"Neste nível, de número um mundial, ele não tem pontos fracos. É difícil apanhar uma brecha no seu jogo. Arrisquei mais no quarto ‘set’, tive bons períodos, com trocas de bola muito fortes, que é como temos de atuar contra este tipo de adversários. Pena não ter conseguido manter esta intensidade”, disse o madeirense.

No Ginásio Metropolitano de Tóquio, Marcos Freitas, 24.º jogador do mundo, cedeu por 4-1 pelos parciais de 6-11, 6-11, 2-11, 11-4 e 3-11, em 38 minutos, acabando o torneio na nona posição.

“Tive bons momentos e outros com erros não forçados, pois tinha de arriscar. Ele foi mais forte e ganhou 4-1 e está de parabéns. Acho que deverá ganhar o ouro ou, pelo menos, ser finalista”, completou.

Apesar da complexidade da missão que o esperava, Marcos Freitas garante que acreditou “sempre” que seria “possível vencer”, recordando que já o fez “há seis anos, quando ele era Top 30 ou 40”.

“Entretanto, viu-se que evoluiu imenso e atualmente está mesmo em grande forma. O francês que o enfrentou no primeiro jogo, que é top-30 mundial, não fez quatro pontos em nenhum ‘set’”, exemplificou.

Lembrou o seu triunfo sobre um adversário “muito forte” como o austríaco Daniel Habesohn, por 4-3, e agora pretende “descansar” para pensar na prova de equipas.

A partir de 02 de agosto junta-se a Tiago Apolónia e João Monteiro na competição de equipas, estreando-se frente à Alemanha, campeã da Europa.

Medalha de bronze no Europeu de 2021, Marcos Freitas cumpre a quarta participação olímpica, tendo como melhor resultado individual o quinto lugar no Rio2016, depois do 17.º em Pequim2008 e Londres2012.

C/Lusa