Desporto

Rali do Marítimo fará estrear dois Citroen DS3 R1 preparados pela PT Racing

O preparador introduz os carros no campeonato da Madeira com ideia de fazer um troféu em 2018

Rali do Marítimo fará estrear dois Citroen DS3 R1 preparados pela PT Racing

Citroen DS3 R1 tem estreia marcada na Madeira no Rali do Marítimo - Machico

O Rali do Marítimo – Machico terá como viaturas de segurança (carros zero) dois Citroen DS3 R1.

Uma das viaturas será tripulada pelo próprio Paulo Antunes, responsável máximo da PT Racing.

O segundo carro zero será tripulado por um piloto madeirense, garantiu Paulo Antunes à RTP.

Paulo Antunes deixou à RTP algumas das ideias que tem para o campeonato regional de 2018 com estes carros: “a ideia é fazer um desafio aos pilotos locais, para competirem no próximo ano com estes carros. O número mínimo será de três carros, sendo que o número ideal para o troféu seria de cinco carros”

Paulo Antunes sublinha que os carros são revistos e preparados pela PT Racing e entregues às equipas para fazer a temporada regional de 2018 mediante o pagamento de 7.500 euros/ano.

“Cada equipa assume depois a manutenção dos seus carros durante a época. De fora destas contas fica o Rali Vinho Madeira. As equipas que desejarem participar na maior prova do campeonato da Madeira de ralis, com o Citroen DS3 R1, fazem um acordo à parte com a PT Racing”

Paulo Antunes até deixou no ar a hipótese das equipas interessadas participarem no Rali Vinho Madeira com uma viatura R2. “É tudo uma questão de diálogo e chegarmos a um entendimento” revelou.

A PT Racing está em conversações com a BS Motorsport, equipa liderada por Bernardo Sousa, o preparador responsável pelo carro do piloto madeirense Diogo Soares, que não deixou margem para dúvidas, ao vencer por duas vezes o campeonato Challenge DS3 R1, em 2016 e 2017.

Tendo em vista a incursão com estes carros no campeonato da Madeira, a PT Racing que tem três Citroen DS3 R1, quer estabelecer parceira com a BS Motorsport que é proprietária de dois carros.

PT Racing que procura também fazer parceria com uma empresa da Madeira, para assumir metade das inscrições das equipas nas provas madeirenses e assim poder ajudar a colocar na estrada esta nova competição monomarca.


CLASSE R1

Criada pela FIA a classe R1 tem a intenção de promover o acesso a jovens pilotos a carros de competição acessíveis e de baixo custo de manutenção. De forma a manter estes custos a níveis mínimos, a maioria dos componentes mecânicos deverão ser iguais aos de origem, tal como a transmissão, o chassis, o sistema de suspensão, travões, etc. A procura da performance não é uma prioridade, e a maioria das alterações permitidas relacionam-se com a segurança do piloto e co-piloto.

Baseado no Citroën DS3 So Chic VTI 120 Cv, a versão R1 tira partido de todas as vantagens dos modelos de produção, nomeadamente o seu motor 1.6 VTI de injeção, com uma caixa de velocidades manual sincronizada à qual é adicionada uma relação final mais curta. Chassis e ligação ao solo. Sendo uma das maiores preocupações deste projeto a segurança, é fornecida uma carroçaria com arco de segurança soldado e montado segundo a experiência e design do DS3 R3, sendo este desenho simplificado na medida da regulamentação, não permitindo apoios sobre as fixações da suspensão.

A célula de sobrevivência oferece um alto nível de segurança, nomeadamente em caso de embate lateral Todos os componentes do chassis são os de série exceto os amortecedores e molas que foram desenvolvidos pela Citroën Racing. O sistema de travagem foi melhorado com o uso de pastilhas de travão mais eficientes e líquido de travagem mais resistente à pressão e ao aquecimento, e a adição da montagem de um travão de mão hidráulico. As jantes utilizadas são da marca Speedline e fornecidas pela Citroën Racing na medida de 6.5 x 16 permitindo a montagem de pneus 200 x 60 x 16. A direção mantêm-se de origem, sendo apenas a sua cartografia da assistência elétrica otimizada.

Estudado especificamente para o DS3 R1 a proteção de carter é fixada no berço inferior do motor, colaborando também desta forma para uma maior rigidez do chassis. O motor e a caixa de velocidades. O Citroën DS3 R1 possui um motor de 4 cilindros 1.6 VTI, não sendo permitida pela regulamentação FIA, qualquer alteração interna, para esta categoria. Os engenheiros da Citroën concentraram-se na periferia do motor para aumentar a sua performance, estudando uma nova linha de escape, com um novo coletor e retirando o catalisador central.

Combinaram também a adição de um filtro de ar de competição e uma otimização da cartografia elevando desta forma a potência para 125 Cv com um binário de 165 Nm, estando este, praticamente sempre, disponível e uniforme desde as 2000 rpm. A caixa de velocidade é manual com cinco velocidades sincronizadas, tal como a de origem, mas recebendo uma relação final curta de 13 x 64, melhorando as acelerações e a resposta do motor.