Política

Madeira destaca investimento na saúde e diz que país vive caos

"Bonecos articulados nem conseguem fazer pão com manteiga. Enganam-se na receita", foi assim que Miguel Albuquerque repudiou as críticas da oposição sobre o setor da Saúde na Região. (Vídeo)

© GRM

O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou hoje que o Serviço Nacional de Saúde vive no "caos", enquanto o investimento prossegue na região, tendo o executivo alocado 420 milhões de euros ao setor só este ano.

"O caos no serviço de saúde não está na Madeira, está é no continente", disse o governante na inauguração das obras de remodelação do Centro de Saúde do Bom Jesus, no centro do Funchal, uma empreitada de 5,8 milhões de euros.

Miguel Albuquerque criticou a "narrativa político-partidária-noticiosa" que pretende transformar o Serviço de Saúde da Madeira (Sesaram) numa calamidade, afirmando que isso não passa de uma "ficção" e de uma "manobra ignóbil".

"Este ano, o meu governo alocou 420 milhões de euros e estamos determinados a fazer a cobertura de toda a população com cuidados primários de saúde", disse, lembrando que a taxa atual é de 62%.

O Centro de Saúde do Bom Jesus, por exemplo, assegura a prestação de cuidados a 49.051 utentes inscritos, dos quais 30.560 com médico de família.

O chefe do executivo madeirense considerou, por outro lado, que "não há nenhum serviço de saúde perfeito em nenhuma parte do mundo", mas salientou que a Madeira continua a "melhorar todos os anos", dispondo de médicos, enfermeiros e assistentes operacionais "altamente formados" e "altamente motivados".

Aqueles que se apresentam como "salvadores" do serviço público de saúde, referiu, numa alusão aos partidos e candidatos da oposição às eleições regionais de 22 de setembro, são um "logro" e uns "bonecos articulados".

"A nossa população pode continuar a contar com a determinação do meu governo na alocação de recursos financeiros para continuarmos a melhorar os serviços de saúde", disse Miguel Albuquerque, que foi eleito presidente do governo pelo PSD em 2015 e que agora se recandidata a um segundo mandato.


C/Lusa