Política

Moção de Rui Rio esquece eleições regionais na Madeira

“Precisamos, em pouco menos de um ano e meio, preparar-nos para a vitória nas eleições europeias de junho de 2019. Desse sufrágio, retiraremos o primeiro sinal para nos tornarmos o partido mais votado nas legislativas de outubro de 2019 e, dois anos depois, queremos começar a recuperação da implantação autárquica do PSD”, diz, sem se referir às regionais da Madeira.

Moção de Rui Rio esquece eleições regionais na Madeira

Moção de Rio defende reposicionamento ao centro e entendimentos pelo "interesse nacional". © Foto: Fernando Veludo - Lusa

O presidente eleito do PSD leva ao Congresso uma moção que defende o reposicionamento do partido no centro político e na qual aponta a vitória nas europeias como “o primeiro sinal” para as legislativas do próximo ano.

A moção “Do PSD para o país” foi apresentada em dezembro, quando Rui Rio era ainda candidato à liderança, que disputou e venceu a Pedro Santana Lopes com 54,1% dos votos, em 13 de janeiro.

Sobre o partido, a moção defende que “o PSD precisa de se reencontrar consigo próprio para se reposicionar no lugar que é seu: num centro político alargado que vai do centro-direita ao centro-esquerda, de orientação reformista, e com inspiração na social-democracia e no pragmatismo social”.

No texto, Rio defende que a mudança no PSD terá de começar pelas suas bases e aponta os próximos desafios eleitorais: “Precisamos, em pouco menos de um ano e meio, preparar-nos para a vitória nas eleições europeias de junho de 2019. Desse sufrágio, retiraremos o primeiro sinal para nos tornarmos o partido mais votado nas legislativas de outubro de 2019 e, dois anos depois, queremos começar a recuperação da implantação autárquica do PSD”, diz, sem se referir às regionais da Madeira, que deverão ocorrer no outono de 2019.

Quanto ao posicionamento do PSD em relação aos outros partidos, a moção considera que “o interesse nacional e a defesa do bem comum são superiores princípios que secundarizam o interesse partidário imediato”.

“Seja no exercício da governação, seja como partido da oposição, o PSD não pode fechar-se a entendimentos sempre que aqueles superiores princípios estejam em causa”, defende, considerando que a busca pelo compromisso faz parte do legado histórico do partido.

Sobre a situação atual, em que o PSD é o maior partido da oposição, o texto acrescenta que existe uma responsabilidade acrescida de se constituir como uma alternativa reconhecida pelos portugueses: “Sacrificar esta responsabilidade aos taticismos político-partidários ou a outros interesses particulares não faz parte da matriz ética nem da cultura política do PSD”.

Apesar de salientar que a moção, que será votada no 37.º Congresso do partido que se realiza entre sexta-feira e domingo, não é “um programa partidário, e muito menos um programa de Governo”, o texto identifica sete desafios críticos para Portugal: divergência económica com a Europa, desigualdades e assimetrias, insustentabilidade demográfica, modelo económico assente em baixas qualificações, elevada exposição às alterações climáticas, centralismo e corporativismo e a dívida externa.

LUSA