Sociedade

Indicadores mostram crescente preocupação com segurança informática na Administração Pública

Ao nível da infraestrutura tecnológica, em 2021, assistiu-se a uma melhoria dos principais indicadores, destacando-se a existência de Redes Privadas Virtuais (VPN) em 98% dos organismos e a videoconferência em 86%. Todos os organismos declararam possuir redes locais (LAN) e intranet. Relativamente à velocidade de acesso disponibilizada, verificou-se que 80% dos organismos apresentam uma velocidade igual ou superior a 1Gb/s.

Indicadores mostram crescente preocupação com segurança informática na Administração Pública

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Em 2021, todos os organismos da Administração Pública Regional estavam presentes na internet, presença esta que se materializou de diversas formas. 75% tem sítio próprio, 55% tem um perfil nas redes socias e 98% tem o seu sítio integrado no sítio da estrutura orgânica que o integra.

Somente 7% dos organismos recorreram ao comércio eletrónico para efetuar encomendas (menos 4 pontos percentuais que em 2020), sendo que entre as razões apresentadas para a não utilização deste recurso, a que surge em primeiro lugar é a falta de adequação ao perfil do organismo (33%), o facto de não se justificar o recurso a este meio (17%) e a burocracia associada (15%).

Ainda em 2020, a percentagem de organismos que efetuaram análise de Big Data (manuseamento de grandes volumes de informação), teve um acréscimo de 8 pontos percentuais (p.p) face ao ano anterior, fixando-se nos 29%, acima da Administração Pública central que neste indicador apresenta um valor de 20%. Ao nível das fontes de informação para este tipo de análise, as redes sociais continuam a ser o foco principal com 56%, sendo a análise efetuada maioritariamente por pessoal do próprio organismo (69%), com 38% dos organismos a recorrer a fornecedores externos.

Em 2021, somente 16 % dos organismos adquiriram serviços de computação em nuvem, sendo que entre as razões para a limitação na utilização deste tipo de serviços, estão os ”custos elevados de aquisição de serviços de computação em nuvem” (44%), os “problemas no acesso aos dados ou software” e a ”incerteza sobre a legislação aplicável, jurisdição e o mecanismo de resolução de litígios” (33%, em ambos os casos).

No domínio da segurança, a evolução da generalidade dos indicadores mostra uma preocupação cada vez maior com esta temática, sendo que a totalidade dos organismos já utiliza software antivírus, firewall, filtros anti-spam, servidores seguros (recorrendo por exemplo ao protocolo https) e segurança de correio eletrónico. Importa salientar que 98% dos organismos já efetua e armazena os backups numa localização externa. Entre as medidas de segurança das TIC mais utilizadas e que estão presentes em todos os organismos, encontram-se a autenticação dos utilizadores através de uma palavra-passe segura, a atualização regular do software e o controlo de acessos à rede do Organismo. Em 2021, 7% dos organismos reportaram incidentes de segurança informática, percentagem bastante inferior à do ano precedente (18%).

A nível da Inteligência Artificial verificou-se que 7% dos organismos da RAM utilizam tecnologias de Inteligência Artificial, menos 4 p.p. que na Administração Pública Central. Já no que à Internet das Coisas (IoT) diz respeito, 18% dos organismos da RAM já utilizam dispositivos ou sistema interconectados que podem ser monitorizados através da Internet (IoT) e que permitem efetuar o controlo/monitorização da Gestão do Consumo de energia (30%), da segurança de instalações (80%), das necessidades de manutenção (80%) ou outras (40%).

Ainda com base na informação recolhida em 2021, foi possível avaliar o impacto da pandemia da COVID-19 na Administração Pública Regional. A necessidade de trabalhar remotamente, contribuiu para que houvesse um aumento significativo do número de pessoas ao serviço com acesso remoto ao sistema de correio eletrónico (73%), do número de pessoas ao serviço com acesso remoto aos sistemas TIC (59%), bem como do número de reuniões à distância (93%).

Em 2020, o total de despesa da APR em TIC fixou-se em 6,0 milhões de euros, apresentando um decréscimo de 16,5% face a 2019.