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Aniversário da Arte 2023 | 17 Janeiro | 19h00-23h00

O'culto da Ajuda | UER

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Aniversário da Arte 2023 | 17 Janeiro | 19h00-23h00 Aniversário da Arte 2023 | 17 Janeiro | 19h00-23h00

© Jorge Carmona / Antena 2


17 Janeiro | 19h00-23h00

Art's Birthday 2023 


Aniversário da Arte | Soprano & trompete
Transmissão direta
O'Culto da Ajuda
Lisboa


A 17 de Janeiro de 2023, entre as 19h00 e as 23h00, decorre o Art's Birthday 2023 - Euroradio Ars Acustica Special Evening, com transmissões de 20 minutos, em direto, a partir de várias cidades europeias.
A transmissão da Antena 2 para o Art's Birthday 2023 realiza-se com a participação da Miso Music Portugal (O'culto da Ajuda), em que são apresentadas, entre as 20h50 e as 21h10, obras para soprano e/ou trompete. 


Transmissões

19h10 - 19h30 | Croácia
19h30 - 19h50 | Eslováquia
19h50 - 20h10 | Croácia
20h10 - 20h30 | Rádio Belgrado – Sérvia
 LP Duo - Between the Wave
20h30 - 20h50 | Rádio Bern RaBe – Suíça
20h50 - 21h10 | Rádio e Televisão de Portugal – Antena 2
   O’culto da Ajuda, Lisboa

21h10 - 21h30 | Rádio e Televisão Espanhola - Radio Clásica – Espanha
 Fiesta de Raúl Cantizano
21h30 - 21h50 | Deutschlandradio Kultur e Radiodifusão do Sudoeste da Alemanha 
 Matthew Herbert e The New Radiophonic Workshop
21h50 - 22h10 | Deutschlandradio Kultur e Radiodifusão do Sudoeste da Alemanha
 Matthew Herbert e The New Radiophonic Workshop
22h10 - 22h30 | Deutschlandradio Kultur e Radiodifusão do Sudoeste da Alemanha
 Matthew Herbert e The New Radiophonic Workshop
22h30 - 22h55 | PLANKTONE - Bélgica
 de laatste noot (a última nota)

Mais informações, aqui.




Aniversário da Arte 2023 
Lisboa | O'culto da Ajuda | 20h50

Soprano & trompete

Camila Mandillo, soprano
João Silva, trompete

Programa

Miguel Azguime - Aliterações de água para soprano e eletrónica*

Rui Penha - No man is an island para trompete e eletrónica*

Cathy Berberian - Stripsody para soprano

João Silva - Demens para trompete e eletrónica

Georges Aperghis - Pub II para soprano

Mert Morali - Die Produktion des Bewusstseins (The Production of Consciousness) para soprano e trompete



* Obras transmitidas em direto para a UER




Camila Mandillo | A soprano portuguesa está a terminar o mestrado em performance vocal na Hochschule für Musik “Hanns Eisler” Berlin, sob a orientação dos professores Martin Bruns e Uta Priew.
Foi bolseira da Deutschland Stipendium, e é atualmente bolseira do programa Yehudi Menuhin Live Music Now Berlin e.V. e da Fundação Calouste Gulbenkian.
Iniciou os seus estudos musicais na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa onde em 2014, terminou ambos os cursos de canto e de guitarra clássica. Foi membro fundador, solista e assistente de direção artística do Coro Infantil da Universidade de Lisboa.
Como solista, tem estado envolvida em diversos concertos e masterclasses, nomeadamente com Deborah York, Jill Feldman, Sarah Maria Sun, Janet Williams, Scot Weir e Robert Dean Smith, entre outros.
No ramo da ópera tem vindo a interpretar diversos papéis entre os quais se destacam: Susanna em “Le Nozze di Figaro” de Mozart, (como participante da "Saluzzo Opera Academy" (SOA) em Itália); Zerlina em “Don Giovanni” de Mozart (Teatro Thalia e CCB); Morgana em “Alcina” de Handel (Eisler Studiosaal, Berlin); Belinda em “Dido and Aeneas” de Purcell e Premier Cousin em “La Périchole” de Offenbach (Ehemaliges Stummfilmkino Delphi, Berlin); Menina Gotinha em “A Menina Gotinha de Água” de Miguel Azguime (Cinema S. Jorge e CCB); soprano solista em “Canti D’Amor II Musiek Jongenopera Transparants” sobre madrigais de Monteverdi (De Singel, Antuérpia e Theater Louis Jouvet, Paris).
Tem vindo a participar ativamente em projetos ligados à música contemporânea, destacando-se entre outros o debut num dos papéis principais na estreia absoluta de “Neuen Szenen IV” (produção inserida na programação 18/19 da Deutsche Oper Berlin); a performance solística dos “Quatre chants pour franchir le seuil” de Gérard Grisey, com o Echo Ensemble sob direção do maestro Manuel Nawri (Eisler Studiosall, Berlin); a participação solística no concerto “Poesie und Musikverbinden Zeiten und Welten” organizado pela Mendelssohn Gesellschaft Berlin; o recital inserido no “Ciclo Talentos Emergentes” do Festival Música Viva 2018 (O’culto da Ajuda); a performance solística no Concerto Monográfico do compositor Miguel Azguime, com o Sond’Ar-te Electric Ensemble sob direção do maestro Pedro Neves (São Luiz Teatro Municipal, Lisboa e na Casa da Música, Porto); e o recital em colaboração com a pianista Elsa Silva para a rádio Antena 2 (O’culto da Ajuda).



João Silva | Trompetista, professor e investigador.
Estudou na Escola Profissional de Música e Artes de Almada e na Escola de Música do Conservatório Nacional. É Licenciado em Música pela Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco, onde foi distinguido com o Prémio de Mérito Académico, e Mestre em Música pela Universidade de Música de Colónia, tendo desenvolvido os seus estudos na classe do renomeado trompetista sueco Urban Agnas.
A sua carreira, eclética e multifacetada, tem-se centrado particularmente na esfera da interpretação do repertório contemporâneo do instrumento. Nos últimos anos, desenvolveu um particular interesse pela música para trompete e eletrónica, género que tem aprofundando e explorado, trabalhando em conjunto com compositores e realizando frequentes recitais em Portugal e no estrangeiro. João dedica-se também, de forma ávida, à improvisação, participando em diversas performances de música experimental, frequentemente combinando elementos multimédia e cruzamentos multidisciplinares.
Com o seu mais recente projeto a solo, PLUGGED IN, um recital centrado no repertório para trompete solo e eletrónica, viajando por diversos universos estéticos e interpretativos, tem-se apresentado em várias salas e festivais, como o Ciclo Talentos Emergentes do O’culto da Ajuda, o Festival Speed Residency&Stream no Lisboa Incomum, o Festival Kaleidoskop Köln, Casa da Cultura de Setúbal ou Escola de Artes da Universidade de Évora.
A solo ou em música de câmara, João tem participado em importantes festivais de
música, nomeadamente em Portugal e na Alemanha, como o festival AchtBrücken, Aachener Bachtage, Dias da Música CCB, Creative Sources Fest, Kölner Philharmonie Tripclubbing, Forum neuer Musik Deutschlandfunk ou Internationales Klavierfestival junge Meister Bodensee, onde realizou uma tournée a solo com o Concerto nº 1 de Shostakovich para piano, trompete e orquestra.
Enquanto músico de orquestra, destacam-se as suas mais recentes performances com a Orquestra de Câmara da Turquia, Orquestra de Câmara da Rádio Alemã, Graubünden Kammerphilharmonie, Junge Sinfonie Köln ou Orquestra Clássica do Sul, em emblemáticas salas como a Kölner Philharmonie, Tonhalle Düsseldorf, Essener Philharmonie, Konzerthaus Ravensburg, Stadttheater Lindau, Centro Cultural de Belém, Casa da Música, Coliseu do Porto, Teatro Camões ou Teatro São Luiz. Toca e grava regularmente para labels como NEOS Music ou Creative Sources Recordings, bem como diversas rádios como Deutschlandfunk, WDR–Westdeutscher Rundfunk ou Antena 2.
João dedica uma parte importante da sua atividade ao ensino do instrumento, desenvolvendo diversas atividades musicais pedagógicas regulares, como workshops e masterclasses. Para além disso, enquanto investigador, colabora com o Grupo de Investigação em Música Contemporânea do CESEM – Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical, tendo já, na qualidade de Bolseiro de Investigação, trabalhado diretamente com os centros de investigação da Escola Superior de Música de Lisboa e Universidade de Évora. Atualmente, é doutorando em Música e Musicologia, especialidade em Interpretação, na Universidade de Évora, onde desenvolve a sua investigação no campo do repertório para trompete e meios eletrónicos, particularmente focada no papel do intérprete e a sua relação com o compositor e público.
João Silva é fundador e diretor artístico da DISRUPÇÃO, centro focado na criação e promoção da Música e Artes Sonoras contemporâneas, tendo como principal missão a criação, o estímulo e a difusão da Música Contemporânea, nas suas mais variadas vertentes.












17 de janeiro de 1963, Robert Filliou instaura esta data (também o dia do aniversário do artista) como o milionésimo aniversário da arte, ao escrever na sua L'histoire de l'art chuchotée:"Tudo começou num 17 de janeiro 1.000.000 anos atrás. Um homem agarrou numa esponja seca e deixou-a cair num balde de água. Quem foi este homem, não é importante. Ele está morto, mas a arte está viva."E a arte deve voltar ao povo ao qual pertence.
Exatamente dez anos mais tarde, Robert Filliou organiza pelas ruas de Aachen, na Alemanha, celebrações deste aniversário da arte, desejando que neste dia houvesse feriados escolares, licença remunerada para os trabalhadores de todo o mundo e festividades espontâneas e alegres ao redor do globo.
A partir de então comemora-se o Art's Birthday.



Fotos de Camila Mandillo e João Silva por Jorge Carmona / Antena 2