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Concertos

Daniil Trifonov | 11 Junho 21h00

Grande Auditório

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Daniil Trifonov | 11 Junho 21h00 Daniil Trifonov | 11 Junho 21h00

© Jorge Carmona / Antena 2



Gravado no Grande Auditório 
da Fundação Gulbenkian, em Lisboa, 
a 20 de Janeiro de 2018

11 Junho | 21h00


Daniil Trifonov, piano
Orquestra Gulbenkian
Hannu Lintu, maestro


Programa

Einojuhani Rautavaara (1928-2016) - Cantus Articus, op. 61

Robert Schumann (1810-1856) - Concerto para piano e orquestra em lá menor, op. 54

Jean Sibelius (1865-1957)- Sinfonia nº 2, em ré maior, op. 43




Alex Ross, crítico de música da revista The New Yorker, compara o furor criado por Daniil Trifonov aos que identifica em Horowitz, Paderewski, Richter e na juventude de Martha Argerich ou Evgeny Kissin. Essa característica que associa a “uma demonstração de inteligência e de destreza” aproxima estes músicos “do sobrenatural e do diabólico”. No seu regresso à Gulbenkian Música, Trifonov interpreta o único Concerto para Piano e Orquestra de Robert Schumann, uma das suas obras de eleição, num programa onde se destaca também um forte cunho de inspiração finlandesa na direção de Hannu Lintu e nas outras duas obras em programa.




Grande Auditório    
Apresentação: Reinaldo Francisco 
Produção: Alexandra Louro de Almeida / Cristina do Carmo / Zulmira Holstein



Daniil Trifonov nasceu em 1991, em Níjni Novgorod, na Rússia. Estudou com Tatiana Zelikman na Escola de Música Gnesin, em Moscovo, e com Sergei Babayan no Instituto de Música de Cleveland (E.U.A.). Aos dezassete anos foi premiado no Concurso Scriabin, em Moscovo, e no Concurso Internacional de San Marino. Na temporada 2010/11 foi premiado em três dos mais prestigiados concursos internacionais: 3º Prémio no Concurso Chopin de Varsóvia, 1º Prémio no Concurso Rubinstein de Telavive e 1º Prémio e Grande Prémio – este atribuído ao melhor concorrente em todas as categorias da competição – no Concurso Tchaikovsky de Moscovo. Desde logo, o jovem pianista motivou os maiores elogios da crítica especializada, sendo apontado como um dos grandes talentos da nova geração. Ao longo dos últimos anos, tocou com muitas das mais prestigiadas orquestras mundiais e maestros de renome internacional, incluindo a Filarmónica de Israel, com Zubin Mehta, a Orquestra Nacional Russa, com Mikhail Pletnev, a Filarmónica de Nova Iorque, com Alan Gilbert, a Sinfónica de Chicago, com Charles Dutoit, a Orquestra da Radio France, com Nikolaj Zneider, a Orquestra do Festival de Budapeste, a Filarmónica de Viena, a Sinfónica de Londres, ou a Orquestra do Real Concertgebouw de Amesterdão. Na presente temporada, apresenta-se pela primeira vez com a Orquestra Gulbenkian no Grande Auditório, palco onde tocou, em recital, em 2015 e 2016.




Hannu Lintu nasceu em Rauma, na Finlândia. Estudou violoncelo e piano na Academia Sibelius, em Helsínquia, tendo prosseguido a sua formação em direção de orquestra com Jorma Panula. Estudou também com o maestro Myung-Whun Chung na Accademia Musicale Chigiana, em Siena. Em 1994 venceu o Concurso Nórdico de Direção, em Bergen. É o Maestro Principal da Orquestra Sinfónica da Rádio Finlandesa desde 2013. Anteriormente foi Diretor Artístico e Maestro Principal da Filarmónica de Tampere, Maestro Convidado Principal da Sinfónica Nacional da RTÉ e Diretor Artístico da Sinfónica de Helsingborg e da Filarmónica de Turku.
Na presente temporada, Hannu Lintu apresenta-se pela segunda vez no Grande Auditório Gulbenkian. Outros destaques incluem novas apresentações em Tóquio, Washington, Dallas e Detroit, bem como estreias à frente da Filarmónica de Nápoles, da Sinfónica de Singapura e da Sinfónica de Hiroxima. Apresentações recentes incluíram a direção de outras orquestras de grande prestígio, incluindo a Deutsches Symphonie-Orchester Berlin, a Sinfónica de Lucerna, a Sinfónica da Galiza, a Filarmónica de Seul, a Staatsorchester Stuttgart, a Radio-Symphonieorchester Wien, a NDR Elbphilharmonie Orchester e as Sinfónicas de St Louis, Baltimore e Toronto.
Em 2017, Hanu Lintu dirigiu a ópera Kullervo, de Aulis Sallinen, no âmbito das celebrações do centenário da independência da Finlândia. Na presente temporada regressa ao Festival de Ópera de Savonlinna para dirigir Otello de Verdi. Outros projetos recentes neste domínio, nomeadamente com a Ópera Nacional Finlandesa, incluem King Lear de Sallinen, Carmen de Bizet, Parsifal e Tristão e Isolda de Wagner. Trabalhou também com a Ópera de Tampere e a Ópera Nacional da Estónia.
Hannu Lintu realizou gravações para as editoras Ondine, Naxos, Avie, Avex e Hyperion, tendo recebido vários prémios. Em 2011 foi nomeado para um Grammy na categoria de “Melhor CD de Ópera”. Foi também nomeado para os prémios Gramophone pelas gravações da Sinfonia nº 2 de Enesco, com a Filarmónica de Tampere, e dos Concertos para Violino de Sibelius e de Thomas Adès, com Augustin Hadelich e a Royal Liverpool Philharmonic Orchestra.



Foi em 1962 que a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente, no início constituído apenas por doze elementos (Cordas e Baixo Contínuo), originalmente designada por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Esta formação foi sendo progressivamente alargada, contando hoje a Orquestra Gulbenkian (denominação adoptada desde 1971) com um efectivo de sessenta e seis instrumentistas, que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências dos programas executados.
Esta constituição, permite à Orquestra Gulbenkian a abordagem interpretativa de um amplo repertório que abrange todo o período Clássico, uma parte significativa da literatura orquestral do século XIX e muita da música do século XX. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem assim ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efectivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respectiva arquitectura sonora interior. Em cada temporada, a Orquestra realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música (maestros e solistas), actuando igualmente em diversas localidades do País, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora.
No plano internacional, por sua vez, a Orquestra tem vindo a ampliar gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, Ásia, África e Américas. Mais recentemente, apresentou-se no Festival Enescu (13 de Setembro de 2011) e visitou a Arménia pela primeira vez, onde tocou dois concertos em Yerevan (15 e 16 de Setembro de 2011), em ambas as ocasiões sob a direção do maestro Lawrence Foster. Em Julho de 2013, apresentou-se no Festival Kissingen Sömmer (Alemanha) com o maestro Lawrence Foster e em Outubro realizou uma digressão à China com concertos em Macau, Cantão e Pequim, sob a direção de Paul McCreesh.
No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua actividade sido distinguida desde muito cedo com diversos prémios internacionais de grande prestígio.
Entre os últimos projectos discográficos, refira-se a primeira gravação mundial do Requiem de Salieri e um registo com obras de Ligeti, Kodály e Bartók, e uma nova colaboração com a pianista Sa Chen editada em 2012, e mais recentemente uma gravação com a violinista Arabella Steinbacher editada já em 2013, todas elas sob a direção do Maestro Lawrence Foster e para a Pentatone. A Orquestra Gulbenkian lançou um disco dedicado ao público juvenil – Pedro e o Lobo, de Prokofiev, O Carnaval dos Animais, de Saint Saëns e Guia da Orquestra para Jovens, de Britten –, sob a direcção de Joana Carneiro, editado em 2011. Como parte das comemorações do seu 50.º aniversário, a Orquestra Gulbenkian gravou três CDs onde atuam como solistas instrumentistas da orquestra, sob a direção de Lawrence Foster, Joana Carneiro e Pedro Neves. As comemorações da data foram celebradas ao longo da temporada 2012-2013 e incluíram muitas outras iniciativas, incluindo concertos especiais e uma exposição.






Fotos Jorge Carmona / Antena 2 RTP