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Concertos

Karen Gomyo & Valentina Peleggi | 25 Novembro | 19h00

Fundação Gulbenkian

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Karen Gomyo & Valentina Peleggi | 25 Novembro | 19h00 Karen Gomyo & Valentina Peleggi | 25 Novembro | 19h00

© Jorge Carmona / Antena 2


Temporada Gulbenkian Música

25 Novembro | 19h00

Grande Auditório
da Fundação Calouste Gulbenkian


Karen Gomyo & Valentina Peleggi


Karen Gomyo, violino
Orquestra Gulbenkian
Direção de Valentina Peleggi


Programa

Dmitri Chostakovitch - Concerto para Violino e Orquestra n.º 1, em Lá menor, op. 77
1. Nocturne: Moderato
2. Scherzo: Allegro
3. Passacaglia: Andante – Cadenza –
4. Burlesque: Allegro con brio – Presto

Piotr Ilitch Tchaikovsky - Sinfonia n.º 4, em Fá menor, op. 36
1. Andante sostenuto – Moderato con anima
2. Andantino in modo di canzona
3. Scherzo: Pizzicato ostinato – Allegro
4. Finale: Allegro con fuoco


A maestra italiana Valentina Peleggi, discípula de Marin Alsop, cresceu marcada pela história da sua bisavó – que desistiu de uma carreira de cantora, mesmo depois de ter convencido Puccini numa audição para o papel de Musetta na ópera La Bohème, abdicando dos palcos para se dedicar ao casamento. 
Quatro gerações depois, Peleggi não teve dúvidas quanto ao seu destino. Na sua infância, foi dirigida por Zubin Mehta e percebeu que aquele era o lugar que queria ocupar. 
Distinguida pela BBC Magazine como “Rising Star” em 2018, apresenta-se na Gulbenkian na companhia da prodigiosa violinista Karen Gomyo.








Transmissão direta
Apresentação: Pedro Ramos
Produção: Alexandra Louro de Almeida, Reinaldo Francisco



Karen Gomyo | Nasceu na cidade de Tóquio, mas iniciou a sua formação musical em Montreal, no Canadá. Mais tarde mudou-se para Nova Iorque, onde estudou na Juilliard School. Atualmente reside em Berlim e apresenta-se com regularidade com as principais orquestras europeias, norte-americanas, australianas e da Nova Zelândia. Na presente temporada, estreia-se com a Orquestra Sinfónica de Pittsburgh, a Metropolitana de Tóquio, a New World Symphony e a Metropolitana de Montreal. Colabora também com a Sinfónica de Bamberg, num concerto na Isarphilharmonie de Munique, com a Filarmónica de Los Angeles, com a National Arts Centre Orchestra e com a Orquestra Sinfónica Nacional de Taiwan. Participa no Festival de Música de Seattle e apresenta-se com a pianista Kiveli Dörken e o violoncelista Julian Steckel em vários concertos na Alemanha.
Karen Gomyo demonstra um interesse particular pela interpretação do repertório contemporâneo. Em 2015 realizou a estreia norte-americana do Concerto n.º 2, Mar’eh, de Matthias Pintscher, com a National Symphony Orchestra (Washington D.C.), sob a direção do compositor. Em 2018 estreou o novo Concerto de Câmara de Samuel Adams, com a Sinfónica de Chicago e o maestro Esa-Pekka Salonen. Outros maestros com os quais colaborou incluem Sir Andrew Davis, David Robertson, David Zinman, Hannu Lintu, Pietari Inkinen, Jaap van Zweden, Dima Slobodeniouk, James Gaffigan, Karina Canellakis, Leonard Slatkin, Louis Langrée, Mark Wigglesworth, Neeme Järvi, Pinchas Zukerman, Thomas Dausgaard, Thomas Søndergård, Vasily Petrenko ou Yannick Nézet-Séguin.


Karen Gomyo é também uma admiradora e grande intérprete do Nuevo Tango de Astor Piazzolla, tendo recentemente colaborado com Pablo Ziegler, o lendário pianista de Piazzolla, e com os bandoneonistas Hector de Curto e JP Jofre. Em 2021 a BIS Records lançou o álbum A Piazzolla Triology, gravado com um grupo de cordas da Orchestre National des Pays de la Loire e a guitarrista Stephanie Jones.
No domínio da música de câmara, Karen Gomyo tem colaborado com outros artistas de topo como Kathryn Stott, Leif Ove Andsnes, James Ehnes, Antoine Tamestit, Emmanuel Pahud, Lawrence Power, Christian Poltéra, Alisa Weilerstein, Tine Thing Helseth, Lars Anders Tomter, Eric le Sage, Daishin Kashimoto e Paul Meyer. Realizou uma digressão na Austrália com a meio-soprano Susan Graham e membros da Orquestra de Câmara Australiana. Participa como violinista, anfitriã e narradora num filme documental sobre Antonio Stradivari, intitulado The Mysteries of the Supreme Violin, produzido pela NHK.





Valentina Peleggi
 É Diretora Musical da Richmond Symphony (Virgínia, EUA) desde a temporada 20/21 e já revitalizou a produção artística da orquestra. Enquanto se concentra no desenvolvimento do  som da própria orquestra, também lançou novos formatos de concerto, juntou-se a parcerias nacionais de co-comissão, iniciou um programa de residência de composição de 3 anos, lançou masterclasses em colaboração com as universidades locais e defendeu compositores negligenciados de diversas origens. Durante a pandemia, fez parte do júri do primeiro concurso virtual Menuhin organizado pela Richmond Symphony. 
Os destaques da temporada 22/23 incluem um projeto inovador de realidade aumentada, também a Sinfonia da Ressurreição de Mahler e um concerto especial com a solista Yo-Yo Ma.
Nesta temporada Peleggi estreia-se com a New World Symphony, Kansas City Symphony, Rochester Philharmonic e no Grant Park Festival em Chicago, e na Europa com a Residentie Orkest, Liege Philharmonic, Orquestra Gulbenkian, Nuremburg Symphony e a orquestra da Opera North, também regendo o concerto de abertura do Fórum Económico Mundial em Davos. Os compromissos nas últimas temporadas incluíram as sinfónicas de Colorado e Baltimore, Royal Philharmonic, BBC National Orchestra of Wales, Brussels Philharmonic, Norrkoping Symphony, Orchestra della Toscana e Pomeriggi Musicali di Milano.



A ópera (especialmente o bel canto) está no centro da atividade de Peleggi; em maio de 2022, regeu Il Barbiere di Siviglia na Ópera Florentina, e na temporada anterior retornou ao Teatro Verdi di Trieste para o Rigoletto, também fazendo a sua estreia numa nova produção de Maria de Buenos Aires de Piazzolla na Ópera de Lyon. Conduziu o aclamado Le Comte Ory de Rossini com a Orquestra Filarmónica da Ópera de Garsington em 2021 e foi Mackerras Fellow na English National Opera em 2018 e 2019, onde conduziu um amplo repertório, incluindo Carmen e La Bohème. Desde 2019 é Diretora Musical (responsável pelo repertório italiano) do Theatro São Pedro em São Paulo, onde a sua L'Italiana in Algeri foi reconhecida como “melhor ópera do ano 2019 em São Paulo” pelo principal jornal crítico Revista Concerto.
Em 2021 foi lançado o seu primeiro CD, com obras a cappella de Villa-Lobos numa nova edição crítica para Naxos, editada por Valentina Peleggi e interpretada pelo Coro Sinfónico de São Paulo, do qual foi Maestro Titular e Assessora Artística. Foi simultaneamente regente residente da Orquestra Sinfónica de São Paulo.
A primeira mulher italiana a ingressar no programa de Direção de Orquestra da Royal Academy of Music de Londres, V. Peleggi formou-se com distinção e foi premiada com o DipRAM com um excelente concerto final, assim como vários outros prémios, e foi recentemente homenageada com o título de Associada. Prosseguiu os seus estudos com David Zinman e Daniele Gatti no Zurich Tonhalle e em masterclasses do Royal Concertgebouw. Ganhou o Prémio de Regência 2014 no Festival Internacional de Inverno Campos do Jordão, recebeu uma bolsa Bruno Walter Foundation no Cabrillo Festival of Contemporary Music na Califórnia, e uma bolsa Taki Concordia Conducting Fellow 2015-2017 sob orientação de Marin Alsop.
Peleggi estudou na Itália com Piero Bellugi, Gianluigi Gelmetti e Bruno Campanella. Possui mestrado em Direção de Orquestra com distinção pelo Conservatorio Santa Cecilia de Roma, e em 2013 recebeu o maior prémio da Accademia Chigiana, passando a assistir Bruno Campanella e Gianluigi Gelmetti no Teatro Regio di Torino, Opera Bastille Paris, Lyric Opera of Chicago, Teatro Regio di Parma e Teatro San Carlo. Foi também assistente numa transmissão ao vivo mundial e produção de DVD da Cenerentola de Rossini com a Orchestra Nazionale della RAI. De 2005 a 2015 foi Maestro Titular e Diretora Musical do Coro Universitário de Florença e continua sendo sua Maestro Honorária, recebendo um prémio especial do Governo em 2011 em reconhecimento deste seu trabalho.
Valentina Peleggi é apaixonada pelas artes e tem mestrado em Literatura Comparada.



Orquestra Gulbenkian | Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de mais de cinquenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora.


Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas.
No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio.    














Fotos Jorge Carmona / Antena 2