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Grande Auditório Reinaldo Francisco / Produção: Susana Valente

Concertos

Verdi | Requiem | 18 Abril | 21h00

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Verdi | Requiem | 18 Abril | 21h00 Verdi | Requiem | 18 Abril | 21h00

© Jorge Carmona / Antena 2


18 Abril 21h00

Realização e Apresentação: Reinaldo Francisco 
Produção: Alexandra Louro de Almeida / Cristina do Carmo / Zulmira Holstein
Gravação pela Antena 2/RTP
no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian, 
em Lisboa, a 2 de Novembro de 2018


Giuseppe Verdi | Messa da Requiem

Erika Grimaldi, soprano
Elena Zhidkova, meio-soprano
Paulo Ferreira, tenor
Nikolay Didenko, baixo


O maestro Michel Corboz regressa ao Requiem de Verdi, uma da obra marcante na sua longa e profícua relação com o Coro e a Orquestra Gulbenkian. A gravação do Requiem para a Erato / Virgin Classics colheu enorme entusiasmo crítico e popular, tendo-se tornado peça fundamental na discografia de Corboz e dos agrupamentos da Gulbenkian. Maestro Titular do Coro Gulbenkian desde 1969, a sua personalidade musical está de tal forma impressa na identidade do grupo que as duas se confundem, como sempre acontece nos casos em que a música se torna o reflexo de uma profunda cumplicidade.



Para consultar a Folha de Sala do Concerto, clicar aqui.



Erika Grimaldi nasceu em Asti, Itália, e diplomou-se pelo Conservatório Giuseppe Verdi de Turim. Foi premiada no Concurso Internacional Crescentino, em Vercelli, e no Concurso Internacional Giacomo Lauri-Volpi, em Espanha. Depois de vencer o Concurso da Comunidade Europeia, em 2008, estreou-se no papel de Mimi, em La bohème, no Teatro Regio de Turim. No ano seguinte estreou-se nos papéis de Adina (L'elisir d'amore), no Teatro Filarmonico de Verona, Pamina (A flauta mágica), no Teatro Massimo de Palermo, e Donna Anna (Don Giovanni), no Festival de Avenches, na Suíça. Estreou-se no Teatro dell'Opera di Roma em 2010, como Anaï em Moïse et Pharaon de Rossini, sob a direção de Riccardo Muti. Na mesma temporada, cantou a sua primeira Micaëla (Carmen), no Teatro Lírico de Cagliari. Desde então, interpretou, com grande sucesso, mais de uma dúzia de personagens no Teatro Regio de Turim. Atuou também na Ópera Estadual da Baviera (Munique), no Teatro di San Carlo (Nápoles) e na Ópera Nacional de Montpellier, entre outros palcos europeus. 
Na temporada passada, Erika Grimaldi estreou-se no papel de Nedda (Pagliacci) no Teatro Regio de Turim. Outras atuações incluíram: Mathilde (Guillaume Tell), na Ópera Estadual da Baviera; Mimi, na Ópera de San Francisco; Pagliacci, na Deutsche Oper Berlin; Don Giovanni, Turandot e Falstaff, no Teatro Regio de Turim; o Requiem de Verdi com a Orquestra Sinfónica de Londres. Os seus compromissos na presente temporada incluem as óperas Così fan tutte e As bodas de Figaro, no Teatro Bolshoi, em Moscovo.



A cantora russa Elena Zhidkova iniciou a sua carreira profissional na Deutsche Oper Berlin. O Festival de Bayreuth convidou-a então para interpretar os papéis de Flosshilde e Schwertleite (O anel do nibelungo) e o maestro Claudio Abbado solicitou a sua colaboração em concerto, para cantar Parsifal de Wagner e Cenas do "Fausto" de Goethe de Schumann. 
Elena Zhidkova estreou-se no Teatro Real de Madrid como Waltraute (O crepúsculo dos Deuses). No Teatro Nacional de Tóquio interpretou Octavian (O cavaleiro da rosa), Fricka (O anel do nibelungo) e Brangäne (Tristão e Isolda). Foi efusivamente aplaudida a sua estreia no Scala de Milão como Judite, em O castelo do Barba Azul, de Bartók, um papel que lhe valeu também a atribuição da "Máscara de Ouro" pela sua atuação no Teatro Mariinsky de São Petersburgo. Viria a interpretar várias vezes este papel com grande sucesso, nomeadamente no Festival Saito Kinen, sob a direção de Seiji Ozawa, e no Barbican Centre, com a Sinfónica de Londres e Valéry Gergiev.
Outros destaques da sua brilhante carreira incluem: Fricka, na Deutsche Oper Berlin e no Grand Théâtre de Genève; Venus (Tannhäuser), na Semperoper Dresden; Kundry (Parsifal), em Lyon, Mannheim e Düsseldorf, Princesa Estrangeira (Rusalka) e Eboli (Don Carlos), na Ópera de Viena; Charlotte (Werther), sob a direção de M. Plasson. Obteve também grande sucesso como Didon (Les Troyens) e como Amneris (Aida), na Ópera Estadual de Hamburgo, e ainda como Santuzza (Cavalleria Rusticana), na Deutsche Oper Berlin e na Ópera da Bastilha, em Paris.



Natural de Santa Maria da Feira, Paulo Ferreira é atualmente o tenor português com maior notoriedade no panorama operático internacional. Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, estudou piano, violoncelo e canto na Academia de Música de Santa Maria da Feira e concluiu o Curso de Canto da ESMAE, no Porto. Posteriormente aperfeiçoou-se em Itália com Marinella Melli e Enza Ferrari. Estudou igualmente com Illeana Cotrubas, Renata Scotto e Franco Sioli. 
Em 2011 estreou-se na grande sala de concertos da Philharmonie de Colónia, ao lado de Anna Netrebko, com a Gürzenich Orchestra e o maestro Cláudio Vandelli. Tem-se apresentado por toda a Europa, em palcos como o Palácio Euskalduna (Bilbau), a Welsh National Opera (Cardiff), o Teatro San Carlo (Nápoles), a Ópera de Hanôver, o Oldenburgisches Staatstheater, o Pfalztheater-Kaiserslautern, o Stadthalle Bayreuth, a Ópera de Basileia ou a Ópera de Malmö, interpretando o protagonista masculino em grandes óperas como Tosca, Turandot, Manon Lescaut, Un ballo in maschera, Nabucco, La forza del destino, Il trovatore, Attila, Adriana Lecouvreur, La Wally, Carmen ou La Gioconda
Sob a direção de maestros de renome internacional, é também intensa a sua agenda de concertos, incluindo obras como o Requiem de A. Lloyd-Webber, a 9ª Sinfonia e Cristo no Monte das Oliveiras de Beethoven; a Petite messe solennelle de Rossini, A primeira noite de Walpurgis de Mendelssohn ou o Requiem de Mozart. Estreou-se recentemente na Filarmónica de Berlim como tenor solista da Messa da Requiem de Verdi.



O baixo russo Nikolay Didenko diplomou-se em canto e direção pela Academia de Arte Coral de Moscovo. Foi solista da Nova Ópera de Moscovo e membro do Estúdio da Grande Ópera de Houston. As suas atuações neste domínio incluem: Il turco in Italia (Don Geronio), com a Ópera Real Dinamarquesa; I Capuleti e i Montecchi (Capellio), com a Opera North; Aida (Ramfis) e Norma (Oroveso), no Teatro Comunale de Bolonha; La Sonnambula e Don Pasquale, no Teatro Bolshoi; Falstaff (Pistola), na Ópera de Bilbau; Don Carlos (Filipe II) e Don Giovanni (Leporello), na Ópera de Colónia. Atuou também na New York City Opera e na Metropolitan Opera. 
Cantor versátil, Nikolay Didenko afirmou-se também em concerto, interpretando com regularidade grandes obras como: o Requiem de Verdi, no Festival Beethoven, com a Mozarteum Orchestra Salzburg e o maestro Alexander Shelley, e com a Orchestre National d'Île-de- France e Enrique Mazzola; o Requiem Polaco de Penderecki, com a Sinfónica Simón Bolívar; a Sinfonia nº 13 de Chostakovitch, com a Sinfónica de Malmö e com a Sinfónica de Tóquio (Suntory Hall); a Petite messe solennelle de Rossini, em Colónia; a Sinfonia nº 14 de Chostakovitch, com a St Paul Chamber Orchestra; ou a Sinfonia nº 8 de Mahler, com a Sinfónica de São Paulo. 
Participou recentemente na estreia mundial da obra Green Mass, de A. Raskatov, com a Filarmónica de Londres e o maestro Vladimir Jurowski. Nikolay Didenko figura também na gravação Penderecki Conducts Penderecki, distinguida com um Grammy na categoria de Melhor Interpretação Coral (2017).










Fotos Jorge Carmona / Antena 2