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Cultura

Lavrar o Mar | Eva Poro #2 | 31 Maio a 2 Junho

Bordeira - Aljezur

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Lavrar o Mar | Eva Poro #2 | 31 Maio a 2 Junho Lavrar o Mar | Eva Poro #2 | 31 Maio a 2 Junho

© João Mariano


O projecto cultural e turístico Lavrar o Mar - As Artes no Alto da Serra e na Costa Vicentina, apresenta como último espetáculo do seu terceiro ciclo uma nova criação de dança e música, com autoria de Madalena Victorino e André Duarte.


31 Maio a 2 Junho | 17h30
Bordeira - Aljezur

Eva Poro #2
dança e música

Nova criação de arte comunitária de
Madalena Victorino, André Duarte e convidados


As mulheres aspiram a casa para dentro dos pulmões. (…) 
As mulheres aspiram para dentro e geram continuamente 
Transformam-se em pomares. (…)
Daniel Faria



Depois da primeira criação, Eva Poro #1, a pesquisa continua em Eva Poro #2, sobre o tema do desaparecimento, desta vez expandindo-se para o interior do corpo. Um corpo sustentáculo, casa alveolar.

Esta é uma experiência performativa que retrata um universo feminino, inspirado livremente em fotografias antigas, contidas no livro Aljezur 1869~1969 | memórias, publicação que reúne imagens de família e de fotógrafos amadores e profissionais, ao longo de um século.


A peça habita, com música, canto e dança, o Monte da Lagoa Saborosa, evocando a transmissão intergeracional e um curioso sentido de comunidade e proximidade fraterna. 
São mulheres, meninas entre os 5 e os 16 anos e um homem que interpelam, junto aos animais, esta paisagem desertificada, convocando para o trabalho, para a festa e para um sentido de família que já lá não reside mas que, mesmo assim, segreda sinais vitais e possibilidades de reintegrar o que desapareceu. 



É um espetáculo de arte comunitária marcadamente musical, no qual um homem compõe partituras voláteis em conjunto com os sopros de uma mulher e outras mulheres, meninas e animais (éguas, javalis, cães) corporificam uma performance cheia de palavras invisíveis, rendilhados de luz que espalham poemas de oxigénio na paisagem, enquanto dançam a plenos pulmões. Como se não as estivéssemos a ver.


 
Este é um espectáculo a perseguir o ar que sopra nas coisas vivas: a pele, os pulmões, a terra, ou a galáxia, tudo corpos que respiram. É também sobre a ausência de ar na relação com a sua presença. Sobre como a fragilidade propulsiona a descoberta de novas e improváveis vias ou espaços vitais, quando a respiração se consome a si mesma. Sobre a resiliência enquanto tentativa de nos respirarmos para dentro de outros pulmões.

Uma respiração colectiva de realidades em vias de extinção mas persistentes na memória.










Ficha Artística
Criação de | Madalena Victorino e André Duarte
Conceito, dramaturgia e coreografia | Madalena Victorino
Composição musical | André Duarte
Textos | Annie Greig
Co-criação com | Alice Duarte, Ana Raquel Martins, Ana Root, Arantxa Joseph, Beatriz Dias, Marta Jardim, Nídia Barata
Direcção técnica e Design de luz | Joaquim Madaíl
Guardiã dos animais | Nídia Barata
Com a participação especial | Alya Martins, Beatriz Gaspar, Indigo Randizek, Lia Neves, Luna Randizek, Luz Franco, Maia Neves, Naoli Gallet, Pavlinka Malá, Saar Huizinga, Zia Martins






Informações úteis:
Recomenda-se calçado confortável e roupa adequada para caminhar cerca de 15 min no campo, até ao local de apresentação do espectáculo.
Classificação etária: M/6+
Duração do espetáculo: c. 2h00
Bilhetes 7€ /  5 € (crianças < 12 anos) 
Para mais informações, consultar o site de Lavrar o Mar.





Fotos @ João Mariano