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Teatro sem Fios | Nevoeiro, de Lluïsa Cunillé | 29 Dezembro | 19h00

Artistas Unidos

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Teatro sem Fios | Nevoeiro, de Lluïsa Cunillé | 29 Dezembro | 19h00 Teatro sem Fios | Nevoeiro, de Lluïsa Cunillé | 29 Dezembro | 19h00

Teatro Sem Fios 

29 Dezembro | 19h00 
3 Janeiro | 14h00 (rep.)
8 Janeiro| 5h00 (rep.)

Gravado no Auditório 2 do 
em Lisboa
Produção: Anabela Luís / Artistas Unidos


Nevoeiro | Lluïsa Cunillé


Intérpretes
Carla Bolito
Pedro Carraca
Antónia Terrinha 
Nuno Gonçalo Rodrigues
Jorge Silva Melo


Uma misteriosa viajante procura abrigo numa casa particular onde se alugam quartos. O nevoeiro parou os aeroportos, ninguém pode sair. Uma noite inquietante na cidade silenciosa. Ouvem-se umas sirenes, uns passos. Talvez tenha havido uma guerra civil, talvez estejamos numa paz que a todo o instante vai rebentar. Uma noite de revelações, mistérios, esconderijos, mentiras. Onde? Quando?
A escrita muito especial de Lluïsa Cunillé a quem os Artistas Unidos dedicam particular atenção.








Lluïsa Cunillé | Nasceu em Badalona em 1961. Participou durante três anos nos seminários de dramaturgia textual dados por José Sanchis Sinisterra na Sala Beckett de Barcelona. Funda, em 2005, com Paco Zarzoso e Lola López, La Companyia Hongaresa de Teatre. E em 2008, funda a companhia Lareina de la nit com Xavier Albertí i Lola Davó. 
Entre obras originais e adaptações, estreou cerca de quarenta montagens teatrais. Das suas obras estreadas destacam-se Rodeo (1992), Libración (1994), Intempérie (escrita com Paco Zarzoso em 1995), Privado (1998), La Cita (1999), Passatge Gutenberg (2000), Et Diré Sempre la Veritat (2002), Ilusionistas (2004), Barcelona, Mapa d’Ombres (2004), PPP (adaptação da obra de Pier Paolo Pasolini, 2005), Occisió (2005), El Dúo de la Africana (adaptação a partir da zarzuela de Manuel Fernández Caballero e Miguel Echegaray, 2006), Après Moi, le Déluge (2007), e El Bordell (2008). 
Obteve, entre outros, os prémios da Crítica de Barcelona para o melhor texto do ano de 1994 (Libración), de 2000 (Passatge Gutenberg) e de 2008 com Après Moi, le Déluge. Foi vencedora do Prémio Born de Teatre em 1999 com L'Aniversari, do Premi de la Institució de les lletres catalanes no ano de 1996 com Accident, do Premi Ciutat de Barcelona em 2005 com Barcelona, Mapa d'Ombres, do Premi Nacional de Teatre de la Generalitat de Catalunya em 2007, e do prémio Lalletra d'Or em 2009. 
Desde 2007 é autora residente do Teatro Lliure de Barcelona.





Carla Bolito | Inicia-se em 1990 no teatro no Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra. No ano seguinte ingressou no curso de Actores do Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral e no Instituto Franco-Português. Entre 1995 e 1997 foi actriz residente do Teatro O Bando onde trabalhou com João Brites, Raúl Atalaia e Horácio Manuel. Desde então tem trabalhado com Ana Nave, José Peixoto, Lúcia Sigalho ou Jorge Silva Melo. No cinema participou em filmes de Joaquim Sapinho, Teresa Ramos, Edgar Pêra, Ivo Ferreira, Eduardo Guedes e Fernando Vendrell. Em 1995 ganhou o prémio de Melhor Interpretação Feminina no Festival de Cinema de Genebra. Participou em coreografias de Olga Roriz e Clara Andermatt. Em 2000 apresentou a sua primeira encenação, Areena em parceria com Rafaela Santos, no CCB, a que se seguiram Transfer (2002), a partir de um texto de sua autoria, e A Arte da Fome (2017), a partir de Kafka. Integra os Artistas Unidos desde 2000.


Pedro Carraca  trabalhou com António Feio, Clara Andermatt, Luís Miguel Cintra, João Brites, Diogo Dória e Maria do Céu Guerra. Integra os Artistas Unidos desde 1996. Recentemente participou em A Noite da Iguana de Tennessee Williams (2017), O Cinema de Annie Baker (2017), Tenho trinta anos, estou nas cadeias há quatro a partir de Luandino Vieira (2017), A Vertigem dos Animais Antes do Abate (2017), O Teatro da Amante Inglesa de Marguerite Duras (2018) e O Vento Num Violino de Claudio Tolcachir (2018).         

Antónia Terrinha estreou profissionalmente em 1984 no espectáculo Trágicos e Marítimos de João Brites n'O Bando com quem veio a criar mais de 20 espectáculos, o mais recente dos quais tendo sido Quarentena (2014). Integrou ainda espectáculos dirigidos por Rui Madeira, João Mota, José Caldas, Luís Miguel Cintra, Diogo Dória, Mário Viegas, Cândido Ferreira. A partir de 2001 dirigiu alguns espectáculos quer no Bando quer no Teatro Extremo. Traduziu O Vento Num Violino de Claudio Tolcachir.


Nuno Gonçalo Rodrigues é diplomado pela ESTC. Em 2013, co-fundou Os Possessos (Rapsódia Batman, 2014; II - A Mentira, 2015; Marcha Invencível, 2017). É atualmente assessor de imprensa nos Artistas Unidos. Nos Artistas Unidos recentemente participou em A Noite da Iguana de Tennessee Williams, A Vertigem dos Animais Antes do Abate de Dimítris Dimitriádis (2017), Na Margem de Lá - Um Lamento de Jorge Silva Melo (2017), Tenho trinta anos, estou nas cadeias há quatro a partir de Luandino Vieira (2017), O Grande Dia da Batalha de Máximo Gorki e Jorge Silva Melo, Do Alto da Ponte de Arthur Miller e Retrato de Mulher Árabe que olha o Mar de Davide Carnevali (2018).    


Jorge Silva Melo estudou na London Film School. Fundou e dirigiu, com Luís Miguel Cintra, o Teatro da Cornucópia (1973/79). Bolseiro da Fundação Gulbenkian, estagiou em Berlim junto de Peter Stein e em Milão junto de Giorgio Strehler. É autor do libreto de Le Château dês Carpathes (baseado em Júlio Verne) de Philippe Hersant, das peças Seis Rapazes Três RaparigasAntónio, Um Rapaz de LisboaO Fim ou Tende Misericórdia de NósPrometeuNum País Onde Não Querem Defender os Meus Direitos, Eu Não Quero Viver baseado em Kleist, de Não Sei (em colaboração com Miguel Borges) e O Navio dos Negros. Fundou em 1995 a sociedade Artistas Unidos de que é director artístico. Realizou as longas-metragens Passagem ou A Meio CaminhoNinguém Duas VezesAgostoCoitado do JorgeAntónio, Um Rapaz de Lisboa, a curta-metragem A FelicidadeE os documentários António Palolo e Joaquim Bravo, Évora, 1985etc, etc, Felicidades, Conversa com Glicínia, Conversas em Leça em Casa de Álvaro Lapa, Nikias Skapinakis - O Teatro dos Outros, Álvaro lapa: A Literatura, António Sena, A Incessante Mão, Ângelo de Sousa: Tudo o que sou capaz e A Gravura: Esta Mutua Aprendizagem. Traduziu obras de Carlo Goldoni, Luigi Pirandello, Oscar Wilde, Bertolt Brecht, Georg Büchner, Lovecraft, Michelangelo Antonioni, Pier Paolo Pasolini, Heiner Müller e Harold Pinter.