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Grande Auditório Reinaldo Francisco / Produção: Alexandra Louro de Almeida / Cristina do Carmo / Zulmira Holstein

Festivais

Banda Sinfónica da PSP | Festival Antena 2 | 6 Fevereiro | 21h00

Concerto | Música Filarmónica

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Banda Sinfónica da PSP | Festival Antena 2 | 6 Fevereiro | 21h00 Banda Sinfónica da PSP | Festival Antena 2 | 6 Fevereiro | 21h00

3º FESTIVAL ANTENA 2

Concerto | Música Filarmónica

Sala Garrett

6 Fevereiro | 21h00
Transmissão direta (antena)
Entrada Livre*
Para maiores de 6 anos


Banda Sinfónica da PSP

José Ferreira Brito, direção
Alberto Roque, saxofone
Fátima Juvandes, apresentação


1ª parte





2ª parte





Programa
Do Século XIX ao Século XXI


Felix Mendelssohn (1809-1847) - Overtüre für Harmoniemusik op. 24

James Barnes (1949) - Fantasy Variations on a theme by Niccolo Paganini

Luís Tinoco (1969) - The Way of Theseus
Two Pictures for Saxophone and Wind Orchestra
I. Labyrinth
II. Minotaur


Joaquim Luiz Gomes (1914-2009) - 1ª Fantasia Popular Portuguesa
     (orquestração para banda de José Ferreira Brito)

Johan de Meij (1953) - Sinfonia nº 1 - The Lord of the Rings
I. Gandalf (The Wizard)
II. Lothlórien (The Elvenwodd)
III. Gollum (Sméagol)
IV. Journey in the Dark (The Mines of Moria | The Bridge of Khazad-Dûm)
V. Hobbits




Banda Sinfónica da PSP apresenta um repertório marcante na evolução da composição para este tipo de agrupamento. Da Abertura para Banda, de Mendelssohn, à escrita mais recente do compositor português Luís Tinoco, não esquecendo o trabalho do grande compositor holandês Johan de Meij - que compôs a sua Sinfonia nº 1, baseada no romance de J. R. Tolkien, muito antes de ser realizada a saga O Senhor dos Anéis no cinema, a música filarmónica dá-se a ouvir em toda a sua plenitude.


A Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública, como grupo orgânico da PSP, assume a sua origem histórica no processo de criação de um corpo policial em Portugal.
Se o primeiro corpo de agentes policiais foi criado por D. Fernando I, os chamados “Quadrilheiros”, nos idos anos de 1383, no que diz espeito à origem da Banda Sinfónica da PSP, contam-se mais quatro séculos e meio, para o seu aparecimento.
No decurso histórico da instituição policial, numa tentativa de resposta à necessária manutenção da ordem e da paz pública, muitas são as “Resoluções e Leis” que criam, extinguem e sobrepõem organismos policiais.
É com Pina Manique, que a Intendência Geral de Polícia alcança o reconhecimento público das suas ações no combate ao crime, sendo que, em resultado da reorganização dos serviços, é fundada em 25 de dezembro 1801 a Guarda Real de Polícia, instituição que vai albergar no seu efetivo a Primeira Banda de carácter militar em Portugal.
A partir desta data, muitas são as instituições militares que tomam como seu, o modelo da Banda da Guarda Real de Polícia. Como refere Albino Lapa, “foi a primeira organização militar armada que existiu para manter a segurança pública… Dada a grandeza que usufruía não podia por isso deixar de ter uma Banda de Música… que tinha a sua sede na Costa do Castelo”, fica então claro que este modelo surge num contexto policial de manutenção de paz e ordem pública, razão pela qual a Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública arroga os pergaminhos históricos da Banda da Guarda Real de Polícia.
Com o decorrer dos anos, fruto de políticas e conveniências próprias das épocas, as forças policiais vão sofrendo alterações na sua organização: extinguindo-se umas, criando-se outras, sobrepondo-se até.
Percorrendo o caminho do tempo, assiste-se à criação e extinção, da Guarda Nacional (1823, associada aos Liberais), da Guarda Municipal do Porto e de Lisboa, (1834, última força a render-se às mãos dos Republicanos) e chega-se ao Corpo de Polícia Civil, criado pelo Rei D. Luís, em 2 de julho de 1867, instituição que lança as bases para a criação da atual Polícia de Segurança Pública.
Neste emaranhado de instituições policiais, paradoxalmente convergentes nos objectivos, a música foi o elemento sempre presente. Por isso, em 1925, o Capitão José Esteves Graça, a prestar serviço na Polícia Cívica de Lisboa, assume a regência de um grupo de músicos desta instituição formando assim a Banda de Música do Corpo de Polícia Cívica de Lisboa. Em 1927 a Polícia Cívica de Lisboa adota a designação de Polícia de Segurança Pública, continuando, desde sempre, a Banda a fazer parte da sua orgânica.
Entre 1927 e 1950 sob a chefia do Capitão Armando Fernandes a Banda desenvolve o seu nível artístico ao ponto de obter o primeiro prémio no concurso de marchas militares, realizado em 1936 pela Emissora Nacional de Radiodifusão.
No período que vai de 1959 a 1969, cabe ao Alferes Álvaro Sousa a condução melódica da obra artística, sendo sucedido nesse desígnio pelo Capitão Pinto Rodrigues que se mantem em funções até que, em 1979, o Major Silvério Campos assume o comando, naquela que será a nova fase histórica, artística e institucional da Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública.
A 28 de Abril de 1981 na lavra do Dec. Lei 88/81 é constituída oficialmente a Banda Sinfónica da PSP, sendo posteriormente definidas as normas de execução permanente em NEP publicada na OS nº 129 (I Parte) de 10 de agosto 1982 e recentemente com a Portaria nº 290/201, de 15 de novembro.
Com o carácter sinfónico a Banda trilha os caminhos do reconhecimento institucional, afirmado pelas referências elogiosas outorgadas pelo Comandante Geral General Monteiro Pereira, em 07/07/1994 e por Sua Exª. Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, em 29/11/1996, bem como pelos Louvores atribuídos pelo Comandante Geral da PSP em 18/12/1995, em 18/12/1996 e pelo Comandante do DAG em 10/01/2013 e do sucesso artístico atuando nos mais distintos palcos, no país e no estrangeiro.
Aquando das comemorações do 128º aniversário da Cruz Vermelha Internacional é agraciada com o diploma e medalha de agradecimento pela “Espontânea e Valiosa Cooperação“ prestada a esta instituição. É também “Benemérita de Honra da Ordem Hospitaleira em Portugal e das Celebrações Culturais do V Centenário do Nascimento de S. João de Deus”.
Internacionalmente representou o país e a Polícia de Segurança Pública em 1997, no “7º Festival Internacional de Bandas” em Saumur, França e em 2000, participa a convite no “5º Festival Internacional de Bandas” realizado em Saint-Étienne, atuando para um grupo de melómanos que enchia o teatro Massenet.
A Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública, jovem no carácter e madura nos pergaminhos, relevando a sua origem histórica, refletiu sempre uma posição de vanguarda nos movimentos artísticos portugueses. A sua interacção com a sociedade e com a academia, levou-a a ser pioneira em muitas das actividades levadas a cabo ao longo da sua história, nessa medida, foi pioneira na gravação regular de suportes áudio para editoras nacionais e estrangeiras, na realização de concertos com a participação de concertistas de renome (nacionais e internacionais), no convite a maestros, reconhecidos nacional e internacionalmente, para a dirigirem em concerto, colaborando com academias e universidades na realização atividades de formação em direção de banda, na coadjuvação de alunos dos cursos de direção de banda participando nas defesa das suas teses, no convite a jovens compositores para escreverem para banda, na colaboração com músicos e artistas dos mais diversos géneros musicais, que vão do fado ao rock passando pelo jazz. Assume como ponto alto destas colaborações o espetáculo realizado em 2005 no Teatro Olga Cadaval, em Sintra, onde acompanhou em concerto Maria João e Mário Laginha e a colaboração com a Associação Portuguesa de Saxofone, no primeiro congresso deste instrumento, em que teve o privilégio de acompanhar os quatro maiores nomes do Saxofone mundial, Claude Delangle, Mário Marzi, Henk van Twillert e o quarteto Saxofínia. Em julho de 2012 realiza pela primeira vez, a nível mundial, a “I Semana Académica” Master-Classe em Direção e Performance, acção que permite que alunos das escolas de ensino artístico trabalhem ao mais alto nível, inseridos num agrupamento musical profissional, apresentando-se no final em concerto público. Tem, desde há alguns anos, em atividade, o Grupo de Metais da Banda Sinfónica da PSP, tendo-se apresentado nas mais variadas situações protocolares e nas mais diversas apresentações de diferentes caraterísticas, abrangendo várias faixas etárias. Promove os Concertos de Palmo & Meio®, direcionados para um público cuja faixa etária vai desde os seis meses de idade aos seis anos. O Trio de Câmara participa em diversas cerimónias protocolares, em colaboração com a Presidência da República e com o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Faz parte do seu efetivo um duo de Piano e Voz que participa em eventos de índole variada.
Precingida de uma atmosfera de condicionalismos impostos pelas realidades em que está inserida, a Banda Sinfónica da PSP, conta com um quadro de músicos de elevada formação artística, académica e profissional, coordenados pelo actual Chefe em Exercício e Diretor Artístico Comissário Ferreira Brito, para continuar a servir a Polícia de Segurança Pública e Portugal.



José Ferreira Brito, Maestro | Nasceu em Santa Maria da Feira, iniciando os seus estudos musicais com a idade de 11 anos, na Academia de Música de Paços de Brandão onde concluiu o curso de Complementar de Saxofone.
Em janeiro de 1985 ingressa no Serviço Militar, como músico, na Banda da Região Militar Norte. Neste ramo das Forças Armadas, passou ao Quadro Permanente em Agosto de 1988, ficando colocado na Banda do Exército como solista em Saxofone Alto. Durante a sua permanência no Exército foi professor das disciplinas de Saxofone, Harmonia, Transcrições Musicais, Instrumentação, Acústica e Organologia aos diversos cursos de promoção da especialidade, incluindo elementos oriundos dos PALOP´s.
Concluiu a Licenciatura em Direção de Orquestra, na Academia Nacional Superior de Orquestra, na Classe do Maestro Jean-Marc Burfin, em julho de 1999. Durante a frequência do curso dirigiu regularmente a Orquestra Académica Metropolitana em concertos realizados em diversas localidades do país.
Frequentou Masterclasses de Direção de Orquestra, com os Maestros Luca Pfaff, Jean-Sébastien Béreau e Robert Delcroix. Na Direção de Banda participou na Masterclass promovida pela Universidade Nova de Lisboa e ministrada por Sir David Whitwell, em 2002, constituída por uma sessão prática sobre “Sonoridades das Bandas” e por uma conferência subordinada ao tema “The Role of the Wind Bands in the 21st Century” (“O papel das Bandas no Séc. XXI”). Em 2005 participou, como ouvinte, na Masterclass de Direção de Banda ministrada pelo Maestro norte-americano Dr. Mitchell Fennell que decorreu na Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa.
Após ter terminado a sua licenciatura foi convidado para lecionar as disciplinas de Orquestra, História da Música e Saxofone no Conservatório Metropolitano de Lisboa nos anos letivos de 1996-1997 a 2000/2001. Lecionou, também, Saxofone na Escola de Música Leal da Câmara, em Sintra e no Conservatório Regional do Baixo Alentejo, em Beja.
Foi membro fundador, Diretor Artístico e Maestro da “Orquestra de Sopros de Sintra” e da Camerata Instrumentalis da Amadora. Fez parte do Corpo Docente dos “Cursos de Aperfeiçoamento de Maestros Amadores” promovidos pelo INATEL. Foi Maestro da Orquestra de Sopros do “I Curso para Jovens Músicos de Leiria” e professor de Música de Câmara do “V Curso para Jovens Músicos de Caldas da Rainha”. Fez parte do Corpo Docente dos “Cursos para Instrumentistas e Regentes” promovidos pelo Conservatório Regional do Baixo Alentejo. Ministrou Masterclasses de Direcção de Banda em Arrifana, Gançaria, Ovar, Madeira e Montalvo, promovidas pelo Luthier Cardoso & Conceição. Foi Maestro convidado da Orquestra Clássica da Madeira, em 2001, efetuando concertos em localidades da ilha da Madeira.
Em 2003, foi Maestro convidado para orientar o 11º Estágio da Orquestra Nacional de Sopros dos Templários, que decorreu em Tomar, com o Alto Patrocínio de S. Exa. o Presidente da República.
Em 2009 foi Maestro convidado da Lungegaardens Musikkorps da cidade norueguesa de Bergen, tendo efectuado um concerto no prestigiado Grieg Hall e com o patrocínio do Instituto Camões.
No ano letivo de 2010/2011 foi professor de Direção e de Literatura de Orquestra de Sopros do Mestrado em Direção de Orquestra de Sopros do Instituto Piaget de Almada. Neste âmbito foi, também, professor orientador de uma tese final de mestrado (componente prática). Tem feito parte do Júri em provas finais de mestrado em Direção de Banda/Orquestra de Sopros, de concursos de jovens instrumentistas e de concursos de Bandas Civis.
É autor de um Manual de Instrumentação e Orquestração de Banda e de Apontamentos de Acústica e Organologia, bem como de diversas transcrições, adaptações, arranjos e composições musicais direcionadas para a Banda Sinfónica da PSP e para outros agrupamentos do género.
Autor de diversos artigos literários específicos do campo do ensino da Direção de Banda e de artigos sobre a Banda Sinfónica da PSP, alguns publicados em Revistas e periódicos (nacionais e internacionais) da especialidade.
Desde 1996, é membro da IMMS (International Military Music Society).
Em Maio de 2000 ocupa o cargo de Maestro Assistente da Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública, tendo ingressado nesta Instituição depois de ter prestado provas e de ter sido aprovado no Concurso Público para preenchimento de uma vaga para o posto de Subcomissário.
Foi promovido ao posto de Comissário em Dezembro de 2007 e desempenha funções de Chefe da Banda em Exercício desde Junho de 2009.
Sob a sua direção/chefia a Banda Sinfónica da PSP já gravou 6 CD´s, levando internacionalmente a imagem da Instituição PSP. Tem promovido diversas sessões de formação em várias áreas da vertente musical quer para o pessoal interno quer para pessoal externo, mostrando ao país o trabalho desenvolvido por profissionais da Polícia de Segurança Pública a prestar serviço na Banda Sinfónica da PSP, de realçar a 1ª Semana Académica “Cultura em Segurança”. Sob o seu convite vários Maestros e Solistas de carreira e prestígio internacional têm trabalhado com a Banda Sinfónica da PSP, granjeando os mais calorosos e motivadores comentários sobre o trabalho desenvolvido em prol da cultura portuguesa.



* Mediante disponibilidade dos lugares da sala

Para mais informações, sobre horários de abertura das salas, acessibilidades e bilheteira, contatar o Teatro Nacional D. Maria II.