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O Tempo e a Música
Em Direto
O Tempo e a Música Rui Vieira Nery / Produção: Cristina do Carmo

Festivais

Festival Antena 2 | 12 a 15 Fevereiro

Teatro Nacional de São Carlos

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Festival Antena 2 | 12 a 15 Fevereiro Festival Antena 2 | 12 a 15 Fevereiro

4º FESTIVAL ANTENA 2 

De 12 a 15 Fevereiro 2020



| Música | Performance | Conferência |


O Festival Antena 2, nesta 4ª edição, ilustra a diversidade deste canal da rádio pública. A ideia é mostrar ao vivo, em palco, não só os conteúdos definidores da Antena 2 como também intérpretes que foram apoiados ou mesmo impulsionados pela rádio.
No campo da música, o Festival Antena 2 apresenta, no Teatro Nacional de São Carlos, quatro concertos de música clássica (música sinfónica com a Orquestra Sinfónica Portuguesa & Coro do TNSC, música de câmara com o Quarteto Concordis, música barroca com o trio de Sofia Diniz, Miguel Jaloto e Josep Duran, e música coral com o Coro Ricercare), um concerto de jazz (com o projeto Axes do saxofonista João Mortágua) e um concerto dedicado à música tradicional portuguesa (Maria Monda). Os agrupamentos intervenientes nestes concertos divulgam a sua atividade em parte com a ajuda da Antena 2, através de promoções, entrevistas e concertos. 
Temos ainda, neste festival, um concerto da Banda de Música da Força Aérea Portuguesa, formação que apresentamos regularmente no programa Coreto de Jorge Costa Pinto. Trata-se de um agrupamento profissional que honra a riquíssima tradição das bandas filarmónicas no nosso país.
Apresentamos finalmente um espetáculo musical multimédia intitulado DRiP, com interação entre um músico ao vivo, o pianista/baterista Danny Rico, e uma projeção vídeo.
Fora do palco apostamos na apresentação ao vivo de uma rubrica radiofónica que cruza o universo das letras com o mundo infantil e com a escola: as Palavras de Bolso de Ana Isabel Gonçalves e Paula Pina, apresentadas em jeito de performance, num sketch diário, no foyer do teatro, ao final da tarde.
Finalmente, no campo do debate de ideias, apresentamos uma conferência sobre a Educação para a cultura e o PNA - Plano Nacional das Artes, uma iniciativa que visa dinamizar a formação do gosto e o conhecimento cultural nas escolas portuguesas enquanto fator de transformação social e consciência crítica, com o envolvimento de inúmeras instituições públicas e privadas. Vamos ouvir os responsáveis deste projeto e agentes da educação e da cultura com larga experiência, que trazem olhares críticos ou complementares às estratégias apresentadas no PNA.

O mundo das ideias, da música, das artes conjuga-se, pois, nestes quatro dias de um festival que tem aqui a sua 4ª edição. O espelho de um canal da rádio pública que mergulha com a mesma paixão nos valores artísticos do passado, nos que marcam o presente e nos que o futuro nos promete. 
João Almeida 
(Diretor da Antena 2)





Programação


Quarta-feira | 12 Fevereiro 

18h30 | Foyer do TNSC
Entrada Livre
Maiores 6 anos

Performance | Palavras de Bolso
Ana Isabel Gonçalves & Paula Pina

© Jorge Carmona / Antena 2

As Palavras de Bolso são curtas rubricas diárias transmitidas na Antena 2, com o objetivo de promover a língua portuguesa de um modo simultaneamente divertido e educativo, com recurso ao humor, a efeitos surpresa e a dinâmicas vocais expressivas, recorrendo a textos originais e de poetas e escritores portugueses. As Palavras de Bolso destinam-se:
- a bebés, pela componente fonológica, rítmica e musical;
- a crianças e jovens, pela magia das narrativas e pelos jogos de palavras, pelo nonsense, pelas brincadeiras com textos que alguns reconhecem;
- a adultos, pelo humor, pela ironia e pela abordagem pouco convencional com textos que conhecem de outros registos mais formais;
- a educadores e professores, pela possibilidade de recorrerem a algumas das rubricas para utilização em contexto escolar
Nas Palavras de Bolso pode-se aprender como se faz a chuva e se cria uma tempestade, ou como se evoca uma lareira a crepitar ou o bater do coração, uma árvore a tombar ou um rebanho a pastar. As autoras, Ana Isabel Gonçalves e Paula Pina, trabalham em atividades de criação artística, narração oral e formação, no projeto SóHistórias - Literacia e Mediação Cultural e são responsáveis pela conceção e supervisão do PROL - Programa de Literacia Emergente, resultante da colaboração com a livraria Cabeçudos - Cabeças com Ideias.


19h00 | Salão Nobre do TNSC
Entrada 5 €
Maiores 6 anos

Música Barroca | A Lira de Apolo

Sofia Diniz, viola da gamba
Josep Maria Martí Duran, teorba
Fernando Miguel Jalôto, cravo

Programa 

No Tempo de Jacques Morel

Jacques Morel (1690-1740) - Troisième Suite
Prélude
Boutade de Sainct Germain
Allemande La Brillante
Courante
Sarabande L’Aurore
Gigue à L’Angloise
Échos de Fontainebleau

Robert de Visée (c. 1655 - c.1732) / François Couperin (1668-1733) - Les Sylvains de M. Couperin
Antoine Forqueray (c.1671-1745) / Jean-Baptiste Forqueray (1699-1782) - Chaconne La Buisson
Marin Marais (1656 -1728) - Le Badinage
François Couperin (1668 - 1733) - La Sophie 
François Couperin (1668-1733) - L’Épineuse
Marin Marais (1656 -1728) - Allemande La Superbe 
Marin Marais (1956-1728) - L’Arabesque
Marin Marais (1656 -1728) - Lá Rêveuse
Jacques Morel (1690-1740) - Première Suite
Prélude
Allemande
Sarabande
La Bretonne

Marin Marais (1656 -1728) - Couplets des Folies d’Espagne


© Tomás Monteiro

O programa deste concerto pretende homenagear o compositor francês Jacques Morel (ca. 1690 - 1740) centrando-se na sua obra para viola da gamba e baixo-contínuo, mas englobando também obras dos compositores seus contemporâneos Antoine Forqueray, François Couperin e com destaque para Marin Marais, o seu grande professor e mentor, ainda hoje considerados a grande referência para o repertório da viola da gamba. 
O título deste concerto, A Lira de Apolo, é uma referência às palavras de admiração escritas por Jacques Morel na dedicatória do seu livro de suites ao mestre Marin Marais, na qual Morel elogia a sonoridade de Marais comparando-a à própria lira de Apolo!
Sofia Diniz, Miguel Jalôto e Josep Maria Martí partilham o palco regularmente já há cerca de uma década. Os três músicos partilham uma grande paixão pela música francesa do séc. XVIII e dedicam-se, sempre que possível, à música para viola da gamba. Em 2016 gravaram em conjunto aquela que será mundialmente a primeira gravação integral do livro de Suites para viola da gamba e contínuo de Jacques Morel. A gravação La Lyre d'Apollon está disponível ao público desde dezembro de 2018. Sofia, Miguel e Josep usufruem de um entendimento musical notável, o que torna cada encontro, cada concerto numa festa musical.


21h00 | Sala Principal do TNSC
Entrada 10 €
Maiores 6 anos

Concerto Multimédia | DRiP
Danny Rico, piano, bateria, composição
Astrid Steiner, edição e direção de vídeo
Álvaro Campos e Johannes Pöllmann, captação de imagem
Rosana Ribeiro, bailarina em vídeo

Programa

Obras de Danny Rico

Lyla
Plastisphere
Is This The End?
Ray Warleigh’s Chord
Krama
The Art of Losing
Ponte Suspensa
Wiener Linien
Ausse Spüln

© Johannes Pöllamann

O projeto DRiP nasce de uma colaboração entre o multi-instrumentista Danny Rico e a artista visual Astrid Steiner. Sozinho em palco, Danny Rico apresenta-nos as suas composições alternando entre a bateria e o piano. Os vídeos, por sua vez, levam-nos numa viagem utópica do músico pelo mundo, com os instrumentos a pairar em montanhas, cidades ou florestas. Filmado em 2017 e 2018 em Portugal, Londres e Áustria, as imagens foram cinematograficamente editadas por Astrid.

Danny Rico nasceu na Áustria. Toca piano e bateria desde os 9 anos de idade. Obteve o Mestrado em Piano Jazz no Conservatório de Música de Klagenfurt. Já tocou ao lado de Andreya Triana, Ray Warleigh, Dani Siciliano, Oroh Angiama, Stroy, entre outros. Colaborou como compositor em várias produções de dança contemporânea e é atualmente baterista na banda Steaming Satellites. "DRiP" é o mais recente projeto, em jeito de experiência audiovisual.


© Álvaro Campos



Quinta-feira | 13 Fevereiro


18h30 | Foyer do TNSC
Entrada Livre
Maiores 6 anos

Performance | Palavras de Bolso
Ana Isabel Gonçalves & Paula Pina


19h00 | Salão Nobre do TNSC
Entrada 5 €
Maiores 6 anos

Música de Câmara | Quarteto Concordis

Eudoro Grade, guitarra
Francisco Franco, guitarra
Jorge Pires, guitarra
Pedro Rufino, guitarra

Programa 

Encontros

José Afonso (1929-1987) (arr. Pedro Louzeiro) - Verdes São os Campos
José Afonso (1929-1987) (arr. Pedro Louzeiro) - Canção de Embalar
José Afonso (1929-1987) (arr. Pedro Louzeiro) - Maria Faia
Carlos Paredes (1925-2004) (arr. Pedro Louzeiro) - Acção
Carlos Paredes (1925-2004) (arr. Pedro Louzeiro) - Porto Santo
Ernesto Lecuona (1895-1963) (arr. Angelo Gilardino) - Suite Andalucia
José Mario Branco (1942-2019) (arr. José Peixoto) - Mariazinha
Sérgio Godinho (1945-?) (arr. José Peixoto) - Com um Brilhozinho nos Olhos
Luís Freitas Branco (1890-1955) (arr. Miguel Jesus) - Fandango


© Passionate Photography

O Quarteto Concordis assume a sua portugalidade através da música escolhida para o seu primeiro CD, lançado em 2018. Obras de José Afonso e de Carlos Paredes, arranjadas por Pedro Louzeiro, estiveram no centro desse trabalho. São também estes os nomes sempre presentes nos concertos deste quarteto de guitarras. Para além deles, podemos ouvir também arranjos de José Peixoto de canções de José Mário Branco e de Sérgio Godinho. Este percurso pela música portuguesa faz um pequeno desvio por alguns andamentos da suite Andalucia do cubano Ernesto Lecuona. De regresso à música portuguesa, o Quarteto Concordis, termina com um fandango: o III andamento da Suite Alentejana nº 1 de Luís de Freitas Branco, num arranjo de Miguel Jesus.
O Quarteto Concordis foi criado em 2005 e integra Eudoro Grade, Francisco Morais Franco, Jorge Pires e Pedro Rufino e tem mantido uma intensa atividade concertística em Portugal e no estrangeiro, apresentando-se em inúmeros eventos entre os quais: Festival Guitares en Picardie e Festival de Guitare de Vendome (França); Festival MED (Loulé); Festival Onde Sonore e Ossola Guitar Festival (Itália); Festival Internacional de Guitarra de Palencia, Festival Internacional de Guitarra de Ronda (Espanha), London Guitar Festival (Londres), Centro de Cultura Contemporânea (Castelo Branco), Festival Internacional de Guitarra de Faro, Festival Internacional de Guitarra de Lagoa, Fundação Oriente (Macau - China) e Festival Internacional de Guitarra de Hong Kong (China).


21h00 | Sala Principal do TNSC
Entrada livre
Maiores 6 anos

Música Para Banda | Banda de Música da Força Aérea Portuguesa
Direção de António Rosado

Programa 

O Sonho Olímpico de Voar

Leo Arnaud (1904-1991) & John Williams (1932-?) (arr. Rui Silva) - Bugler’s Dream & Olympic Fanfare Medley
Satoshi Yagisawa (1975-?) - Primavera - Beautiful Mountain Winds
Saül Gómez Soler (1982-?) - Leonardo Dreams
George Gershwin (1898-1937) (arr. James Barnes) - Porgy & Bess (excertos)
John Williams (1932-?) - Summon the Heroes
Philip Sparke (1951-?) - The Bandwagon

© Força Aérea Portuguesa | Centro de Audiovisuais

No ano em que decorrem os jogos da 32ª Olimpíada da era moderna, desta feita em Tóquio, a Banda de Música da Força Aérea Portuguesa apresenta um programa dedicado ao objetivo simbólico de qualquer atleta: o sonho de voar, a conquista do sucesso associada à ideia de chegar mais alto, com todo o caminho que esse sonho representa em termos de trabalho, de persistência, tendo em mente a constante aprendizagem que se retira das vitórias e também das derrotas. 
Esta Banda de Música que representa a Força Aérea Portuguesa, com a sua longa história de homens e mulheres lutadores, partilha esse sonho de voar alto com os atletas de alta competição, todos fixados num espírito de missão bem representado pelos ideais olímpicos. 
As obras apresentadas neste concerto celebram esse sonho de variadas formas. Começamos por atear a chama olímpica num medley que inclui a marcante fanfarra de John Williams. Evocamos a beleza e a força do vento na obra de Satoshi Yagisawa, inspirada numa paisagem japonesa, neste caso como pano de fundo dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Prosseguimos com os sonhos que levaram Leonardo da Vinci a conceber máquinas voadoras muito antes do homem dominar os céus. Abordamos também a ambição e a resiliência do amor universal através da narrativa de Porgy & Bess e regressamos ao espírito olímpico na convocação dos heróis, concebida por John Williams para os Jogos Olímpicos de Atlanta. Terminamos com uma marcha bem alegre de Philip Sparke, adequada à despedida dos atletas no desfile que marca a cerimónia de encerramento das olimpíadas, todos com o sentimento de missão cumprida e movidos pela promessa de manter a chama acesa. 
Um concerto concebido em parceria com a Academia Olímpica de Portugal e integrado no Programa Cultural Olímpico 2020.



Sexta-feira | 14 Fevereiro

18h30 | Foyer do TNSC
Entrada Livre
Maiores 6 anos

Performance | Palavras de Bolso
Ana Isabel Gonçalves & Paula Pina


19h00 | Sala Principal do TNSC
Entrada 10 €
Maiores 6 anos

Jazz | João Mortágua - Axes

João Mortágua, saxofone alto e soprano
José Soares, saxofone alto
Hugo Ciríaco, saxofone tenor
Rui Teixeira, saxofone barítono
Alex Lázaro, bateria
Pedro Vasconcelos, bateria e percussões

Programa 

Axes

Bird Drible
Fadecafone
Pyramidal
Methall
Decablues
Shiny Axe
Robot 
Axe Game
Afro Axe
Bud Pets

© Adriana Melo | Mínima

Axes é um projeto do saxofonista e compositor João Mortágua que explora as texturas de quatro saxofones e duas baterias, sem recurso a qualquer instrumento harmónico, propondo um resultado contemporâneo, na busca de uma linguagem própria. Não é, portanto, jazz nem o seu contrário. É uma pirâmide quadrangular assente em ripas estridentes, uma fusão entre o erudito e o urbano, uma ode ao pássaro citadino e à geometria pagã.
João Mortágua, músico destacado como um dos valores seguros do jazz nacional, tem tido nos últimos anos uma intensa atividade artística, tocando a música de Nuno Ferreira, Miguel Moreira, Filipe Teixeira, Bruno Pernadas, Alexandre Coelho, Nelson Cascais, André Santos, Carlos Bica e André Fernandes, entre outros. Editou mais dois álbuns de sua autoria, Janela (2014) e Mirrors (2017). Sobre o CD Axes, editado em 2017, disse a crítica que é “um disco excelente de ouvir, (...) com ideias musicais muito interessantes de seguir” (jazz.pt), “cada melodia abre um caminho amplo, derrubando tudo à sua frente” (Bird is the worm); foi eleito ‘álbum do ano’ pela Jazz Logical; e mais recentemente, disse ainda Ian Patterson, da All About Jazz, na cerimónia de encerramento da European Jazz Conference: “Esta é alguma da música mais vanguardista a ser feita na Europa neste momento; os Axes são um exemplo da música nova que os festivais deveriam estar a celebrar nos seus cartazes."
Depois de atuarem em festivais como o Spring On! (Casa da Música), 8º Festival Porta Jazz (Rivoli), KM.251 (Ponferrada) ou o Internationales Jazz Festival (Muenster), marcaram presença nos festivais de jazz de Südtirol e de Belgrado, para além do Angra Jazz, entre outros.


21h00 | Salão Nobre do TNSC
Entrada 5 €
Maiores 6 anos

Música Tradicional Portuguesa | Maria Monda

Sofia Portugal, voz
Susana Quaresma, voz
Tânia Cardoso, voz
Tiago Manuel Soares, percussão

Programa 

Cancioneiro Lusófono

Anónimo (Fundão, Beira Baixa) (arr. Leilia) - Moda da Tosquia
Amélia Muge (1952-?) (arr. Sofia Portugal) - A Monte I
José Manuel David (música) (1956-?), Almada Negreiros (letra) (1893-1970) - Rondel do Alentejo
Rodrigo Crespo (música) (1975-?), Sofia Portugal (letra) (1988-?) - Ser Gentia
Dulce Pontes (1969-?) - Modinha das Saias
José Afonso (1929-1987) (arr. Susana Quaresma e Sofia Portugal) - Que Amor Não me Engana
José Afonso (1929-1987) (arr. Sofia Portugal) - Menino de Oiro
Anónimo (Alentejo) (arr. Susana Quaresma) - Ó Bento Airoso
Rodrigo Crespo (música) (1975-?), Fernando Pessoa (letra) (1888-1935) - Ó Sino da Minha Aldeia
Antônio Carlos Jobim (música) (1927-1994), Chico Buarque (letra) (1944-?) e Vinícius de Moraes (letra) (1913-1980) (arr. Sofia Portugal) - Olha Maria
Chico Buarque (1944-?) e Milton Nascimento (1942-?) (arr. Sofia Portugal) - Cio da Terra

© André Alves

Sofia Adriana Portugal, Susana Quaresma e Tânia Cardoso partilham o gosto pela pesquisa vocal, sonora e cénica. Estas são as três mulheres que mondam canções e saberes antigos de forma contemporânea, através do canto polifónico e dos ritmos da percussão. Cantam repertório do cancioneiro lusófono, mas também composições originais que acentuam a força da palavra e da poesia. Mondar é limpar, deixar o essencial e para as Maria Monda, essa essência está no tecer das vozes, ora em sedas suaves, ora em mantas rudes, cantando em homenagem à Terra-Mãe, de nome Maria.
Sofia Adriana Portugal, Susana Quaresma e Tânia Cardoso conheceram-se em 2012, no âmbito do Mestrado em Teatro-Música da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e desde logo surgiu uma vontade crescente de trabalhar em conjunto. Essa vontade concretizou-se finalmente na edição de 2015 do Festival Cantar Abril, em Almada, o qual deu o mote para este entusiasmante encontro que, na companhia do percussionista João Luís Lopes, resultou na vitória na categoria de Melhor Recriação de Canções de Resistência, Prémio Adriano Correia de Oliveira, cantando o tema Já o Tempo se Habitua, de José Afonso. Desde aí têm cantado de Norte a Sul do país.



Sábado | 15 Fevereiro

15h00 | Sala Principal do TNSC
Entrada livre
Maiores 12 anos

Conferência | Educação para a cultura e o Plano Nacional das Artes

Paulo Pires do Vale, Comissário do Plano Nacional das Artes
Maria de Assis, Comissão Científica do Plano Nacional das Artes
Gabriela Canavilhas, Programa de Educação Estética e Artística da Direção-Geral da Educação
Maria Emília Brederode Santos, Conselho Nacional de Educação
Firmino Bernardo, Associação de Professores de Teatro-Educação
Luís Caetano, moderador



O PNA - Plano Nacional das Artes é uma iniciativa que visa dinamizar a formação do gosto e o conhecimento cultural nas escolas portuguesas enquanto fator de transformação social e consciência crítica, com o envolvimento de inúmeras instituições públicas e privadas. 
Nesta conferência vamos ouvir os responsáveis deste projeto e agentes da educação e da cultura com larga experiência, que trazem olhares críticos ou complementares às estratégias apresentadas no PNA. Tentaremos perceber as implicações concretas do projeto, os benefícios e as dificuldades do seu implemento, até que ponto pode originar mudanças estruturais na difusão e no consumo das artes no presente e no futuro.



18h30 | Foyer do TNSC
Entrada Livre
Maiores 6 anos

Performance | Palavras de Bolso
Ana Isabel Gonçalves & Paula Pina


19h00 | Salão Nobre do TNSC
Entrada 5 €
Maiores 6 anos

Música Coral | Coro Ricercare - Luar

Rodrigo Gomes, piano
Direção de Pedro Teixeira 

Programa 

Luar

Edward Elgar (1857-1934) - Evening scene

Alfredo Teixeira (1965-?) - (Part)ida - [Lectio X]
Raquel Pedra, soprano
Mariana Cardoso, soprano

Einojuhani Rautavaara (1928-2016) - Sommarnatten
Isabel Cruz Fernandes, soprano
Raquel Gama, soprano

Miguel Carvalho (1997-?) - Luar [estreia absoluta]
Ana Baptista, soprano

Daniel Elder (1986-?) - Serenity

Rui Paulo Teixeira (1973-?) - Stille Nacht [mit einem Blick auf die Passion]
Isabel Cruz Fernandes, soprano
Ana Baptista, soprano

Miguel Jesus (1984-?) – Luar
Inês Pimentel, soprano
Kerrin Brinkmann, alto
Rui Luís, tenor
Miguel Carvalho, baixo

Eric Whitacre (1970-?) - Sleep

Daniel Elder (1986-?) - Three Nocturnes
Ballade to the Moon
Star Sonnet
Lullaby


Ērik Ešenvalds (1977-?) - Only in Sleep
Raquel Pedra, soprano

Ērik Ešenvalds (1977-?) - Long Road
Raquel Pedra, soprano
Isabel Cruz Fernandes, soprano
Joana Esteves, alto
Kerrin Brinkmann, alto
João Castelo Branco, tenor
João de Barros, tenor
João Líbano Monteiro, baixo
Miguel Jesus, baixo



Este concerto tem como tema central o Luar, com o intuito de rondar e explorar todo um ambiente noturno sob diferentes prismas e perspetivas. Um programa eclético que aborda vários estilos e épocas, com uma estreia absoluta: Luar de Miguel Carvalho, compositor que é também cantor no Coro Ricercare, tal como Miguel Jesus, outro compositor que pegou no mesmo poema que dá título a este concerto. 
O Coro Ricercare é tudo o que a paixão pela música coral significa. O trabalho de expressão, fusão e qualidade vocal fazem das suas atuações momentos marcantes. O grupo integra na sua formação jovens músicos de diversas proveniências curriculares: Escola de Música do Conservatório Nacional, Instituto Gregoriano de Lisboa e Escola Superior de Música de Lisboa, entre outras. Desde a sua fundação, o Coro Ricercare dedica grande parte da sua atividade à interpretação de nova música portuguesa, tendo estreado mais de 60 obras de compositores nacionais desde a primeira edição de “Jovens Compositores Portugueses” em 2006, junto com a Orquestra Sinfonietta de Lisboa, o outro agrupamento da Ricercare. 
A sua presença na programação de festivais nacionais e internacionais tem sido regular, destacando-se os festivais internacionais de música de Marvão, Setúbal, Alcobaça (Cistermúsica), entre outros, para além da presença regular nas temporadas do CCB (Centro Cultural de Belém). O Coro Ricercare foi criado em 1996 pelos maestros Carlos Caires e Paulo Lourenço, e é dirigido desde 2001 por Pedro Teixeira.


21h00 | Sala Principal do TNSC
Entrada 10€ a 25 €
Maiores 6 anos 

Música Sinfónica | Orquestra Sinfónica Portuguesa & Coro do TNSC

Paula Carneiro, violino
Marco Pereira, violoncelo
Francisco Ribeiro, clarinete
Paulo Guerreiro, tuba wagneriana
Direção de Pedro Neves 

Programa 

Nova Música Portuguesa no Aniversário de Beethoven

Pedro Moreira (1969-?) - Nocturnal

Eurico Carrapatoso (1962-?) - Liszt But Not Liszt

Ana Seara (1985-?) - Sinfonia (Des)concertante [encomenda do TNSC em estreia mundial]

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sinfonia nº 7 em lá maior op. 92
I. Poco sostenuto - Vivace
II. Allegretto
III. Presto - Assai meno presto
IV. Allegro com brio

© Susana Chicó

A produção musical portuguesa contemporânea é privilegiada neste concerto da Orquestra Sinfónica Portuguesa dirigido por Pedro Neves: Nocturnal de Pedro Moreira, Liszt but not Liszt de Eurico Carrapatoso e Sinfonia (Des)Concertante de Ana Seara (obra coral-sinfónica em estreia mundial, encomenda do TNSC por ocasião dos 25 anos da OSP). A Sinfonia nº 7 de Beethoven é sempre um verdadeiro cavalo de batalha para qualquer formação sinfónica. Wagner viu nela uma «apoteose da dança». Uma obra central do legado de Beethoven, adequada à digna evocação do seu nascimento, há 250 anos.
Pedro Neves é maestro titular da Orquestra Clássica de Espinho. Desempenhou as funções de maestro titular da Orquestra do Algarve entre 2011 e 2013 e de maestro convidado da Orquestra Gulbenkian entre 2013 e 2018. Estudou direção de orquestra com Jean Marc Burfin, com Emilio Pomàrico em Milão e com Michael Zilm, do qual foi assistente.



* Mediante disponibilidade dos lugares das salas.

Para mais informações, sobre horários de abertura das salas, acessibilidades e bilheteira, contatar o Teatro Nacional de São Carlos.
As entradas pagas podem ser adquiridas na Bilheteira Online - bol.pt.