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Ópera

Verdi | Don Carlos | 19 Agosto 18h00

Mezza-Voce

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Verdi | Don Carlos | 19 Agosto 18h00 Verdi | Don Carlos | 19 Agosto 18h00

19 Agosto 18h00

Programa Mezza-Voce    
Apresentação e Realização: André Cunha Leal 
Produção: Susana Valente     


Gravação Rádio França,
a 16 de Outubro de 2017


Giuseppe Verdi | Don Carlos 


Filipe II: Ildar Abdrazakov (B)
Don Carlos: Jonas Kaufmann (T)
Um Monge: Krysztof Baczyk (B)
Rodrigue: Ludovic Tézier (BT)
Grande Inquisidor: Dmitry Belosselskiy (B)
Élisabeth de Valois: Sonya Yoncheva (S)
Eboli: Elīna Garanča (MS)
Tebaldo: Eve-Marie Hubeaux (S)

Direção de Philippe Jordan




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Don Carlos 

Ópera em 5 atos

Música de Giuseppe Verdi (1813-1901)
Libretto de Joseph Méry (1797-1866) e Camille du Locle (1832-1903), sobre poema de F. Schiller

Esta ópera teve a sua estreia na Ópera de Paris, a 11 de Março de 1867. 

Versão italiana revista por DuLocle
Tradução de Lauzières e Zanardini
Milão: Teatro alla Scala 10 de Janeiro de 1884

Em 1865, quando estava em Paris, Verdi recebe uma encomenda pela Academia Francesa, para uma obra no âmbito da Segunda Exposição Universal do Segundo Império.
Este convite vinha acompanhado do libreto de Joseph Méry e de Camille du Locle baseado no Don Carlos de Schiller - o que agradou ao compositor que se sentia próximo dos ideais românticos, patrióticos e liberais, do Poeta alemão, cujas obras já tinham servido de fonte de inspiração para algumas das suas óperas. 
A escrita da Música foi iniciada durante os primeiros meses de 1866, e os primeiros ensaios tiveram lugar em Setembro desse mesmo ano e marcariam os primeiros cortes na partitura.
Na estreia, Don Carlos foi recebida com pouco entusiasmo, por ser demasiado extensa e, sobretudo, pouco à maneira de Verdi, havendo quem o acusasse de se ter convertido aos ideais estéticos de Wagner, sacrificando os tradicionais recitativos, árias e duetos, ao Sprechgesang, o falar cantando ou fala cantada.
Esta ópera marca, de fato, uma mudança importante na obra de Verdi e que prosseguiria com Aída, o Requiem, Otello e Falstaff.
Don Carlos sofreu numerosos cortes ao longo das representações que se seguiram à estreia parisiense. Em Londres, três meses mais tarde, foi apresentada sem o 1º ato, sendo recebida com bastante entusiasmo. O maior triunfo, no entanto, deu-se em Bolonha aquando da primeira apresentação da versão em italiano.



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