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Quarteto Lopes-Graça | 2 Novembro 19h00

Sala Luís de Freitas Branco, CCB

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Quarteto Lopes-Graça | 2 Novembro 19h00 Quarteto Lopes-Graça | 2 Novembro 19h00

© Jorge Carmona / Antena 2


2 Novembro | 19h00 

Sala Luís de Freitas Branco, 


Ciclo Quintas às 7


Quarteto Lopes-Graça

Luís Pacheco Cunha, violino
Maria José Laginha, violino
Isabel Pimentel, violeta
Catherine Strynckx, violoncelo


Programa

Integral Joly Braga Santos - 1º Concerto


Joly Braga Santos (Lisboa, 1924-1988) - Quarteto de Arcos, nº 1, op. 4
Allegro moderato
Allegro com fuoco
Andante tranquillo
Allegro molto enérgico e appassionato
Dedicado a Luís de Freitas Branco 


Joly Braga Santos (1924-1988) - Quarteto de Arcos, nº 2, op. 29
Largo – Allegro moderato
Adagio molto – Andante com moto
Largo - Allegro, molto vivace
Dedicado a Maria José Braga Santos 





Transmissão direta
Realização e Apresentação: André Cunha Leal
Produção: Anabela Luís




Este é o primeiro de uma série de concertos no CCB em que será interpretada a música de câmara integral de Joly Braga Santos.

Joly Braga Santos (Lisboa, 1924 – Lisboa, 1988) é uma das principais figuras da música portuguesa do século XX. Sinfonista fecundo e inspirado, chefe de orquestra, diretor de gravação da RDP, crítico musical e pedagogo, a sua ação multiforme foi um fator impulsionador da atividade musical da sua época e a sua obra de compositor estará para sempre considerada entre as grandes realizações artísticas de matriz autoral portuguesa.










Quarteto Lopes-Graça, constituído por músicos com notáveis carreiras solísticas e camerísticas, professores da Escola de Música do Conservatório Nacional, reuniu a música de câmara instrumental de Joly Braga Santos para este concerto no Quintas às 7, bem como para uma posterior edição discográfica.

Este agrupamento privilegia a apresentação de obras de compositores portugueses, considerando a relativa abundância de criações para quarteto de cordas de nível internacional oriundas de compositores como Santos Pinto, Viana da Mota, Cláudio Carneyro, Luís de Freitas Branco, Frederico de Freitas, Joly Braga Santos, Fernando Lopes-Graça, ou outras, mais recentes, de António Victorino d’Almeida, João Nascimento, Amílcar Vasques Dias (obras dedicadas ao quarteto), Luís Tinoco.
Privilegiar a matriz autoral portuguesa é a tomada de consciência de que, no mundo contemporâneo, a marca identitária de um povo, mormente na Europa / Nação, se define, antes de mais, pelas suas valências culturais, que prevalecem sobre as geográficas e económicas, potenciando o seu desenvolvimento e diferenciação.
As grandes obras de clássicos como Haydn, Mozart, Cherubini, Beethoven, Schubert, Brahms, Dvorak, Tchaikovsky ou Shostakovich, balizam, no repertório do Quarteto Lopes-Graça, horizontes de qualidade, herança e tradição imanentes ao respirar de um agrupamento deste género.
Finalmente, a referência a outros universos musicais mais periféricos – ibérico, latino, americano (obras dedicadas ao agrupamento pelos compositores argentinos Alejandro Erlich Oliva e Diego Kovadloff) - relevam da curiosidade artística e permeabilidade à contaminação cultural do Quarteto, neste nosso mundo global.



Fotos Jorge Carmona / Antena 2 RTP