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O Tempo e a Música
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O Tempo e a Música Rui Vieira Nery / Produção: Cristina do Carmo

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Solistas da Metropolitana | 24 Novembro

Instituto Superior de Economia e Gestão

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Solistas da Metropolitana | 24 Novembro Solistas da Metropolitana | 24 Novembro

24 Novembro 19h00

Auditório Caixa Geral Depósitos, do


Solistas da Metropolitana

Nuno Silva | Joana Cipriano | Anna Tomasik


Nuno Silva, clarinete
Joana Cipriano, violino 
Anna Tomasik, piano





Programa

Fantasias e Contos de Fadas

Robert Schumann (1810-1856) - Fantasiestücke, Op. 73, p/ clarinete e piano

Robert Schumann (1810-1856) - Märchenbilder, Op. 113, p/ viola e piano

Robert Schumann (1810-1856) - Märchenerzählungen, Op. 132, p/ clarinete, viola e piano


Um dos aspetos mais característicos da Arte do século XIX é a proximidade que as diferentes disciplinas artísticas mantiveram entre si. No caso da Música, o foco de interesse não se limitava à criação musical. Os maiores compositores daquela época cultivavam o gosto pela pintura, pela escultura… mas, sobretudo, pela literatura. Robert Schumann é disso bom exemplo. Hesitou entre as carreiras de escritor e de músico até por volta dos vinte anos de idade, e foi um leitor voraz durante toda a vida – livros de E. T. A. Hoffmann, Jean Paul Richter e tantos outros. A dada altura escreveu no seu diário que «a Música é a potência mais elevada da poesia»… «Os anjos devem falar através dos sons, os espíritos com palavras de poesia»… «O compositor é um poeta, só que num nível mais sublime».
Schumann viveu numa época em que os contos de fadas estavam muito em voga. Eram publicados por autores como o próprio Hoffmann, H. C. Andersen, Achim von Arnim ou os irmãos Grimm. Curiosamente, foi no final da vida que Schumann compôs importantes peças de música de câmara livremente inspiradas nesse universo, mas sem nunca reportar a qualquer texto específico. São os casos de Märchenbilder Op. 113, para viola e piano, de 1851, e Märchenerzählungen, Op. 132, para clarinete, viola e piano, de 1853. Em 1849 já havia composto três peças de fantasia para clarinete e piano que se chamaram inicialmente «Peças noturnas». Também aí se reconhece uma expressividade romântica que desperta de imediato a nossa imaginação literária.


Gravação do Concerto
para posterior transmissão
Produção: Anabela Luís



Nuno Silva
 estudou com António Saiote, Hans Deinzer, Pascal Moragués e Hakan Rosengren. É diplomado em clarinete pelo Conservatório Nacional, ESMAE e California State University, onde obteve um mestrado com classificação máxima a todas as disciplinas. Estes resultados académicos valeram-lhe o convite para membro da prestigiosa organização americana Phi Kappa Phi Honors Society. Em 2001 licenciou-se em Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa. Em 2013 foi-lhe atribuído o «Estatuto de Especialista» e encontra-se atualmente a frequentar o programa de doutoramento na Universidade de Évora. Foi vencedor dos concursos nacionais de maior importância, incluindo o 1º Prémio de Clarinete e Música de Câmara da Juventude Musical Portuguesa em 1988, o 1º Prémio no Concurso Nacional de Clarinete de Setúbal em 1989, o 1º Prémio de Clarinete e Música de Câmara (nível superior) no Prémio Jovens Músicos em 1991, o 1º Prémio no Concurso Jovens Solistas em 1992 e o 1º Prémio no Concurso Cultura e Desenvolvimento em 1996. Nuno Silva foi também distinguido em concursos internacionais. Foi semi-finalista do Concurso Internacional Valentino Bucchi em Roma em 1992, laureado no Concurso Internacional Aurelian Popa na Roménia em 1993 e semi-finalista no Concurso Internacional de Cracóvia em 1994. Em 2002 ficou apurado entre os três semifinalistas em clarinete do Concert Artists Guild em Nova Iorque. Como vencedor do Prémio Jovens Músicos, foi representante da RDP na Fundação Hindemith, na Suíça. A sua discografia inclui o 2º Concerto de Weber, com a Nova Filarmonia Portuguesa, obras de Mathias Dorsam com o Quinteto Mistral, os CDs «Percursos» e «LX1988» com o Quarteto de Clarinetes de Lisboa, «SWING.PT» e «Live Performances Mozart /Copland». Nuno Silva é artista Buffet Crampon e D’Addario Woodwinds. É regularmente convidado a atuar no Congresso Mundial do Clarinete, tendo participado neste evento em Atlanta, Vancouver, Porto, Los Angeles, Assici e Madrid. A sua atividade como professor e músico leva-o a apresentar-se em Espanha, França, Bélgica, Holanda, Suíça, Itália, China, Austrália, E.U.A, Brasil, etc. Atuou com músicos de referência mundial, tais como Paul Meyer, Antoine Tamestit, Yo Kosube e Jin Wang, entre outros. A crítica internacional reserva-lhe elogios, como «...Silva has the chops to handle all this music and the swing to sell it...» in Fanfare Magazine, «...Silva’s tone has great core focus and ring...» in The Clarinet. Atualmente é professor no Conservatório Nacional e na Academia Nacional Superior de Orquestra, assim como 1º Clarinete Solista da Orquestra Metropolitana de Lisboa.


Joana Cipriano Iniciou os estudos musicais aos 6 anos na classe de António Ramos. Terminou o Curso de Instrumento, em 2004, na Escola Profissional de Artes da Beira Interior, com o mesmo professor. Completou a Licenciatura em Violino na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe de António Anjos, e na classe de música de câmara de Irene Lima e de Olga Prats. Terminou o Mestrado em música (violino) na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe de António Anjos e de Alexandra Mendes. Colaborou com a Academia Nacional Superior de Orquestra na disciplina de Música de Câmara na classe de Paul Wakabayashi. Em 1995 foi finalista, na classe de violino iniciação, do Concurso Juventude Musical Portuguesa. Em 2005 teve menção honrosa no Concurso de arcos Júlio Cardona. Em 2006 participou no Prémio Jovens Músicos, na categoria de Música de Câmara (nível superior), obtendo o 2º prémio. Frequentou Cursos de Violino e Música de Câmara com reputados professores e intérpretes internacionais. Participou, de 1998 a 2002, na Semaine Internationale de Musique, sob a direção de Richard Hortien. Em 2003, no mesmo estágio, tocou a solo o Concerto em Ré Maior de Beethoven. Foi concertino da Orquestra Portuguesa das Escolas de Música 2002, dirigida pelo maestro Vasco Pearce de Azevedo. Nesse ano, foi membro do 4º Estágio Nacional de Orquestra APROARTE, sob a direção de Ernest Schelle. Participou no concerto A Menina do Mar, com direção de Rui Pinheiro e encenação do grupo Lua Cheia, apresentado no projeto educativo «Descobrir a música» na Gulbenkian. Colabora regularmente com a Orquestra Clássica da Beira Interior, Sinfonieta de Lisboa, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Gulbenkian, Camerata Alma Mater, Ensemble 20/21, Orchestrutopica, entre outras formações. É violetista e membro fundador do quarteto ArtZen, com o qual já realizou concertos em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente em Toulouse, Bruxelas e Luxemburgo. Este agrupamento foi laureado no Prémio Jovens Músicos 2007 com o 1º lugar (categoria de música de câmara, nível superior). É também membro da Camerata Alma Mater. Leciona na Escola de Música do Conservatório Nacional e no projeto Orquestra Geração.


Anna Tomasik
 De origem polaca, iniciou os seus estudos em Lodz tendo prosseguido a sua aprendizagem na Academia Chopin de Varsóvia, sob a orientação de Jan Ekier. Licenciou-se em piano com as mais altas classificações em 1979. Simultaneamente terminou, na mesma Academia, o curso de pedagogia. A sua carreira como solista começou ainda enquanto estudante, tendo atuado com a Orquestra Filarmónica de Lodz e realizado vários concertos em todo país. Gravou também na Rádio Nacional Polaca. Em 1982 obteve 3º lugar no Concurso Internacional de Enna, em Itália. Fez também digressões na Grécia e na Alemanha. Para lá da atividade de solista dedicou-se ainda à música de câmara. Foi membro fundador de um trio, que deu concertos na Polónia. A sua atividade pedagógica começou na Escola Superior de Música de Lodz, como professora de piano e acompanhadora. Em simultâneo foi maestrina repetidora da Ópera de Lodz, passando a colaborar posteriormente com os cantores nos vários concertos realizados na Polónia. Em 1984 iniciou a sua atividade em Portugal. Realizou vários concertos por todo país, como solista e integrada em agrupamentos de música de câmara. Como solista atuou com a Orquestra Sinfónica da RTP e a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Em colaboração com Fundação Gulbenkian, atuou como uma das solistas no Festival de Música da Madeira, Açores e Sintra e também no Grande Auditório da Fundação. Atualmente leciona Música de Câmara na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, é professora na Academia Nacional Superior de Orquestra e é pianista da Orquestra Metropolitana de Lisboa, onde realiza anualmente vários recitais de música de câmara desde 1992.