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Joaquim Arena é o vencedor da 5.ª edição do Prémio Literário Arnaldo França

Joaquim Arena é o vencedor da 5.ª edição do Prémio Literário Arnaldo França


O cabo-verdiano Joaquim Arena é o vencedor da 5.ª edição do Prémio Literário Arnaldo França, atribuído pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda em parceria com a Imprensa Nacional de Cabo Verde.

O Sabor da Água da Chuva e Outras Memórias da Amiga Perfeita, de Joaquim Arena, mereceu ser, por unanimidade do júri, o trabalho vencedor da edição de 2022 do Prémio Literário Arnaldo França, um prémio dirigido a cidadãos cabo-verdianos (a residir em Cabo Verde ou no estrangeiro) ou a residentes em Cabo Verde há mais de 5 anos.

A edição de 2022 do Prémio Literário Arnaldo França contou com Manuel Brito-Semedo como presidente do júri, do qual fizeram também parte a professora Maria de Fátima Fernandes e Paula Mendes, a editora-chefe da Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

A propósito de O Sabor da Água da Chuva e Outras Memórias da Amiga Perfeita, o júri disse tratar-se de «uma narrativa epistolar, um género original na literatura cabo-verdiana, feita numa perspetiva interessante de abordagem da realidade cabo-verdiana, bem escrita e de leitura cativante».

Além dos 5 mil euros do valor pecuniário do prémio, Joaquim Arena, que concorreu com o pseudónimo Júlia, deverá ver publicado já no próximo ano o seu trabalho com a chancela das duas editoras públicas: Imprensa Nacional, de Lisboa, e Imprensa Nacional de Cabo Verde.

Joaquim Arena nasceu em 1964, na ilha de São Vicente, Cabo Verde, filho de pai português e mãe cabo-verdiana. Aos seis anos foi viver para Lisboa, onde a família se instalou.

Licenciou-se em Direito e dedicou-se à música e ao jornalismo. No final dos anos noventa regressou a Cabo Verde, onde fundou o jornal O Cidadão, em São Vicente. Mais tarde é assessor cultural da Alliance Française local. Ao mesmo tempo exerce advocacia. Foi ainda conselheiro cultural e de comunicação do Presidente da República de Cabo Verde, entre 2017 e 2021. Joaquim Arena é autor dos livros Um Farol no Deserto (2000, IPC), A Verdade de Chindo Luz (2006, Oficina do Livro), Para Onde Voam as Tartarugas (2010, Caminho) e Siríaco e Mister Charles (Quetzal, 2022). Em 2016, o seu trabalho ensaístico Debaixo da Nossa Pele — Uma Viagem foi distinguido com a menção honrosa do Prémio Imprensa Nacional/Vasco Graça Moura.

De recordar que o propósito da atribuição deste galardão literário é o da promoção da língua portuguesa e do talento literário em Cabo Verde, bem como homenagear a destacada figura da literatura e cultura cabo-verdiana Arnaldo França.

Nas edições anteriores, o Prémio Literário Arnaldo França distinguiu as obras Beato Sabino, de Olavo Delgado Correia (vencedor 2018), O Sonho de Ícaro, de Onestaldo Gonçalves (menção honrosa 2018), Contos de Cabo Verde, de Benvindo Gomes Semedo (vencedor 2019) Sul 1, de Jorge Otávio Soares Silva (vencedor 2020) e Destino Aziago, de José J. Cabral (vencedor 2021).