Conversa Capital com António Saraiva

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Conversa Capital com António Saraiva

Foto: RTP

Entrevista Antena1/Negócios a António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal. Entrevista de Rosário Lira (Antena1) e Celso Filipe (Jornal de Negócios).

O presidente CIP (Confederação Empresarial de Portugal) só aceita o aumento do salário mínimo para os 557 euros em 2017 se o Governo não mexer na legislação laboral.

Para António Saraiva há linhas vermelhas que o governo não vai poder atravessar. Nestas linhas vermelhas inclui, por exemplo, o banco de horas e as férias. Para o presidente da CIP é uma questão de sobrevivência das empresas de tal forma que até coloca como hipótese que uma dia haja uma manifestação de empresários.

António Saraiva lembra que pela aplicação dos indicadores, ganhos produtividade, crescimento economia e inflação, o salario mínimo não subiria para 557 euros que constam do acordo do PS com o BE e portanto só com contrapartidas os patrões podem aceitar.

Assim sendo, entende António Saraiva que "se o Governo quer ter um acordo de concertação social, que inclua o salário mínimo, vai ter de pagar um preço".

António Saraiva prefere um acordo a médio prazo e apesar das dificuldades que adivinha possam existir acredita que o acordo é possível. Também admite que subjacente à existência de um acordo de concertação social vão estar as medidas previstas no próximo Orçamento do Estado. Admite que uma descida do IRC seria vantajosa para alcançar um acordo.

Outra exigência para o próximo Orçamento do Estado é a criação de um fundo que absorva o mal parado da Banca e permita ao sistema renegociar a dívida das empresas e aceitar.

António Saraiva deixa ainda ficar um alerta: se tal como está previsto nas Grandes Opções do Plano, as garantias bancárias forem executadas as consequências terão uma "dimensão incalculável" com as empresas a encerrarem portas e a deixaram muitas pessoas no desemprego.

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