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Associação de Museologia alerta deputados para situação no setor

Associação de Museologia alerta deputados para situação no setor

Lisboa, 27 jan (Lusa) - A Associação Portuguesa de Museologia (APOM) alertou deputados do parlamento para questões como a gratuitidade dos museus, a gestão das coleções e a falta de recursos humanos no setor.

Lusa /

A APOM iniciou na terça-feira, com o PS e o PSD, uma ronda de audiências com todos os grupos parlamentares, reuniões que tem vindo a pedir, no âmbito do início da nova legislatura.

Contactado pela agência Lusa, João Neto, presidente da APOM, disse que foram apresentadas, na terça-feira, às deputadas Gabriela Canavilhas (PS) e Susana Lamas (PSD), as principais preocupações daquela entidade relativamente à situação atual dos museus.

O alargamento da gratuitidade das entradas, em museus e monumentos, para jovens até aos 30 anos, durante os fins de semana e feriados, inserido nas Grandes Opções do Plano (GOP) do Governo para a cultura é uma das preocupações da APOM.

"Não somos contra a gratuitidade. Ela deve existir nalgumas condições, mas é preciso não confundir gratuitidade com maior acessibilidade, porque não é a mesma coisa. E se as entradas gratuitas nos museus se generalizam, pode levar a uma desvalorização do património e do trabalho dos seus profissionais", sustentou João Neto.

A associação alertou também para a situação de falta de recursos humanos no setor e investimento na formação, já que "o turismo tem vindo a crescer progressivamente no país".

Outra preocupação da direção da APOM é a gestão das coleções de arte do país, nomeadamente a polémica coleção Miró, que provém do ex-BPN, a expor em Serralves, no Porto, no outono.

A posição da associação sobre esta coleção vai no sentido da "avaliação das obras, para uma escolha das que devem ou não ficar no país".

Defendeu também, junto dos deputados do PS e do PSD, a necessidade de criar uma maior promoção da cultura na região do Algarve, durante o período de verão.

"Seria uma boa altura para divulgar a existência e atividade dos museus e outros espaços culturais, como as bibliotecas", apelou João Neto, acrescentando que o Governo e o parlamento devem também ter consciência de que "não existe nenhum museu nacional abaixo de Évora".

"Numa altura em que se fala tanto da relação entre a cultura e a coesão nacional, seria importante também descentralizar as grandes exposições, que normalmente ficam concentradas em Lisboa e Porto", sugeriu.

João Neto abordou igualmente ainda a necessidade de revisão da Lei-Quadro dos Museus, "que já tem alguns anos e deveria ser adaptada às novas realidades".

A APOM, que celebrou 50 anos em 2015, distingue, desde 1997, museus, projetos, profissionais e atividades desenvolvidas no setor, com prémios anuais, atribuídos para incentivar a preservação e divulgação do património.

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