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Documentário "Mulheres da Raia" abre terceira edição do festival Periferias de Marvão

Documentário "Mulheres da Raia" abre terceira edição do festival Periferias de Marvão

Marvão, 15 ago (Lusa) - A exibição de "Mulheres da Raia", documentário de Diana Gonçalves, com testemunhos de protagonistas de histórias de contrabando na fronteira do Minho com a Galiza, abre, no próximo dia 27, o III Festival Internacional de Cinema de Marvão.

Lusa /

A abertura da terceira edição do Periferias decorrerá no antigo posto fronteiriço de Galegos, em Marvão, um edifício da autoria do arquiteto Cassiano Branco, onde durante muitos anos foi feito o controlo alfandegário, e que agora reabre as portas para a inauguração do festival, disse hoje à Lusa fonte da organização.

Entre os destaques do festival dedicado ao cinema de autor e às culturas rurais e periféricas, os organizadores citam a secção documental "Histórias no feminino", que inclui um ciclo dedicado à realizadora inglesa Kim Longinotto, conhecida por abordar temas sobre mulheres vítimas de opressão e discriminação, com as obras "Salma", "Dream Girls" e "Pink saris".

Ainda na secção documental, a organização realça "Tales on blindness" ("Contos da cegueira", em tradução livre), um trabalho de Cláudia Alves, numa coprodução Portugal/Índia, apresentada no âmbito do IndieLisboa, em 2014.

A exibição deste documentário está prevista para a linha desativada da antiga estação de comboios da Beirã.

"Hortas di pobreza", de Sara de Souza Correia, outro título da secção documental, é um trabalho que retrata a aldeia guineense de Pobreza, que foi distinguido como a Melhor Longa-metragem do II FesTin -- Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa,

As realizadoras Cláudia Alves, Sara de Sousa Correia e Diana Gonçalves têm presença confirmada no festival, indicou a organização.

Com sessões agendadas para vários pontos do concelho de Marvão, esta edição do Periferias assume especial importância na consolidação do certame, destinado a criar um público de cinema naquela região de fronteira.

A decorrer durante quatro dias, até 30 de agosto, esta edição do festival estende-se, pela primeira vez, à localidade vizinha de Valencia de Alcántara, na província espanhola de Cáceres, numa vertente de cooperação transfronteiriça que a organização pretende reforçar de forma progressiva.

"Taxi", urso de ouro na edição deste ano do Festival de Berlim, do iraniano Jafar Panah, que se encontra em exibição em Lisboa, e "Fado Camané", de Bruno de Almeida, serão também apresentados no festival, que inclui uma extensão particular do IndieLisboa.

Trata-se do IndieJúnior, que apresenta uma seleção de filmes de animação privilegiadamente destinados a públicos mais novos, a exibir nas manhãs de 27 e 28, na casa da cultura de Marvão.

A exibição de "Alentejo, Alentejo", o premiado documentário de Sérgio Tréfaut, no castelo de Valência de Alcántara, e a iniciativa "Filmes em concerto", projeto desenvolvido pela Banda Filarmónica Euterpe, de Portalegre, que alia a música ao cinema, a decorrer na localidade de Portagem, encerram esta edição do festival.

Atividades paralelas, como exposições de pintura e fotografia, uma feira de artesãos e de produtores locais, palestras, espetáculos musicais e animação de rua também fazem parte do progama do III Periferias, que volta a contar com o apoio da autarquia local.

Organizado pela Periferias Associação Cultural, o festival é apoiado por organismos como a Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Alentejo e por parcerias estabelecidas com o Ayuntamiento de Valencia de Alcántara e Festival de Cinema Africano de Córdova.

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