Universidade de Coimbra também quer pintura de Sequeira no Museu de Arte Antiga

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A Universidade de Coimbra vai associar-se à campanha "Vamos pôr o Sequeira no lugar certo", para integrar no acervo do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), a pintura "A adoração dos magos", de Domingos António de Sequeira.

A participação da Universidade de Coimbra (UC) na campanha, que tem um ponto de partida de 3.300 euros, poderá ser aumentada, admite a instituição, num apelo à participação dos antigos estudantes, conforme a nota de imprensa hoje divulgada.

Para que esse contributo possa ser superior, a UC doará mais um pixel por cada antigo estudante que, entretanto, se inscreva na Rede UC (o respetivo registo deverá ser efetuado em www.uc.pt/antigos-estudantes).

De acordo com o desafio lançado pelo MNAA, o valor da pintura "A adoração dos magos", foi dividido em "dez milhões de pixéis, um por cada português".

O objetivo da campanha do MNAA "é garantir que 2015 fique inscrito na História como o ano em que, pela primeira vez, uma obra de arte foi comprada por todos os portugueses".

A doação de 3.300 euros da UC corresponde a 55 mil pixéis, relativos a "um pixel por cada pessoa associada ao Universo UC -- docentes, colaboradores e alunos, bem como os 25 mil antigos alunos ativos na Rede UC -- Rede Antigos Alunos da Universidade de Coimbra".

A campanha "Vamos pôr o Sequeira no lugar certo", promovida pelo MNAA, foi lançada a 27 de outubro de 2015 e termina a 30 de abril deste ano.

Até ao momento, a campanha já consolidou mais de 460 mil euros, segundo o sítio sequeira.publico.pt.

Desde o final de outubro do ano passado, milhares de pessoas, muitas delas anónimas, contribuíram para esta campanha, que também recebeu contributos, entre outros, de câmaras municipais, como a de Cantanhede, de juntas de freguesia, como as da Estrela e de Campo de Ourique, da Sociedade Portuguesa de Autores e da Fundação Luso-Americana, entre outras entidades.

Também houve contribuições de alunos e funcionários da Casa Pia de Lisboa, de alunos da EPIS e da escola Luís António Verney, entre outras, da Fundação Carmona e Costa, do Automóvel Clube de Portugal, do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil e dos galeristas Jorge Welsh e Philippe Mendes.

A Fundação Aga Khan, que contribuiu com 200 mil euros, foi a maior doação até hoje. Por seu turno a ANA - Aeroportos de Portugal anunciou que irá apoiar com 20 mil euros, e a Câmara Municipal do Porto também anunciou que irá entregar 15 mil euros, o mesmo valor dado pela Fundação EDP.

A festa "Domingos no Lux", que decorreu a 20 de março, na discoteca Lux Frágil, em Lisboa, angariou 13 mil euros.

Considerado o pintor de transição do Neoclassicismo para o Romantismo, Domingos António Sequeira, nasceu em Lisboa (1768) e faleceu em Roma (1837), estudou na capital portuguesa (onde foi decorador) e em Itália (com uma pensão de D. Maria I), na Academia Portuguesa em Roma, onde recebeu aulas de António Cavallucci.

Criado em 1881, o MNAA acolhe a mais relevante coleção pública de arte antiga do país, de pintura, escultura e artes decorativas, portuguesas e europeias, e da Expansão Marítima Portuguesa, com exemplares que vão da Idade Média ao século XIX, incluindo o maior número de obras classificadas como tesouros nacionais.

O seu acervo integra os Painéis de São Vicente, de Nuno Gonçalves, e, entre outros tesouros, a Custódia de Belém, de Gil Vicente, mandada lavrar por D. Manuel I, datada de 1506, e Biombos Namban, do final do século XVI, que registam a presença dos portugueses no Japão.

Além de Domingos António de Sequeira, o espólio do Museu possui obras de autores como Grão Vasco, Gregório Lopes, Cristóvão de Morais, Sebastião Rodrigues e Josefa D`Óbidos.

Heronymus Bosch, Piero della Francesca, Hans Holbein, o Velho, Pieter Bruegel, o jovem, Lucas Cranach, Albrecht Dürer, Jan Steen, Pieter de Hooch, van Dyck, Murillo, Ribera, Nicolas Poussin, Tiepolo e Francisco de Zurbarán são alguns dos mestres europeus representados na coleção do MNAA, que em 2014 registou mais de 220 mil entradas.

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