Burocracia e impostos são principais constrangimentos de empresas francesas em Portugal

| Economia

A burocracia e os impostos são os principais constrangimentos identificados pelas empresas francesas em Portugal, com 78% a apontar a burocracia como maior dificuldade, segundo um estudo hoje divulgado sobre o impacto do investimento francês em Portugal.

De acordo com o estudo "Contributo do Investimento Francês para Portugal", realizado pela Universidade Nova de Lisboa, 78% das empresas inquiridas apontaram em 2015 a burocracia como o principal constrangimento, seguindo-se os impostos (68%), as regulações fiscais (66%) e as leis laborais restritivas (61%).

Por outro lado, os aspetos apontados em último lugar como constrangimentos sentidos à realização de investimento em Portugal em 2015 foram a formação inadequada da força de trabalho (17%), o acesso a financiamento (20%) e uma insuficiente capacidade inovadora (22%).

Outra conclusão é que as empresas francesas são as que geram mais valor acrescentado bruto: em 2014, ocupavam o primeiro lugar, à frente de Espanha e da Alemanha, ao passo que, em 2010, as empresas francesas estavam apenas em terceiro lugar neste indicador.

As empresas inquiridas reportaram elevados níveis de investimento, destacando-se a Altice (com um investimento de 7.400 milhões de euros). Já com investimentos entre os 100 e os 400 milhões de euros, o estudo dá o exemplo da Cofidis, da Ardian e da Rubis Energia, e, com investimentos entre os 50 e os 100 milhões, estão empresas como a Castel, a Oneo e a PSA.

Para a realização deste levantamento, os professores que conduziram o estudo recorreram a notícias da imprensa de Portugal e de França, a dados da Informa D&B sobre empresas com último proprietário francês e aos inquéritos a empresas com participação francesa.

Além disso, entrevistaram gestores de empresas francesas e de empresas do setor imobiliário, tendo abrangido 41 empresas, as quais empregam, em média, 553 trabalhadores.

Tópicos:

Castel, Cofidis, Rubis,

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