Douro prevê produzir 278 mil a 300 mil pipas de vinho nesta vindima

| Economia

A Região Demarcada do Douro (RDD) poderá produzir nesta vindima entre as 278 e as 300 mil pipas de vinho, prevendo-se um aumento significativo comparativamente com a colheita do ano passado.

Os dados foram divulgados hoje, em comunicado, pela Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), com sede no Peso da Régua, distrito de Vila Real.

De acordo com a instituição, a expectativa de colheita para este ano aponta para uma produção a rondar onde as 278 e as 300 mil pipas de vinho, mais elevada do que as previsões de 2014 (221 mil e 235 mil pipas de vinho).

No entanto, a ADVID adverte que o resultado final da próxima vindima vai depender das condições climáticas e fitossanitárias que se registarem até setembro.

A quebra de produção de vinho na RDD rondou os 10% na última vindima, um valor que se situou dentro do intervalo indicado pela ADVID.

O ano 2014 foi considerado atípico e instável em termos climáticos, tendo-se caracterizado por uma "grande heterogeneidade de situações" relativamente à quantidade de uvas recolhidas, quer seja entre sub-regiões quer entre cotas, "fruto do impacto das condições climáticas no vingamento e do impacto de doenças e pragas".

As previsões do potencial de colheita são efetuadas com base no modelo pólen, recolhido na fase de floração da videira, entre abril e junho, nas três sub-regiões do Douro: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior.

Apesar deste ano vitícola, em novembro, se ter iniciado com precipitação muito superior à normal, a evolução climática ocorrida nos restantes meses de inverno (dezembro a fevereiro) fez com que esta fosse considerada uma estação fria e seca.

A primavera foi "muito quente e muito seca" e os valores de precipitação foram também inferiores em cerca de 50% a 60% à média da região.

A ADVID destacou ainda a instabilidade climática registada durante o mês de junho, com ocorrência de trovoadas e queda de granizo em alguns locais.

Relativamente às questões fitossanitárias, a reduzida precipitação no inverno e primavera contribuiu para uma baixa pressão da doença do míldio na região.

Quanto ao oídio, as condições climáticas ocorridas em junho (nebulididade, oscilações da temperatura e elevada humidade relativa do ar), associadas ao rápido desenvolvimento vegetativo, proporcionaram condições favoráveis ao desenvolvimento do fungo a partir do final deste mês.

A ADVID é uma associação privada, sem fins lucrativos, criada pelas principais empresas de vinho do Porto com o objetivo de contribuir para a modernização da viticultura do Douro e melhoria da qualidade dos vinhos.

 

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