EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Douro prevê produzir 278 mil a 300 mil pipas de vinho nesta vindima

Douro prevê produzir 278 mil a 300 mil pipas de vinho nesta vindima

Peso da Régua, Vila Real, 17 jul (Lusa) -- A Região Demarcada do Douro (RDD) poderá produzir nesta vindima entre as 278 e as 300 mil pipas de vinho, prevendo-se um aumento significativo comparativamente com a colheita do ano passado.

Lusa /

Os dados foram divulgados hoje, em comunicado, pela Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), com sede no Peso da Régua, distrito de Vila Real.

De acordo com a instituição, a expectativa de colheita para este ano aponta para uma produção a rondar onde as 278 e as 300 mil pipas de vinho, mais elevada do que as previsões de 2014 (221 mil e 235 mil pipas de vinho).

No entanto, a ADVID adverte que o resultado final da próxima vindima vai depender das condições climáticas e fitossanitárias que se registarem até setembro.

A quebra de produção de vinho na RDD rondou os 10% na última vindima, um valor que se situou dentro do intervalo indicado pela ADVID.

O ano 2014 foi considerado atípico e instável em termos climáticos, tendo-se caracterizado por uma "grande heterogeneidade de situações" relativamente à quantidade de uvas recolhidas, quer seja entre sub-regiões quer entre cotas, "fruto do impacto das condições climáticas no vingamento e do impacto de doenças e pragas".

As previsões do potencial de colheita são efetuadas com base no modelo pólen, recolhido na fase de floração da videira, entre abril e junho, nas três sub-regiões do Douro: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior.

Apesar deste ano vitícola, em novembro, se ter iniciado com precipitação muito superior à normal, a evolução climática ocorrida nos restantes meses de inverno (dezembro a fevereiro) fez com que esta fosse considerada uma estação fria e seca.

A primavera foi "muito quente e muito seca" e os valores de precipitação foram também inferiores em cerca de 50% a 60% à média da região.

A ADVID destacou ainda a instabilidade climática registada durante o mês de junho, com ocorrência de trovoadas e queda de granizo em alguns locais.

Relativamente às questões fitossanitárias, a reduzida precipitação no inverno e primavera contribuiu para uma baixa pressão da doença do míldio na região.

Quanto ao oídio, as condições climáticas ocorridas em junho (nebulididade, oscilações da temperatura e elevada humidade relativa do ar), associadas ao rápido desenvolvimento vegetativo, proporcionaram condições favoráveis ao desenvolvimento do fungo a partir do final deste mês.

A ADVID é uma associação privada, sem fins lucrativos, criada pelas principais empresas de vinho do Porto com o objetivo de contribuir para a modernização da viticultura do Douro e melhoria da qualidade dos vinhos.

 

PUB