Macau tem "papel positivo" na ligação da China aos países lusófonos

| Economia

Macau tem desempenhado "um papel positivo" nas relações da China com os países de língua portuguesa e tornou-se "uma importante plataforma de cooperação económica e comercial", afirmou hoje o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Qin Gang.

Questionado pela agência Lusa em Pequim sobre o 15.º aniversário da transferência de poderes em Macau, Qin Gang disse que aquela Região Administrativa Especial da China alcançou "um progresso notável" e "granjeou um alto prestigio e influência internacionais".

"Nos últimos quinze anos, Macau desenvolveu boas relações com os países de língua portuguesa e desempenhou um papel positivo na ligação da China aos países de língua portuguesa", acrescentou.

Qin Gang destacou o "importante papel" do Fórum Macau para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, fundado em 2003.

"Macau tornou-se uma importante plataforma para a cooperação económica e comercial. A China continuará a apoiar o Governo da Região Administrativa Especial de Macau nas suas ligações ao exterior", disse.

O comércio entre a China e os países de língua portuguesa cresceu mais de dez vezes ao longo da última década, atingindo 131,4 mil milhões de dólares (106,8 mil milhões de euros) em 2013.

Macau foi integrado na República Popular da China no dia 20 de dezembro de 1999, segundo a mesma fórmula adotada em Hong Kong, "um país, dois sistemas".

Em resposta à agência Lusa, o porta-voz do MNE salientou que "China e Portugal lidaram corretamente com o regresso de Macau (à administração chinesa), através de consultas e negociações em pé de igualdade" e que a transferência de poderes no território constitui "um marco memorável na História" das relações luso-chinesas.

A China considera Portugal "um país amigo" e "um importante parceiro", disse o porta-voz.

Segundo a fórmula "um país, dois sistemas", exceto nas áreas da Defesa e Relações Externas, que são da competência do Governo central, Macau goza de "um alto grau de autonomia", "é governado por pessoas de Macau" e o português mantém-se como língua oficial, a par do chinês.

As políticas socialistas em vigor no resto do país, nomeadamente o controlo da natalidade, não se aplicam em Macau e a população local pode aceder ao Facebook e a outras redes sociais bloqueadas pelo Governo central chinês.

Como em Hong Kong, que foi integrado na República Popular da China em julho de 1997, a fórmula "um país, dois sistemas" irá vigorar durante pelo menos cinquenta anos.

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