Objetos criados por reclusos decoram loja rural de Ponte de Lima

| Economia

Mesas, cadeiras e candeeiros são alguns dos objetos criados por reclusos de três estabelecimentos prisionais do país que decorram a Loja Rural - Casa Terra que reabriu hoje, em Ponte de Lima, para promover os produtos endógenos do concelho.

"Todo o mobiliário foi feito por reclusos dos estabelecimentos prisionais de Viana do Castelo, o de Custoias, em Matosinhos e o de Paços de Ferreira. Até me arrepio ao ver o resultado final de uma ideia que me foi sugerida pela `designer` Madalena Martins que trabalha comigo", afirmou hoje à Lusa o concessionário do espaço, António Paulino.

O equipamento municipal, que resultou da recuperação da antiga Cadeia das Mulheres está situado em pleno centro histórico daquela vila do Alto Minho e foi concessionado, através de concurso público, por um período de 10 anos, aquele empresário do setor agroalimentar.

"Esta aposta é uma grande responsabilidade. É um espaço que não vai promover não só os produtos da minha empresa mas o todo, Ponte de Lima. A cultura, gastronomia, usos e costumes e o mundo rural", sublinhou.

Adiantou ter em carteira "inúmeros contactos para visitas de empresas de turismo, da grande distribuição, importadores e exportadores".

"O plano é mostrar o que de melhor se faz em Ponte de Lima e este é o espaço ideia. É polivalente. Tanto dá para fazermos sessões de `showcooking` a todo o tipo de iniciativas culturais", especificou.

Na inauguração do espaço, que esteve fechado durante cerca de seis meses devido à conclusão da anterior concessão, o secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza adiantou que "em setembro" deverão abrir as primeiras candidaturas a linhas de apoio previstas no programa Portugal 2020 para a valorização dos produtos endógenos de cada território.

"São linhas de apoio que estavam previstas mas não estavam no terreno e têm duas vertentes. Uma que será gerida pelas Comunidades Intermunicipais (CIM) e outra que vai dinamizada pelos Grupos de Ação Local".

Para o presidente da Câmara de Ponte de Lima, Vítor Mendes (CDS-PP) o espaço hoje reaberto é "um verdadeiro embaixador dos produtos locais, de excelência e de qualidade" que vem ao encontro dos objetivos que a autarquia definiu quando decidiu investir, em 2012, na reabilitação do imóvel "de grande valor patrimonial e histórico" onde funciona a loja rural.

"Aproveitando riqueza gastronómica de Ponte de Lima, este projeto conta com a colaboração de um alargado número de produtores, de vinhos, de compotas, de legumes e frutas, pão e doçaria, carnes e claro os enchidos e fumados da região. A divulgação da cultura limiana estará em destaque, assim como a divulgação do artesanato local que tem ao longo dos últimos anos crescido com grande qualidade", sustentou.

O autarca referiu que a empresa Minho Fumeiro, a quem foi concessionado o espaço, e que vai pagar à Câmara uma renda mensal superior a 1.200 euros, "oferece todas as garantias de uma gestão de qualidade e de boa promoção dos produtos locais por se tratar de uma empresa de referência nacional, distinguida em 2015 pelo IAPMEI - Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento com o estatuto PME Líder".

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