UGT vai defender salário mínimo de pelo menos 525 euros

por Sandra Henriques

Foto: Alice Vilaça/Antena 1

O líder da central sindical revela que deverá ser apresentada uma proposta nesse sentido no Secretariado Nacional em outubro.

Em entrevista ao jornalista da Antena 1 Nuno Rodrigues, Carlos Silva admite que a proposta de aumento que só vai ser aprovada depois das férias não pode ficar abaixo dos 525 euros, embora o valor certo ainda não esteja definido.

O secretário-geral da UGT garante disponibilidade para discutir futuramente a sustentabilidade da Segurança Social com todos os parceiros, visto que “os partidos que estão no poder fazem alguma marcha-atrás – pelo menos de forma aparente – naquilo que podia ser já um corte nas pensões”.

Carlos Silva admite que do ponto de vista da credibilidade externa “o país está hoje melhor do que estava em 2011”, mas recorda que este resultado foi conseguido à custa de sacrifícios e frisa que “do ponto de vista social o país não está bem”.

Quanto à contestação que foi feita nos últimos anos sob a forma de greve, o responsável reconhece que em alguns setores houve uma banalização deste modo de protesto.

Carlos Silva deixa a ressalva de que a greve é a única forma de combater o autismo de muitas administrações de empresas, sobretudo do setor empresarial do Estado.

Entre as batalhas da UGT, o dirigente sindical diz ser fundamental apostar na negociação coletiva, porque é através dela que se agilizam as políticas salariais. As políticas de emprego e a aposta nas competências das pessoas são dois aspetos destacados por Carlos Silva.

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