Primeiro-ministro da Hungria defende que país tem o direito de rejeitar muçulmanos

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O primeiro-ministro húngaro sustentou hoje que a Hungria tem direito a decidir que não quer muitos muçulmanos no seu território e insistiu que "a única resposta" à situação dos refugiados é reforçar as fronteiras.

"Todos os países têm direito a ter um grande número de muçulmanos se quiserem. Se quiserem viver com eles, podem, mas nós não queremos, e creio que temos direito a decidir", afirmou Viktor Orban, durante uma conferência de imprensa, depois de uma reunião com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

O conservador nacionalista Orban adiantou que a Hungria tem 150 anos de experiência em convivência com comunidades muçulmanas e realçou: "Não gostamos das consequências que se veem em outros países".

Por outro lado, Orban escreveu no diário alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung que a quantidade de refugiados muçulmanos que está a chegar à Europa ameaça minar as raízes cristãs da Europa, uma ideia que a chanceler alemã, Angela Merkel, já rejeitou.

"Não podemos esquecer que os que estão a chegar tem uma religião diferente e representa uma cultura profundamente diferente", escreveu o líder húngaro.

"A maioria é muçulmana, não cristã. Esta é uma questão importante, porque a Europa e a cultura europeia têm raízes cristãs", adiantou.

Merkel, cujo país está a receber a maior parte dos refugiados, já exprimiu a sua discordância, durante uma visita a Berna, na Suíça.

"Se se considerarem os valores cristãos, então penso que é importante que a dignidade de todo o ser humano (...) seja protegida sempre que estiver em perigo", disse.

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