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Secretário de Estado do Vaticano recebido em festa em Díli, nos 500 anos da evangelização

Secretário de Estado do Vaticano recebido em festa em Díli, nos 500 anos da evangelização

Díli, 13 ago (Lusa) - O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, foi hoje recebido em festa, por milhares de pessoas, à sua chegada a Díli, para uma visita que coincide com os 500 anos da evangelização de Timor-Leste.

Lusa /

Chefes tradicionais convergiram e acolheram Parolin, em festa, no Aeroporto Nicolau Lobato, em Díli, antes do secretário de Estado (cargo que no Vaticano equivale ao de primeiro-ministro) ser aplaudido por milhares de pessoas na viagem até à residência da Santa Sé, na zona da Praia dos Coqueiros.

A visita - durante a qual será assinada a Concordata, o quadro jurídico das relações bilaterais entre Timor-Leste e o Vaticano - terá como ponto alto uma missa em Taci Tolo na sexta-feira, no mesmo local onde esteve em 1989 o papa João Paulo II.

Coincidindo com a celebração da festa da Assunção de Nossa Senhora, na sexta-feira, a visita é especialmente importante já que é a primeira vez que uma Concordata é assinada fora do Vaticano e porque Parolin é a mais alta individualidade da Igreja Católica a visitar Timor-Leste, desde a visita do papa João Paulo II a Díli a 12 de outubro de 1989.

Para o bispo Basílio do Nascimento, presidente da Conferência Episcopal de Timor-Leste, administrador apostólico de Díli e bispo de Baucau, a visita constitui um momento histórico para Timor-Leste e para os católicos do país.

"É sem dúvida nenhuma. Primeiro porque é o secretário de Estado em pessoa que vem, o que é um privilégio e uma honra para Timor. Depois porque se há alguém em Roma que conhece Timor é ele, porque acompanhou [o país] desde que foi para a vida diplomática", explicou.

"E depois pelo facto, se não me engano de ser a primeira vez que um acordo entre a Santa Sé e um Estado ser assinado fora do Vaticano", disse.

Já para não falar, disse, dos 500 anos da evangelização.

A Concordata vai ser assinada na sexta-feira pelo primeiro-ministro timorense, Rui Maria de Araújo, e por Pietro Parolin.

Numa mensagem divulgada na semana passada o papa Francisco recordou a memória de inúmeros "empreendedores missionários" que tiveram a "coragem" de seguir para Timor-Leste.

Francisco refere-se às comemorações dos 500 anos de evangelização considerando "justo e oportuno que este acontecimento seja recordado adequadamente".

A mensagem do Papa é transmitida numa carta dirigida a Parolin, na qual o pontífice recorda as "incontáveis dificuldades" de quem, há séculos, levou o Evangelho até essa região do globo.

Em comunicado recente, o chefe do executivo timorense referiu que "a Igreja Católica, ao longo de 500 anos, prestou um grande apoio espiritual, humano e material ao povo" de Timor-Leste "tendo também contribuído de forma decisiva para o processo de libertação" do país.

A visita a Timor-Leste ocorre num momento em que o papa Francisco continua a deliberar sobre quem será o sucessor à frente da Diocese de Díli do bispo Alberto Ricardo da Silva, que se tinha demitido do cargo no início do ano, por motivos de saúde e que acabou por morrer a 2 de abril.

ASP // PJA

Lusa/Fim

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