População de Ortiga, em Mação, formaliza Associação de Defesa do Ambiente SOS Tejo
Mação, Santarém, 09 dez (Lusa) - Um grupo de cidadãos da freguesia ribeirinha de Ortiga, em Mação, constituiu formalmente esta semana a Associação de Defesa do Ambiente SOS Tejo para "devolver um rio saudável à população", anunciaram hoje os membros fundadores.
Constituída por 13 membros efetivos e mais alguns suplentes, a associação "decorre de um movimento informal que existia desde abril de 2015 nas redes sociais" (o Observatório Ambiental do Rio Tejo), que reuniu mais de dois mil membros, "e da necessidade" de o movimento ambientalista "ganhar personalidade jurídica", disse à agência Lusa o porta-voz, Sebastião de Mattos.
"A criação deste grupo de apoio ao rio Tejo advém dos últimos acontecimentos sobre descargas poluidoras, desde abril e maio deste ano, sendo nós testemunhas privilegiadas, pois a Ortiga fica na margem direita do rio e num monte sobranceiro ao Tejo. Muitos de entre nós viveram sempre do Tejo e olhamo-lo com respeito, pelo não podemos calar a revolta que sentimos ao ver casos sucessivos de poluição deste recurso natural", destacou.
Constituída por elementos das mais variadas profissões - juristas, motoristas, arquitetos, funcionários públicos e um guarda prisional, entre outros -, a Associação SOS Tejo vai ainda definir, numa reunião a realizar até ao final de dezembro, as atividades a desenvolver em 2016.
"Além da denúncia pública e constante dos atos e ações de poluidores do rio, vamos realizar duas ou três atividades com maior visibilidade relacionadas com o meio hídrico e, porque estamos numa zona entre Vila Velha de Ródão e Abrantes, onde acontecem os maiores casos de poluição, vamos querer desenvolver ações de sensibilização ambiental junto da comunidade escolar", avançou o ambientalista.
Segundo o porta-voz, a associação, que tem Arlindo Marques (funcionário público natural de Ortiga) como presidente, o que move a comunidade "é o dever de cidadania e a esperança em ter um rio mais limpo e saudável".
"Para que amanhã os nossos filhos e netos possam voltar ali a pescar ou a banhar-se, tal como nós fizemos, a exemplo dos nossos pais e dos nossos avós", referiu.