Política
António Costa quer aproximação económica da zona raiana a Espanha
António Costa esta manhã em Idanha-a-Nova fez o balanço dos primeiros 100 dias do seu Governo. O primeiro-ministro lembrou que Portugal está a definhar a vários níveis - em população e em termos económicos, por exemplo - desde o dealbar do século, sendo necessárias novas prioridades.
"Aquilo que temos hoje de fazer é redefinir a função económica do interior e o país precisa muito que isso aconteça. Se não vencermos essa batalha, não sustentamos sequer os graus de coesão" conquistados até agora, afirmou também o primeiro-ministro, sublinhando a importância da Unidade de Missão para o Interior nesta luta.
A Missão vai ser coordenada pela deputada socialista Helena Freitas, e "é da maior importância" para ganhar aquilo a que António Costa designouo de "frente peninsular."
O primeiro-ministro elegeu ainda a descentralização como essencial para a reforma do Estado.
"Se queremos ter uma administração mais eficiente e de melhores resultados temos de apostar na descentralização", afirmou António Costa, considerando-a "a verdadeira pedra angular da reforma do Estado", a todos os níveis do nacional ao local, "para o tornar mais eficiente ao serviço dos portugueses."
"Para isso é necessário alinhar as estratégias e que a Unidade de Missão seja capaz de pôr todo o Governo a trabalhar para este objetivo", disse Costa.
Sexta-feira à noite, o primeior ministro já tinha afirmado que Portugal regressou à "normalidade" nestes 100 dias do seu Governo.
O primeiro-ministro mostrou-se ainda satisfeito com todas as vezes que tem desiludido a oposição.