Política
Paulo Portas diz que não se falará de troika nem de cortes nos próximos quatro anos
O líder nacional do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, garantiu este sábado no Funchal que nos próximos quatro anos "não se falará de 'troika' nem de cortes", realçando que o governo arrumou a casa.
Foto: Lusa/Homem de Gouveia
O dirigente nacional assegurou que nos próximos quatro anos "falar-se-á mais de oportunidades do que de dificuldades", vincando que o governo de coligação PSD/CDS arrumou a casa, "que estava a arder", e os portugueses "criaram as condições para poderem ter uma vida não baseada na excecionalidade, mas baseada na normalidade".
Paulo Portas apelou aos militantes e simpatizantes para não deixarem o país meter-se em aventuras e considerou que "ninguém no seu perfeito juízo" quer voltar à situação de 2011 depois das próximas eleições nacionais.
"Sejamos claros relativamente ao que está em causa. As pessoas sabem o que aconteceu em 2011, uma crise monumental de défice e de dívida, e as pessoas sabem que os socialistas governaram mal, entregaram o país a um precipício, pediram o resgate, negociaram com a 'troika', assinaram o memorando e causaram a recessão inevitável", declarou.
O líder do CDS sublinhou que, em menos de quarto anos e com o esforço dos portugueses, Portugal conseguiu terminar o programa com a 'troika', não pedir mais dinheiro, não pedir mais tempo, não ter segundo resgate, não ter programa cautelar e ainda antecipar o pagamento ao Fundo Monetário Internacional.
"Temos, agora, crescimento económico, o investimento a disparar, a confiança num bom momento, as exportações a subir e a criação de emprego a melhorar", salientou, revelando que no primeiro semestre deste ano foram criadas mais 12% de empresas do que no ano passado.
(com Lusa)