Paulo Portas diz que não se falará de troika nem de cortes nos próximos quatro anos

Paulo Portas diz que não se falará de troika nem de cortes nos próximos quatro anos

O líder nacional do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, garantiu este sábado no Funchal que nos próximos quatro anos "não se falará de 'troika' nem de cortes", realçando que o governo arrumou a casa.

Antena 1 /

Foto: Lusa/Homem de Gouveia

"Nos próximos quatro anos não se falará de 'troika', falar-se-á de recuperação; nos próximos quatro anos não se falará de cortes, falar-se-á de rendimento e da sua progressiva recuperação", disse Paulo Portas durante um jantar comemorativo dos 40 anos do CDS-PP, onde o líder regional, José Manuel Rodrigues, foi apresentado como o cabeça de lista da Madeira às eleições para a Assembleia da República.

O dirigente nacional assegurou que nos próximos quatro anos "falar-se-á mais de oportunidades do que de dificuldades", vincando que o governo de coligação PSD/CDS arrumou a casa, "que estava a arder", e os portugueses "criaram as condições para poderem ter uma vida não baseada na excecionalidade, mas baseada na normalidade".

Paulo Portas apelou aos militantes e simpatizantes para não deixarem o país meter-se em aventuras e considerou que "ninguém no seu perfeito juízo" quer voltar à situação de 2011 depois das próximas eleições nacionais.

"Sejamos claros relativamente ao que está em causa. As pessoas sabem o que aconteceu em 2011, uma crise monumental de défice e de dívida, e as pessoas sabem que os socialistas governaram mal, entregaram o país a um precipício, pediram o resgate, negociaram com a 'troika', assinaram o memorando e causaram a recessão inevitável", declarou.

O líder do CDS sublinhou que, em menos de quarto anos e com o esforço dos portugueses, Portugal conseguiu terminar o programa com a 'troika', não pedir mais dinheiro, não pedir mais tempo, não ter segundo resgate, não ter programa cautelar e ainda antecipar o pagamento ao Fundo Monetário Internacional.

"Temos, agora, crescimento económico, o investimento a disparar, a confiança num bom momento, as exportações a subir e a criação de emprego a melhorar", salientou, revelando que no primeiro semestre deste ano foram criadas mais 12% de empresas do que no ano passado.

(com Lusa)
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