UNESCO põe Açores entre melhores práticas de proteção do património cultural subaquático

UNESCO põe Açores entre melhores práticas de proteção do património cultural subaquático

Ponta Delgada, Açores, 24 jun 2019 (Lusa) -- A Carta Arqueológica Subaquática dos Açores foi designada pela UNESCO como um dos cinco exemplos que representam as melhores práticas para a proteção do património cultural subaquático, a par de projetos em Espanha, França, México e Eslovénia.

Lusa /

De acordo com um comunicado hoje divulgado, a Escavação, Reconstrução, Restauração e Apresentação ao Público da Barcaça Arles-Rhône (França), o Património Cultural Subaquático no Banco Chinchorro (México), a Carta Arqueológica Subaquática dos Açores (Portugal), o Fenómeno do Rio Ljubljanica (Eslovénia) e o Projeto Nuestra Señora de las Mercedes (Espanha) foram designados pela UNESCO como cinco exemplos que representam as melhores práticas para a proteção do património cultural subaquático.

De acordo com o comunicado, os cinco foram designados por recomendação do Conselho Consultivo Científico e Técnico da organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura (STAB/UNESCO), exemplos de boas práticas por serem projetos que promovem o acesso público responsável ao património cultural subaquático, pesquisas científicas e asseguram a sustentabilidade de sítios arqueológicos.

A UNESCO adotou em 2001 a Convenção sobre a Proteção do Património Cultural Subaquático para aumentar a preservação dos vestígios arqueológicos com valor cultural e histórico.

Citada em comunicado, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, refere que a designação destas melhores práticas pela organização promove soluções concretas e diretamente aplicáveis para a proteção do património subaquático, apelando a todos os Estados para que se inspirem neles para ampliar o impulso de proteger esses vestígios importantes.

A Conferência Internacional sobre Património Cultural Subaquático da UNESCO decorreu na semana passada, nos dias 20 e 21 de junho, na sede da UNESCO, e foi presidida por Ghazi Gherairi, embaixador da Tunísia na UNESCO.

Realizada pelo menos uma vez a cada dois anos, esta conferência reúne todas as principais partes interessadas envolvidas na implementação da convenção.

Adotada em 2001, a Convenção para a Protecção do Património Cultural Subaquático visa proteger melhor os milhões de destroços e restos históricos preservados no fundo do mar, lê-se no comunicado, acrescentando este tratado internacional é "uma resposta ao aumento da destruição da herança subaquática exposta aos caçadores de tesouros".

A convenção também visa promover o acesso do público a esse patrimônio e incentivar pesquisas arqueológicas e, até o momento, foi ratificado por 61 países.

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