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Nuno Melo proclama "direito à opinião", depois das críticas à flotilha humanitária

Nuno Melo proclama "direito à opinião", depois das críticas à flotilha humanitária

O comício era autárquico, mas a mensagem foi nacional.

Oriana Barcelos /
"Eu sou ministro da Defesa, exerço uma função enquanto tal, mas isso não significa que o CDS, que é um partido que está numa coligação de governo, se tenha diluído nesse governo. O CDS tem direito a ter opinião e o CDS expressa essa opinião. E é o que eu faço enquanto presidente do CDS", afirmou Nuno Melo, esta noite, na Covilhã.

Tudo por causa das críticas à flotilha que levava a líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, à Faixa de Gaza. 

Ontem, em Mondim de Basto, Nuno Melo classificou a iniciativa de "irresponsável e panfletária". Despiu o fato de Ministro da Defesa e falou enquanto presidente centrista. Voltou a fazê-lo hoje porque, acredita, tem direito a isso.

Acresce que a matéria em causa nem está no acordo que une o partido ao PSD. "O que não é aceitável é que em algum momento se diga: 'bom, o CDS nota-se pouco no governo, e se se nota pouco, já lá foi diluído, qual é a razão de existir?'. Mas, depois, se em algum momento o que o CDS diz contrasta com aquilo que, eventualmente, com toda a legitimidade, o parceiro da coligação possa pensar sobre um tema que não esteja no acordo de coligação, então a conversa é a de que o CDS não é solidário. Meus amigos, nós não podemos perder sempre", defende Nuno Melo.

Para o presidente do CDS-PP, a capacidade de expressar opinião é prova de vida para o partido. E o partido, garante Nuno Melo, faz falta e está cá para ficar.
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