Jardim solidário com Marques Mendes pede demissão da Distrital de Lisboa
O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, está solidário com o líder nacional do PSD, Marques Mendes, e defende hoje a demissão da Comissão Política de Lisboa do partido, porque "só fez asneiras".
"O líder do partido fez bem em antecipar as eleições directas para a liderança do partido, a responsabilidade da derrota é da Comissão Política Distrital de Lisboa que só fez asneiras em neste processo", disse o governante madeirense e presidente do PSD-M à comunicação social à chegada à Quinta Vigia, sede da Presidência do Governo Regional.
"A Comissão Política Distrital de Lisboa só tem uma atitude decente que é pedir a demissão, foi tudo um desastre", referiu, depois de salientar que o candidato do PSD, Fernando Negrão, "era bom e ainda muito fez".
"Vamos para eleições para clarificar o PSD, o problema do PSD é a combatividade", opinou.
Disse estar esperançado que Marques Mendes vai continuar a ser líder do PSD mas aconselha: "precisa de uma outra equipa, mais combativa, isto não vai com o politicamente correcto".
"Eu estou farto daqueles grupinhos, grupelhos e grupúsculos que se formam em Lisboa, o centro de interesses do PSD não pode estar em Lisboa", avisa.
Alberto João Jardim fez estes comentários depois de frisar que não ligou muito ao que se passava na "capital do defunto império": "Lisboa é hoje uma civilização política completamente diferente da civilização política madeirense".
Adiantou que o sistema político do país está numa "profunda crise" de que é expressão a elevada abstenção "numas eleições para a capital do defunto império, já não é o Verão, já não é o calor, já não é o mês de Julho, é de facto uma forte contestação".
Apontou ainda como exemplo da crise do sistema político o facto de haver pessoas que não são propostos pelos partidos "a fazer melhores resultados que os partidos implantados no sistema político há 30 anos".
"No meio disto tudo - continuou - o PS faz papel de tontinho, a cantar uma vitória que não é significativa, que não chegou aos 30 por cento. Isto é psicadélico", concluiu.
As eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa foram ganhas domingo pelo candidato do PS, António Costa, que obteve seis mandatos (29,54 por cento), enquanto o candidato do PSD, Fernando Negrão, elegeu três mandatos (15,74 por cento), tendo ficado atrás de Carmona Rodrigues com igual número de mandatos mas com maior percentagem eleitoral (16,70 por cento).