As regiões afetadas pelas tempestades do início do ano estão a entrar na "primavera da reconstrução"

As regiões afetadas pelas tempestades do início do ano estão a entrar na "primavera da reconstrução"

O CEO do Banco Português do Fomento rejeita críticas de atrasos. Diz que todos os meses vai às regiões afetadas e que o que vê são empresários "satisfeitos, agradecidos e reconhecidos".

Rosário Lira /

Imagem e edição vídeo: Pedro Chitas

Entrevistado no programa Conversa Capital, Gonçalo Regalado adianta que no último mês praticamente não têm chegado candidaturas e que o processo está a entrar "na primavera da reconstrução" e a verba de 2 mil milhões de euros prevista "será excedentária". 

Relativamente à habitação, e em concreto aos 4 mil milhões que o Banco Português do Fomento tem para apoiar até 2028 a construção e reabilitação de casas a custos acessíveis, Gonçalo Regalado revela que há desde já uma boa procura dos municípios e em termos gerais acredita numa boa ativação, mas também adianta que "não há uma bala de ouro" para resolver este problema.

Quanto ao impacto da crise do Médio Oriente na economia e nas intenções de investimento das empresas, o CEO do Banco Português do Fomento diz que há vários investimentos à espera do melhor momento para arrancar. Ainda assim, Gonçalo Regalado diz que as empresas portuguesas "estão muito melhores e recomendam-se". Adianta que Portugal foi a "economia do ano de 2025" e acredita que em 2026 vai ficar no "top3". 

Nesta entrevista, deixa ainda críticas. Diz que o Banco Português do Fomento é a instituição em Portugal com mais reguladores a supervisionar. "Temos mais gente a regular, a supervisionar, a opinar do que a trabalhar", atira. 
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