Conversa Capital com Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP

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Conversa Capital com Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP

Foto: Antena 1


A AHRESP vai insistir na descida do IVA da restauração para os 10%, à semelhança do que se passa noutros países europeus. A Secretária-geral da Associação da Hotelaria Restauração e Similares de Portugal, em entrevista à A1 e ao Jornal de Negócios, lembra que continua em vigor uma autorização legislativa que permite fazer avançar a medida, ou pelo menos, colocar a 13% alguns produtos que ainda não foram incluídos. Se tivesse de optar entre a descida do IRC ou do IVA, Ana Jacinto optaria pela descida do IVA.
650 euros de salário mínimo em 2020 é muito.
A Secretária-geral da AHRESP lembra que a tabela da associação negociada com o sindicato é construída em cima do valor do salário mínimo por isso se aumentar muito o "impacto será enorme" e deixa de existir diferenciação.
Ana Jacinto diz ainda que as 35 horas no privado vão ter impacto na contratação de trabalhadores.
A Secretária-geral da AHRESP espera, por isso, que a medida não seja aprovada porque representa mais custos para as empresas no pagamento de horas extraordinárias numa altura em que o sector continua a ter falta de mão de obra, qualificada e não só.
Eliminação do plástico na restauração tem de ser gradual
A Secretária geral da AHRESP lembra que já há muito que a associação faz a recolha de resíduos de embalagens de "tara" perdida mas considera que substituir o plástico na restauração ainda tem custos elevados porque faltam alternativas e há mesmo sectores onde para já só se pode trabalhar com plástico. Por isso recomenda: "É preciso ter calma. Não se pode fazer tudo do pé para a mão".
Quanto à "Lei das beatas" diz que é eleitoralista. Ana Jacinto lembra que a nova lei tem impactos e custos que não vão ser compensados e acrescenta que de nada adianta os empresários andarem de vassoura na mão se não forem feitas campanhas de sensibilização.
Era prudente não aumentar taxa turística em Lisboa
Ana Jacinto considera que, depois do aumento do ano passado para o dobro, era prudente não voltar a aumentar a taxa em Lisboa e recomenda aos outros municípios, que agora estão a introduzir este encargo no resto do território, decidam em conjunto com os empresários a melhor forma de reinvestir a receita proveniente da taxa.


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