Conversa Capital com José Veiga Sarmento

Conversa Capital com José Veiga Sarmento

O presidente da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património critica o novo modelo de supervisão do sistema bancário

Antena 1 /

Foto: Antena 1

É mais uma voz contra o novo modelo de supervisão do sistema bancário em curso. 

Em entrevista à Antena1 e ao Jornal de Negócios, o presidente da APFIPP (Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património) considera que a proposta de supervisão apresentada pelo governo não resolve os problemas identificados no passado, relacionados com as falhas da supervisão e que "destruíram" o sistema financeiro.

Segundo José Veiga Sarmento, Portugal perdeu uma oportunidade para criar uma entidade única de supervisão. Adianta que o que está previsto significa "construir sobre o velho e acrescentar estrutura e custos a uma estrutura que precisava de maior eficiência e mais poder de intervenção". 
Para o presidente da APFIPP a "ambição falhou", mas mais do que isso, as criticas feitas no passado às falhas da supervisão "responsáveis pela destruição do sistema financeiro continuam válidas".

Nesta entrevista, o presidente da APFIPP acusa o governo de ter "medo" de um sistema misto de segurança social, de afastar os operadores privados e de estar a passar uma mensagem errada aos portugueses quando lhes diz: "O Estado toma conta de vocês e o Estado vai garantir-vos as reformas". Segundo José Veiga Sarmento, "o governo tem medo da palavra misto porque incorporou como conceito ideológico que os privados vão destruir a sustentabilidade da segurança social". Para o presidente da APFIPP, a prova disso mesmo está no facto de ter criado um produto publico, complementar à reforma, os certificados do tesouro, "tal é o medo de deixar os gestores privados entrar" no sistema. 

José Veiga Sarmento revela ainda preocupação pelos "níveis tão baixos" da poupança que fazem com que seja "irrelevante" e sugere ao governo que actue criando incentivos fiscais ou tornando a poupança para a reforma obrigatória, tendência que está a ser seguida por muitos países europeus. 

Uma entrevista que pode ver e ouvir na íntegra aqui:



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