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Conversa Capital com Óscar Gaspar, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada

Conversa Capital com Óscar Gaspar, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada

Se o governo quisesse podia acabar com a lista de espera das cirurgias. A convicção é do presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada.

Antena 1 /

Foto: Antena1

Em entrevista à Antena1 e ao Jornal de Negócios, Óscar Gaspar garante que se o governo quisesse, podia fazer um pacto com os hospitais privados e as misericórdias, para acabar com a lista de espera nas cirurgias. Considera que se isso não acontece, não é só por questões orçamentais, é porque também existe um preconceito ideológico. Atualmente, segundo Óscar Gaspar a divida do Estado aos privados ronda os 30 milhões de euros e continua sem ser paga.

Relativamente às negociações com a ADSE, que levaram no ano passado os privados a ameaçar rasgar os acordos com o Estado, Óscar Gaspar admite que o atual ponto de situação "não é sustentável por muito mais tempo" porque o governo continua sem apresentar as tabelas da ADSE aos privados. Quando questionado sobre a possibilidade dos privados suspenderem novamente os acordos com a ADSE, o presidente da APHP considera que a situação é "muito grave e muito urgente". Os acordos assinados com os grupos privados vigoraram ate 31 de dezembro foram prorrogados até 31 de março mas ainda assim Óscar Gaspar considera que não é admissível que tenha passado um ano sem as "prometidas tabelas aparecerem e serem discutidas”. Os privados estão contra um corte transversal nas tabelas mas Óscar Gaspar admite que há preços que podem baixar.

Os hospitais privados estão a crescer cerca de 5 por cento ao ano e este ano o volume de negócios deve atingir os 2 mil e 300 milhões de euros. Óscar Gaspar revelou ainda que os hospitais privados servem 4 milhões de portugueses por ano e, as consultas de especialidade, já representam mais de um terço do total de consultas efetuadas em todo o sistema. Os investimentos vão continuar e neste momento há cerca de 500 milhões de euros de investimento em curso.

O presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada garantiu ainda nesta entrevista que há "desde a primeira hora" uma disponibilidade dos privados para receber doentes da COVID19. Ainda não foram convocados mas, se for necessário, "estão preparados internamente para dar resposta". Até agora, por indicação da DGS, os casos suspeitos que aparecem no privado são encaminhados para o SNS mas "se for necessário receber doentes, os privados tem vindo a preparar-se e têm condições técnicas e humanas para fazer internamentos”.

Pode ver aqui na íntegra esta entrevista de Óscar Gaspar, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, a Rosário Lira (Antena1) e Catarina Almeida Pereira (Jornal de Negócios):


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