Economia
Conversa Capital
Governador do Banco de Portugal é favorável a um aumento da taxa de juro já em junho
Álvaro Santos Pereira defende que "é importante, quando existem possíveis espirais inflacionistas, que atuemos rapidamente".
Imagem e edição vídeo: Pedro Chitas
O Governador do Banco de Portugal (BdP) revela, em entrevista ao programa Conversa Capital, da Antena 1 e do Jornal de Negócios, que os reguladores financeiros vão apresentar um relatório sobre captação de poupança.
Álvaro Santos Pereira entende que "a remuneração à poupança neste pais é muito baixa".
O Governador do BdP acredita que não há risco de estagflação e que não há desaceleração da economia, há é uma aceleração dos preços.
Nesta entrevista avisa que as tempestades e os apoios às empresas e às famílias na sequência da crise energética vão ter impacto na questão orçamental.
O responsável pelo BdP não tem dúvidas: "temos de arranjar maneira de subir os salários neste país", e defende para o setor laboral o modelo de flexigurança. Diz que o sistema continua a ser "muito rígido" do "meio do século XIX" e, "eu prefiro proteger as pessoas e não estar a proteger ideologias".
Sobre a Segurança Social afirma que "é ridículo" e "uma ignorância total" achar-se que em Portugal se quer privatizar o sistema.
Álvaro Santos Pereira quer que a taxa de crescimento do crédito à habitação, que atualmente se situa nos dez por cento, abrande e fala em "tentação de facilitar demasiado" e em relaxamento das regras por parte de alguns bancos na concessão de credito bancário. "Não podemos voltar a cometer os erros do passado", avisa.
Relembra que o BES foi a "maior fraude financeira que o país viveu" e elogia o antigo Governador do BDP, carlos Costa.
Nesta entrevista esclarece ainda a compra de ações de empresas do sector não financeiro, já depois da tomada de posse. Garante que foi um "mal entendido" e que preferia que não tivesse acontecido.
O Governador do BdP acredita que não há risco de estagflação e que não há desaceleração da economia, há é uma aceleração dos preços.
Nesta entrevista avisa que as tempestades e os apoios às empresas e às famílias na sequência da crise energética vão ter impacto na questão orçamental.
O responsável pelo BdP não tem dúvidas: "temos de arranjar maneira de subir os salários neste país", e defende para o setor laboral o modelo de flexigurança. Diz que o sistema continua a ser "muito rígido" do "meio do século XIX" e, "eu prefiro proteger as pessoas e não estar a proteger ideologias".
Sobre a Segurança Social afirma que "é ridículo" e "uma ignorância total" achar-se que em Portugal se quer privatizar o sistema.
Álvaro Santos Pereira quer que a taxa de crescimento do crédito à habitação, que atualmente se situa nos dez por cento, abrande e fala em "tentação de facilitar demasiado" e em relaxamento das regras por parte de alguns bancos na concessão de credito bancário. "Não podemos voltar a cometer os erros do passado", avisa.
Relembra que o BES foi a "maior fraude financeira que o país viveu" e elogia o antigo Governador do BDP, carlos Costa.
Nesta entrevista esclarece ainda a compra de ações de empresas do sector não financeiro, já depois da tomada de posse. Garante que foi um "mal entendido" e que preferia que não tivesse acontecido.
Entrevista conduzida por Rosário Lira, da Antena 1, e Paulo Moutinho, do Jornal de Negócios.