A avaria no ar condicionado do edifício dos Juízos Criminais de Lisboa, que desde terça-feira provocou o adiamento de alguns julgamentos, deverá estar resolvida até ao final da semana, disse à Lusa fonte oficial.
Avaria no ar condicionado dos Juízos Criminais de Lisboa repararada esta semana
A avaria ocorreu segunda-feira e motivou o adiamento de alguns julgamentos devido às altas temperaturas que se fizeram sentir no edifício da Rua Pinheiro Chagas.
Fonte do Ministério da Justiça adiantou à Agência Lusa que a tutela está "atenta" ao problema e que já foi contactada uma empresa de reparação, cujos técnicos estiveram hoje de manhã no tribunal.
Na sequência da deslocação destes técnicos, o sistema de ar condicionado chegou a ser reparado, mas voltou a ir abaixo devido a um problema registado no arranque da energia, prevendo-se que seja agora resolvido até ao final da semana.
Além dos funcionários da empresa de reparação, estiveram hoje no tribunal técnicos da Direcção-Geral da Administração da Justiça e a adjunta do gabinete do secretário de Estado da Administração Judiciária, para avaliar a situação.
O edifício dos Juízos Criminais de Lisboa, onde trabalham cerca de 160 pessoas, precisa de obras de remodelação do sistema de ventilação e ar condicionado e da instalação eléctrica, além de trabalhos de construção civil.
Há alguns meses, os Juízos Criminais de Lisboa foram alvo de uma inspecção da Direcção-Geral de Saúde, que concluiu que o edifício, construído para habitação, apresentava deficiências, designadamente na rede eléctrica e de renovação de ar, e que as condições de trabalho eram deficientes.
A juíza presidente Graça Mira explicou hoje à Lusa que as obras só não avançaram durante o período de férias judiciais, como chegou a estar previsto, porque o seu valor era demasiado avultado para permitir uma adjudicação directa.
"Como se constatou que o valor da obra era muito superior ao que se pensava, teve de ser aberto um concurso público, um procedimento que obedece a prazos e que esteve a correr durante as férias", explicou, contrariando, assim, a versão avançada terça-feira pela Direcção-Geral da Administração da Justiça, segundo a qual os trabalhos foram suspensos por decisão da magistrada.
Segundo a juíza presidente, a obra será adjudicada em Outubro e os trabalhos terão início assim que houver uma mudança de instalações dos serviços do tribunal.
"É absolutamente incompatível manter os serviços ao mesmo tempo que decorrem as obras, já que estas são extremamente avultadas.
Por isso, há que acautelar a mudança", afirmou Graça Mira.