Mundo
COVID-19
Viajar de carro nunca foi tão rápido. Pandemia deixou as estradas vazias
O volume de trânsito registado nas principais cidades do mundo, entre as quais Lisboa e Porto, diminuiu drasticamente durante a pandemia de Covid-19, que levou vários governos a impor restrições à circulação dos habitantes. Os dados são da empresa de tecnologia TomTom, que tem registado o volume de trânsito em centenas de cidades com base nos dados dos utilizadores dos seus sistemas de navegação.
Um índice divulgado pela TomTom permite agora saber quão mais demorada seria determinada viagem se esta se realizasse nas condições habituais de trânsito e não nas condições que estão a ser proporcionadas pela pandemia de Covid-19.
Em Lisboa, verifica-se que o índice de congestionamento chegou a ultrapassar, em janeiro e fevereiro, os 100 por cento, o que significa que uma viagem podia demorar mais do que o dobro do tempo a ser realizada do que demoraria em estradas vazias.
A partir de meados de março o cenário muda. Na altura em que Portugal entrou em estado de emergência e o Governo anunciou a imposição de medidas de contenção, entre as quais o confinamento domiciliário e a adoção do teletrabalho sempre que possível, os carros de grande parte dos portugueses passaram a ficar à porta.

O gráfico mostra que, a partir dessa data, as viagens de automóvel passaram a demorar praticamente tanto tempo como se não existissem mais carros nas estradas. No máximo, uma viagem passou a ser apenas cerca de 28 por cento mais demorada do que o normal.
Se olharmos para os dados desta segunda-feira, que numa situação habitual seria dia de trabalho para a maioria dos portugueses, vemos que às 08h00 o trânsito registado em Lisboa rondou apenas os seis por cento. Em 2019, no mesmo dia e à mesma hora, rondava os 65 por cento, em média. A descida de 59 por cento do tráfego permite constatar que as medidas de contenção do Governo estão, efetivamente, a ser cumpridas.

Descidas da mesma ordem foram registadas em Lisboa nos restantes dias úteis desta semana em comparação com o período homólogo de 2019, tanto à hora de ida para o trabalho, como à hora de regresso – o maior volume de trânsito em ambos os anos é registado às 18h00.
Aos fins de semana, os lisboetas circulam atualmente ainda menos com o carro, pelo que o trânsito registado no sábado e no domingo se manteve quase nulo. Em 2019 chegou a rondar os 28 por cento, e agora não ultrapassou os cinco.
No Porto, a tendência é semelhante. Entre janeiro e meados de março deste ano as viagens chegaram a demorar quase o triplo do tempo devido ao congestionamento, algo que se alterou abruptamente com a declaração do estado de emergência em Portugal.

Esta segunda-feira, às 08h00, o trânsito no Porto fixou-se nos 12 por cento, enquanto que no período homólogo rondou os 64 pontos percentuais. Estes números significam uma descida de 52 por cento e assemelham-se aos registados nos dias úteis da semana passada, em comparação com a mesma semana de 2019.

O estado de emergência em Portugal poderá ser levantado já no próximo dia 4 de maio, e se tal acontecer é fácil prever que os números relativos ao congestionamento nas estradas do país voltem a subir, uma vez que parte da população que se encontra agora em casa deverá poder regressar ao trabalho.
Trânsito no resto do mundo
Também fora de Portugal o trânsito tem sofrido alterações. Na cidade chinesa de Wuhan, onde a pandemia teve início e onde entretanto já foram levantadas restrições, o tráfego está a regressar aos níveis registados antes das dez semanas de quarentena domiciliária imposta aos cidadãos.
Em Estocolmo o caso é muito diferente. Ao contrário dos restantes países europeus, a Suécia resistiu à imposição de restrições, apesar de apelar ao distanciamento social. Por essa razão, os níveis de trânsito mantiveram-se muito semelhantes desde janeiro deste ano até ao momento, notando-se, ainda assim, um decréscimo a partir de meados de março.
Os dados da TomTom permitem ainda verificar que, de 2018 para 2019, houve um aumento do tráfego em 239 cidades do mundo. Duas delas foram as maiores cidades portuguesas. Em Lisboa, o congestionamento aumentou um ponto percentual nesse ano, e no Porto a subida foi de três por cento.
No mesmo período, foram apenas 63 as cidades a registar menos trânsito, no total de 416 cidades analisadas pela empresa de sistemas de navegação.
Em Lisboa, verifica-se que o índice de congestionamento chegou a ultrapassar, em janeiro e fevereiro, os 100 por cento, o que significa que uma viagem podia demorar mais do que o dobro do tempo a ser realizada do que demoraria em estradas vazias.
A partir de meados de março o cenário muda. Na altura em que Portugal entrou em estado de emergência e o Governo anunciou a imposição de medidas de contenção, entre as quais o confinamento domiciliário e a adoção do teletrabalho sempre que possível, os carros de grande parte dos portugueses passaram a ficar à porta.
Fonte: The Guardian
Se olharmos para os dados desta segunda-feira, que numa situação habitual seria dia de trabalho para a maioria dos portugueses, vemos que às 08h00 o trânsito registado em Lisboa rondou apenas os seis por cento. Em 2019, no mesmo dia e à mesma hora, rondava os 65 por cento, em média. A descida de 59 por cento do tráfego permite constatar que as medidas de contenção do Governo estão, efetivamente, a ser cumpridas.
Fonte: TomTom
Aos fins de semana, os lisboetas circulam atualmente ainda menos com o carro, pelo que o trânsito registado no sábado e no domingo se manteve quase nulo. Em 2019 chegou a rondar os 28 por cento, e agora não ultrapassou os cinco.
No Porto, a tendência é semelhante. Entre janeiro e meados de março deste ano as viagens chegaram a demorar quase o triplo do tempo devido ao congestionamento, algo que se alterou abruptamente com a declaração do estado de emergência em Portugal.
Fonte: The Guardian
Fonte: TomTom
Trânsito no resto do mundo
Também fora de Portugal o trânsito tem sofrido alterações. Na cidade chinesa de Wuhan, onde a pandemia teve início e onde entretanto já foram levantadas restrições, o tráfego está a regressar aos níveis registados antes das dez semanas de quarentena domiciliária imposta aos cidadãos.
Em Estocolmo o caso é muito diferente. Ao contrário dos restantes países europeus, a Suécia resistiu à imposição de restrições, apesar de apelar ao distanciamento social. Por essa razão, os níveis de trânsito mantiveram-se muito semelhantes desde janeiro deste ano até ao momento, notando-se, ainda assim, um decréscimo a partir de meados de março.
Os dados da TomTom permitem ainda verificar que, de 2018 para 2019, houve um aumento do tráfego em 239 cidades do mundo. Duas delas foram as maiores cidades portuguesas. Em Lisboa, o congestionamento aumentou um ponto percentual nesse ano, e no Porto a subida foi de três por cento.
No mesmo período, foram apenas 63 as cidades a registar menos trânsito, no total de 416 cidades analisadas pela empresa de sistemas de navegação.