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Agostinho Ribeiro deixa Museu Nacional Grão Vasco, de Viseu, no final do mês

Agostinho Ribeiro deixa Museu Nacional Grão Vasco, de Viseu, no final do mês

Viseu, 18 jan (Lusa) - O diretor do Museu Nacional Grão Vasco em Viseu, Agostinho Ribeiro, disse hoje que só se manterá neste cargo até ao dia 31, quando acaba a sua comissão de serviço, uma vez que recusou a ficar em gestão corrente.

Lusa /

"Escusei-me desse exercício porque as comemorações do centenário do museu ainda estão a decorrer e acho que um diretor em gestão corrente ficaria menorizado, o que não seria abonatório", justificou Agostinho Ribeiro, em declarações à agência Lusa.

Na sua opinião, é preferível que, a partir do dia 31, seja colocada no Museu Nacional Grão Vasco uma pessoa em regime de substituição que "dê continuidade ao trabalho dentro de parâmetros que mantenham a dignidade institucional e um bom exercício, que favoreçam a conclusão das comemorações, o prestígio, a dignidade e o bom nome" da instituição.

No final de 2016, Agostinho Ribeiro foi informado de que a sua comissão de serviço como diretor do Museu Nacional Grão Vasco não seria renovada.

A 21 de dezembro, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) informou que vai realizar concursos para nomear diretores dos museus, palácios e monumentos dependentes deste organismo que se encontrem em fim de comissão de serviço.

Agostinho Ribeiro disse à Lusa que se manteve em silêncio até hoje porque tinha interposto recurso hierárquico ao ministro da Cultura.

"Os prazos já foram ultrapassados e não houve decisão do recurso. Entendo que a ausência de resposta corresponderá ao valimento do despacho, que eu considero que desrespeita o Estatuto do Pessoal Dirigente (da Administração Pública)", explicou.

Agostinho Ribeiro lamentou que tenha de sair do museu de Viseu, porque se sentia motivado para continuar a desenvolver atividades que o dignificassem.

"Solicitei a minha renovação, não me foi concedida, interpus recurso e não obtive resposta. Portanto, a partir de agora, deixo que a coisa corra, não posso fazer mais nada", acrescentou.

A saída de Agostinho Ribeiro levou a que tivesse recebido muitas manifestações de apoio, como, por exemplo, da Câmara e da Assembleia Municipal de Viseu, que pediram ao Governo que fosse reconduzido no cargo.

Hoje, Agostinho Ribeiro deixou "um agradecimento público, especialmente a Viseu", na sua página da rede social Facebook.

"Agradeço às entidades e pessoas que estiveram connosco envolvidas, apoiando e colaborando positivamente nas atividades museológicas, académicas, artísticas e sociais deste museu, em múltiplos projetos realizados ao longo dos últimos três anos em que tive o privilégio de o dirigir e desejo profundamente que seja dada continuidade à afirmação e visibilidade cada vez maior do nosso museu", refere.

Segundo Agostinho Ribeiro, nestes três anos registaram-se "muito bons resultados operacionais, com aumentos significativos em todos os dados mensuráveis", como "um crescimento médio anual de 24% nas receitas e de 19% nas entradas".

No ano do centenário, o crescimento do número de visitantes "atingiu a gratificante percentagem de mais 33%", tendo-se fixado nos "114.568 visitantes o número absoluto de entradas, muito acima dos 100.000 visitantes" que tinham sido colocados como meta.

"Somos hoje o quinto museu do Estado (DGPC) mais visitado, e o primeiro fora de Lisboa", sublinhou.

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