"Amy, Amy, Amy", biografia não autorizada de Amy Winehouse editada m Portugal

Lisboa, 30 Mai (Lusa) - A curta, mas preenchida carreira artística da cantora britânica Amy Winehouse foi passada a pente fino pelo jornalista Nick Johnstone na biografia não autorizada "Amy, Amy, Amy", que a editora Quinta Essência acaba de lançar em Portugal.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Numa altura em que Amy Winehouse se estreia ao vivo em Portugal, hoje no Rock in Rio Lisboa, a editora lança esta biografia que conta, em pouco mais de 200 páginas ilustradas por várias fotografias, a vida da "rapariga de vinte anos que canta com se tivesse 40".

Apesar de Amy Winehouse se ter recusado a falar com o jornalista britânico para este livro, Nick Johnstone traça o percurso possível da cantora, que viveu num bairro judeu de Londres, estudou em várias escolas artísticas e que adora Frank Sinatra e as Salt N´Pepa.

Amy Winehouse nasceu a 14 de Setembro de 1983, filha de uma técnica farmacêutica e de um vendedor de vidros. Tem um irmão mais velho e um tio que é trompetista profissional.

Recorrendo a dezenas de entrevistas, artigos e reportagens, Nick Johnstone conta que na adolescência Amy Winehouse ouviu com insistência Madonna, TLC, Salt N´Pepa, Mos Def, Beastie Boys, mas também Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan, o que explica em parte o ecletismo da sua música, que convoca o jazz, o hip hop, a soul e o r&b.

Fez parte da Orquestra Nacional Juvenil de Jazz, formou com a sua amiga de infância Juliette Ashby as Sweet´N´Sour e assinou contrato com uma editora discográfica aind não tinha 20 anos.

A forma improvisada e inesperada como compõe, o sucesso do álbum de estreia "Frank" em 2003 e os prémios que arrecadou são dissecados nesta biografia, sem esquecer o diagnóstico de depressão, os comportamentos de auto-mutilação e as sequelas deixadas pelo divórcio dos pais.

Há ainda o relacionamento com o marido, Blake Fielder-Civil, actualmente detido, as curas e desintoxicações de droga e álcool e o novo sucesso de "Black", com o qual Amy venceu em Fevereiro cinco Grammy, a primeira artista britânica a conseguir esse feito.

Fala-se que Amy Winehouse está a preparar o terceiro álbum, mas sabe-se mais sobre a pública vida privada do que o futuro musical da cantora.

Para Nick Johnstone, "Amy Winehouse é autêntica, uma artista genuína exposta pelas brilhantes luzes da ribalta", cuja vida pessoal "é sangue para tubarões".

"Compramos os jornais e as revistas, seguimos o drama, ficamos sem palavras com as fotos mais recentes. Ou seja tornámo-nos parte desse jogo de adivinhas gigantes: qual é o problema de Amy Winehouse", pergunta o autor.

PUB