Arquitetura portuguesa "ficou mais pobre" com a morte de António Pardal Monteiro - SEC
Lisboa, 19 nov (Lusa) - O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, lamentou hoje a morte do arquiteto António Pardal Monteiro, aos 84 anos, sublinhando que deixa "mais pobre" a arquitetura e a cultura portuguesas.
Num comunicado enviado à agência Lusa, o gabinete do secretário de Estado salienta que o desaparecimento do arquiteto, falecido no sábado, em Lisboa, vítima de doença prolongada, deixa a arquitetura portuguesa "de luto".
António Pardal Monteiro, "é um nome que ficará para sempre ligado à conceção e construção de importantes edifícios da arquitetura pública portuguesa, de que se destaca a Biblioteca Nacional de Portugal", segundo Jorge Barreto Xavier.
O responsável pela tutela da cultura recorda ainda, na nota de pesar, "a linhagem desta família de arquitetos", fundada por Porfírio Pardal Monteiro (1897-1957).
Porfírio Pardal Monteiro deixou ao sobrinho, em meados da década de 50 do século XX, um conjunto relevante de obras públicas em curso, como a Biblioteca Nacional e a Reitoria da Universidade de Lisboa.
No caso da Biblioteca Nacional, são ainda da sua autoria os recentes projetos de ampliação e remodelação da Torre de Depósitos, em fase de conclusão, através do atelier onde também trabalham os filhos, João e Manuel Pardal Monteiro.
Entre outros, são da sua autoria os projetos do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge e a Escola Nacional de Saúde Pública.
A docência foi outra grande paixão do arquiteto, professor da Faculdade de Arquitetura de Lisboa entre 1976 a 1999, marcando várias gerações de futuros profissionais.
António Pardal Monteiro recebeu o título de Cavaleiro da Ordem de Santiago da Espada, atribuído pelo seu contributo na construção dos edifícios centrais da Cidade Universitária de Lisboa.