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Artistas da Região Centro homenageiam Aristides de Sousa Mendes em Bordéus

Artistas da Região Centro homenageiam Aristides de Sousa Mendes em Bordéus

Viseu, 31 Mar (Lusa) - Um grupo de artistas da Região Centro presta homenagem a Aristides de Sousa Mendes na próxima quinta-feira - dia que assinala 54 anos do seu desaparecimento - pintando ao vivo numa das praças de Bordéus.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

São 10 os pintores da Região Centro que no dia 3 de Abril vão prestar tributo a Aristides de Sousa Mendes, pintando ao vivo, numa praça da cidade francesa de Bordéus.

Segundo um dos pintores que participará nesta iniciativa, "Bordéus foi o local escolhido para esta homenagem por ser a cidade onde Aristides de Sousa Mendes exerceu as suas últimas funções em termos diplomáticos".

A viagem para Bordéus está marcada para o final de terça-feira, sendo feita a partir de Nelas, de comboio " porque era o meio de transporte utilizado pelos judeus em fuga".

O pintor Aires dos Santos explicou à Lusa que irão começar a pintar a partir das 09:00 de quinta-feira, na praça onde se encontra o busto de Aristides de Sousa Mendes.

Por volta do meio-dia "terá lugar um momento de poesia e colocação de uma coroa de flores junto ao memorial existente na cidade de Bordéus".

Os quadros pintados ao longo de quinta-feira "têm como inspiração a vida e obra desta grande figura" e serão depois expostos provisoriamente no Centro Cultural de S. Michel.

Segundo Aires dos Santos, esta iniciativa "serve para relembrar Aristides de Sousa Mendes, que durante anos esteve esquecido em Portugal".

"Serve também para chamar a atenção para o facto da casa onde viveu esta grande figura, em Cabanas de Viriato, estar a ruir", salientou.

Já a 10 de Junho de 2006, o grupo de 10 pintores homenageou Aristides de Sousa Mendes, pintando durante o dia junto à sua casa, em Cabanas de Viriato, no concelho de Carregal do Sal.

Aristides de Sousa Mendes (1885-1954) foi cônsul de Portugal em Bordéus e, em Junho de 1940, com a França invadida pela Alemanha de Hitler, assinou milhares de vistos que permitiram a pessoas de várias nacionalidades escapar à perseguição nazi.

Fê-lo contrariando as ordens do governo de Salazar, situação que levaria à sua expulsão da carreira diplomática.


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