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Bienal Anozero começa hoje em Coimbra para mostrar as feridas do mundo

Bienal Anozero começa hoje em Coimbra para mostrar as feridas do mundo

A bienal Anozero, em Coimbra, estreia-se hoje, procurando mostrar as feridas do mundo, a partir de obras de 60 artistas de diferentes países, numa edição com particular foco no cruzamento entre arte e arquitetura.

Lusa /

A bienal arranca hoje com uma performance que é uma espécie de procissão concebida pelo artista Vasco Araújo, da Igreja de Santa Cruz até ao Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, que volta a ser o ponto focal na edição da Anozero deste ano.

A performance, "Libertas -- Da condição de pessoa livre", reúne centenas de participantes a cantar o "Coro dos Escravos" da ópera "Nabucco", de Verdi, ao longo do percurso, desde a Baixa da cidade, até ao convento, na outra margem do Mondego.

A Anozero estende-se até 05 de julho, distribuindo-se por outros espaços da cidade, como o Edifício Chiado, Sala da Cidade, Jardim Botânico e os espaços do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC).

Nesta edição, estarão obras de cerca de 60 artistas e coletivos, como o costa-marfinense Frédéric Bruly Bouabré, o palestiniano Taysir Batniji, o franco-suíço Julian Charrière, o alemão Thomas Demand, a indiana Shilpa Gupta e os americanos Nan Goldin e Mungo Thomson.

No longo corredor de 200 metros do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, poderão ouvir-se os lamentos de 15 culturas diferentes -- da China ao Azerbeijão -, numa instalação sonora da americana Taryn Simon que começou por ser uma performance que reunia ao vivo os diferentes carpideiros.

Nesta bienal, será possível ver um meteoro rodopiante que recorda uma história de desapropriação, um vídeo de um homem na Amazónia que abraça um peixe que acabou de pescar e que está prestes a morrer, uma máquina de escuta que faz perguntas sobre liberdade ou alegria, ou um projeto que junta diferentes artistas que se debruçam sobre o conflito na Palestina, a partir de fotografias de chaves de casas destruídas, o arranque de árvores pela ocupação israelita e um vídeo de um coletivo de arquitetura forense.

A bienal tem curadoria de Hans Ibelings, docente de arquitetura em Toronto (Canadá) e editor de publicações da área, e John Zeppetelli, antigo diretor do Museu de Arte Contemporânea de Montreal, sendo coadjuvados por Daniel Madeira, que assume o cargo de curador assistente.

A edição deste ano tem um orçamento de cerca de 750 mil euros.

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