Biografia da actriz Laura Alves editada esta semana pela SeteCaminhos

Biografia da actriz Laura Alves editada esta semana pela SeteCaminhos

Uma biografia da actriz Laura Alves, que morreu em 1986 aos 63 anos, escrita por Luciano Reis, é colocada esta semana à venda nas livrarias.

Agência LUSA /

"Laura Alves - A rainha dos palcos", com a chancela da SeteCaminhos traça o percurso daquela "cujo talento contornava todas as dificuldades", como escreve o autor.

Laura Alves estreou-se em 1935 na Companhia de Alves da Cunha, na peça "As duas garotas de Paris", e daí até à sua morte somou vários êxitos, como recordou à Agência Lusa a actriz Alina Vaz, que com ela contracenou.

"A Laura foi um caso invulgar de popularidade, foi a primeira actriz, ainda viva, a ter um teatro com o seu nome, foi uma vedeta no sentido pleno com que se usa o termo", disse Alina Vaz.

A actriz recordou, entre outras peças, "A flor do cacto" onde também participou, que esteve mais de dois anos em cena.

"Só no dia da estreia o pano subiu 15 vezes, tal foi a adesão do público", lembrou.

Luciano Reis salienta não só esta sua faceta de "grande vedeta popular" como a de actriz esforçada, que para fazer a peça "As três valsas" com que inaugurou o Teatro Monumental, em 1951, em Lisboa, aprendeu a dançar em pontas.

Natural de Lisboa, Laura Alves, deu os primeiros passos como amadora de teatro no Grupo Dramático Lisbonense. Com 13 anos estreou- se no Teatro Politeama.

Trabalhou com todos os nomes de destaque do seu tempo, nomeadamente Palmira Bastos, ao lado da qual obteve o seu primeiro grande êxito, com a peça "Riquezas da sua avó" (1939).

Na década de 1940 iniciou carreira na opereta e no teatro de revista, continuando durante este período Laura Alves os seus estudos na Escola Industrial Machado de Castro e no Conservatório, com o apoio de Eduardo Schwalbach, director do Diário de Notícias.

Na década de 1950, segundo o autor, dá-se plenamente a sua consagração como "a grande comediante".

Ao longo da sua carreira, além das críticas favoráveis e do "muito público que sempre a aplaudiu" Laura Alves recebeu prémios como o de Melhor Actriz de Cinema, em 1952, ou o Óscar da Imprensa, que ganhou ex-aequo com Eunice Muñoz em 1953, e o Prémio Lucinda Simões, entre outros.

Luciano Reis traça o percurso da vedeta pelos palcos, mas também pelo cinema, e faz referências à sua vida privada, nomeadamente o seu primeiro casamento com o empresário Vasco Morgado, de quem enviuvou, casando depois com o compositor Frederico Valério.

Reis enumera todas as peças onde a actriz participou, e a obra inclui ainda um conjunto de fotografias de cena, bem como recortes de jornais e uma sintética bibliografia.

Um dos aspectos relevantes desta obra é o facto de reunir alguns testemunhos orais, recolhidos pelo autor, que surgem metodologicamente como fontes orais para a História do Teatro.

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