Castelo de Leiria em obras para reabrir em maio no Dia do Município

Castelo de Leiria em obras para reabrir em maio no Dia do Município

O Castelo de Leiria está a receber um conjunto de obras para recuperar estragos provocados pela depressão Kristin e para reunir condições para reabrir ao público em 22 de maio, Dia do Município, anunciou hoje a autarquia.

Lusa /
Página do Facebook do Castelo de Leiria

A intervenção, repartida por várias fases, decorre em diferentes espaços do castelo, nomeadamente na Casa do Guarda, Igreja da Pena, Cisterna e Paços Novos, avançou a Câmara de Leiria em comunicado.

A primeira fase tem um prazo de execução de 45 dias e custo aproximado de 100 mil euros, mais IVA.

O município de Leiria informou que as intervenções incluem a substituição de elementos degradados, bem como a requalificação de coberturas, "respeitando integralmente as características históricas do conjunto edificado".

A recuperação da Casa do Guarda, "infraestrutura fundamental para o acolhimento de visitantes", é a prioridade.

O edifício sofreu danos significativos após ter sido atingido pela queda de uma árvore de grande porte.

A intenção é "devolver à população e aos visitantes um dos mais emblemáticos símbolos patrimoniais da região", encerrado desde a tempestade.

O Castelo de Leiria foi o monumento do concelho mais visitado em 2025, com 121.371 entradas.

"O castelo prepara-se agora para uma reabertura faseada, prevista, de forma condicionada, para 22 de maio de 2026. A devolução deste espaço à fruição pública assume particular relevância cultural e turística, restituindo à cidade um dos seus principais polos de identidade e atração".

Em simultâneo, decorrem ações de reparação da cobertura dos Paços Novos, uma das zonas mais procuradas do monumento, mas "uma das mais expostas ao vento".

Também a Igreja da Pena está em obras, numa operação "crucial para a preservação deste espaço de elevado valor patrimonial".

A reabilitação do Castelo, classificado como monumento nacional, é "um passo decisivo na reposição das condições de segurança e conservação", após ter sido "severamente afetado pela passagem da tempestade Kristin".

Logo após a calamidade, decorreram trabalhos prioritários de remoção de árvores e arbustos tombados, para limpar as zonas mais atingidas e estabilizar as áreas envolventes, preparando as intervenções atualmente em curso.

Além de resolver os danos provocados diretamente pelo mau tempo, pretende-se, no âmbito de um plano mais alargado, "reforçar a resiliência do monumento face a futuros fenómenos climáticos".

Até ao final do ano está ainda prevista a recuperação da muralha do alambor do último reduto e de elementos decorativos dos Paços Novos, bem como uma requalificação paisagística dos espaços verdes.

A Câmara de Leiria acrescentou que decorrem ações de monitorização para "definir um programa de intervenção mais amplo que deverá decorrer nas vertentes exteriores, muralhas e Paços Novos".

 

 

 

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